ESEC do Jari

General information

Jari
Estação Ecológica
Federal
Proteção Integral
227.126 (Decreto - 89.440 - 13/04/1984)
1982
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Consultivo
2014
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Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Municipality Population (IBGE 2007) Non-urban population (IBGE 2001) Urban population (IBGE 2001) State Municipality area (ha) CA area in the municipality (ha) CA area in the municipality (%)
Laranjal do Jari 37491 1723 26792 AP 3.096.618 62.899 28.05 %
Almeirim 30903 15041 18916 PA 7.296.027 161.364 71.95 %

Pressões e ameaças

O desmatamento, as queimadas e a mineração industrial, são algumas das pressões que mais ameaçam as Unidades de Conservação. Veja abaixo dados atualizados sobre essas pressões nesta UC; para uma visualização comparativa entre as UCs mais desmatadas na Amazônia Legal, acesse o ranking dinâmico.

Para detalhes sobre a obtenção dos dados, acesse nossa nota técnica.

675.1 ha

Characteristics

Characteristics

Criada pelo Decreto n 87.092 de 12 de abril de 1982 e tendo sua área alterada pelo Decreto n 89.440 de 13 de março de 1984. Localizada a 80 Km ao norte da cidade de Monte Dourado, com acesso via estrada de terra. Ocupa uma área de 227.126 ha numa faixa que vai do rio Jarí a leste, até o rio Parú a oeste, dois afluentes da margem esquerda do rio Amazonas, situada nos municípios de Almeirim /PA e Mazagão /AP com cerca de 60% do Pará e 40% no Amapá.
O clima da região é quente e úmido, com temperatura média superior a 22C e umidade relativa em torno de 80%. O inverno local compreende os meses chuvosos de dezembro a maio.
A área da Estação Ecológica está assentada sobre terrenos paleozóicos com umas intrusões magmáticas posteriores de diabásio. O paredão de pedra de mais de 70 Km de extensão que corta horizontalmente a Estação, do rio Jarí ao rio Parú, e marca o limite norte da bacia sedimentar amazônica foi originado pelo peso dos sedimentos lacustres e fluviais que o fez se levantar.
A altitude da cachoeira de Santo Antonio, no rio Jarí, é próxima do nível do mar, e daí os terrenos se inclinam progressivamente até atingir 500 m na crista do paredão. Diferentemente dos terrenos da área que se estende do rio Amazonas até 100 Km ao norte, essencialmente terciários, os da Estação são basicamente do Siluriano e Devoniano. Na rocha primária são cavados simples buracos ou grutas, cuja mais conhecida é localizada perto da sede, com uma superfície ao chão de aproximadamente 150m².
Floresta primária de terra firme - Os emergentes chegam aos 60 metros, como o Angelim vermelho (Dinizia excelsa, Mimosácea), Beró, Bombacácea, ou dominam aos 40-50 metros (Castanha do Pará, Bertolethia excelsa, Lecitidácea; Fava-coré, Mimosácea etc.). Palmeiras crescem na área, essencialmente a Bacabeira e a Paxiúba, grandes Arecáceas pouco freqüentes, como são também as do sub-bosque e do estrato descontínuo abaixo do dossel, essencialmente marajás, Bactris sp.
Floresta secundária de terra firme - A regeneração natural oferece uma mata densa de numerosos troncos finos.
Capoeira - Nem sempre fácil de separar da floresta secundária de terra firme, ela tem duas origens diferentes que podem se combinar. Origem natural; os afloramentos rochosos, possivelmente por ação química dos solos muito rasos acolhem na orla da mata uma vegetação baixa ou meio alta (15-20 metros) e a erosão ativa de certas zonas do paredão de pedra, expressa por queda de blocos ou até parte de falésio. Origem antrópica: zonas naturalmente mais abertas, os campos rupestres atraem mais o homem que desenvolve as suas atividades contra a maturação da sucessão vegetal (desmatamento, fogo, acampamento, capinagem, circulação de veículos e até aterrissagem forçadas). A sede da Estação é circundada de capoeira de vários estágios de desenvolvimentos. Campo rupestre - É raramente nu com liquens e algas, e geralmente coberto por vegetação que suporte a alternância de períodos secos e de alagamento de vários meses (Ciperáceas, Gramíneas, vários arbustos). Algumas manchas de capoeira altas (20 metros) são distribuídas dentro.
Floresta de igapó - Em continuidade com a floresta de terra firme, existe uma floresta sazonalmente inundada e percorrida por braços de igarapé. É um hábitat muito linear, de pouca largura representada perto da sede pelo igapó do igarapé alto, dito da Santa. Uma pequena área é aberta (sem árvore), mas a maior parte é floresta com árvores de até 35 metros, tal como a Ucuúba-da-várzea. Como pelo resto da floresta é surpreendente a raridade das palmeiras.
Mata de galeria - Da declividade geral das partes da Estação resulta a raridade da floresta de igapó e a quase continuidade linear de matas de galeria que acompanham os igarapés cortados de cachoeirinhas nomeados igarapé Água Preta e dito da Santa. Espécies com status de conservação - Dez por cento das espécies identificadas na Estação pertencem a uma ou duas das categorias que definem o status de conservação. Doze, destas 16 espécies são raras, uma sendo presumivelmente ameaçada.
Nenhuma espécie ameaçada ainda foi encontrada na ESEC/JARI.
Espécies endêmicas - Tucano-bico-preto, Tucano-pacova, Araçari-negra, Araçari-preto, Papa-formiga, Uirapuru-estrela, Saira-diamante, Saú- beija-flor.
Espécies raras - Gavião-de-penacho, Jacu, Choquinha, Mãe-de-taoca-de-garganta-vermelha, Pássaro-boi, Maú, Araponga-branca, Galo-da-serra, gralha.
Presumivelmente ameaçadas - Gavião-de-penhacho
A lista das espécies de mamíferos que poderiam ocorrer na Estação, estabelecido a partir do EMMONS (1990), inclui 75 espécies não voadoras com uma subestimação para roedores e meia dúzia de casos duvidosos sobre limites geográficos de distribuição. Um levantamento não exaustivo de alguns índices de presença de mamíferos na ESEC/JARI (FUNATURA/FNMA) levou a contactar 28 espécies de 8 ordens, dos quais os Quirópteros (morcegos) apresentam 12 espécies. De 16 mamíferos não voadores, 7 apresentam status de conservação com três espécies ameaçadas de extinção; Tatú Coatá e Onça-pintada, e 4 espécies presumivelmente ameaçadas, que como as precedentes sofrem tanto da caça ligada ao garimpo e as concentrações humanas de Monte Dourado e do Laranjal do Jari (Beiradão), como o desmatamento arrasador e das técnicas de produção de pasta de papel aplicadas a sul da Estação. São Tatú-de-quinze-quilos, Anta, Caititu ou Queixada e Veado-mateiro ou Birá.
(Fonte: http://www.amaparte.com.br/ecol_meiamb/jari.html - Ambiente Brasil em agosto 2007)

Observações do Ibama (em 1998):VEGETAÇÃO : A vegetação é classificada como Floresta Equatorial Úmida, sempre verde, densa, com o estrato superior atingindo mais de 30 m. O angelim, a maçaranduba e a mandioqueira estão entre as árvores emergentes. A Floresta de Várzea também é encontrada na unidade. Beirando os cursos d'água encontra-se uma vegetação constituída predominantemente por buritis e outras palmeiras.

Observations

DIÁRIA
NÚMERO DE PUBLICAÇÃO: 691372
PORTARIA: 1014/2014
Objetivo: PARTICIPAR DA REUNIÃO DO CCONSELHO GESTOR DA ESEC DO JARI
Fundamento Legal: ART 145 DA LEI 5.810 E SEUS PARAGRAFOS
Origem: BELÉM/PA - BRASIL
Destino(s): MONTE DOURADO/PA - Brasil


Physical Aspects

Sobreposições com outras Unidades de Conservação ou Terras Indígenas

Overlapping Category of the superposed area Superposition percentage
Rio Iratapuru RDS 2.33

Biomes

Biome % in the CA
Amazônia 100.00

Fitofisionomias

Vegetation (water courses excluded) % in the CA
Floresta Ombrófila Densa 100.00

Watersheds

Watershed % in the CA
Paru 29.25
Jari 70.75
Pressures
Desmatamento
Invasão de Posseiros
Caça Ilegal
Queimadas/Incêndios

Contacts

Endereço para Correspondência (Ibama):
Caixa Postal nº 77, Setor Administrativo - Bloco D
CEP: 68.240-000 - Monte Dourado - PA
Tel: (96) 214-1100 / 214-1114
Fax: (96) 214-1114 - (91) 535-1137

Coordenadoria Regional (ICMBio): Fernando Barbosa Peçanha Junior.
Endereço CR: Av. Julio Cesar, 7060 - Valdecans
CEP: 66617-420 - Belém - PA

Chefe da UC: PABLO DAVI KIRCHHEIM (26/04/2011, DOU)


News

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Juridical Documents

Document type Number Document action Document date Publishing datesort icon Observation Documento na íntegra
Portaria 20 Conselho 27/02/2014 28/02/2014 Cria o Conselho Consultivo da Estação Ecológica do Jarí, nos estados do Amapá e Pará. Download PDF
Decreto 89.440 Alteração de limites 13/04/1984 14/03/1984 Altera os limites da Estação Ecológica do Jari (14/03/84).
Decreto 87.092 Criação 12/04/1982 14/04/1982 Cria a Estação Ecológica do Jari com uma superfície de 207.370ha (14/04/82).


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