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ICMBio - www.icmbio.gov.br
05/06/2009
135 filhotes de tartaruga-da-amazonia sao soltos por tecnicos da Rebio do Rio Trombetas e da Flona Sacara-Taquera

Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente, técnicos da Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas e da Floresta Nacional (Flona) Sacará-Taquera programaram, com a participação de membros ddo conselho consultivo e de comunidades locais, a soltura de 135 filhotes de tartaruga-da-amazônia. As espécies fazem parte de um estudo que pretende verificar se os filhotes têm maiores chances de sobreviver na natureza quando criados e alimentados durante cerca de um ano antes de serem soltos.

As tartarugas foram criadas em tanques instalados em uma das bases da Rebio e todas foram identificadas com marcadores magnéticos, implantados no corpo dos animais. Elas foram alimentadas com uma ração específica para peixes e quelônios que contém 36% de proteína, além de pequenas quantidades de peixes e folhas.

Os filhotes passaram por um período de adaptação, quando foram colocados em tanques-rede no Lago Erepecu, na Rebio, e tiveram a alimentação substituída por frutos encontrados nos igapós próximos, além de peixes e plantas aquáticas.

De acordo com os dados, os filhotes de tartarugas que pesavam em média 20 gramas, após um ano estavam pesando 310 gramas. Após o período de adaptação, os filhotes ficaram prontos para serem soltos nas cabeceiras dos lagos da Rebio. Será feito um esforço de captura desses animais marcados para verificar a sobrevivência. De acordo com o estudo, filhotes maiores são mais difíceis se serem comidos por predadores naturais, apesar de poderem ser mais suscetíveis às adversidades do meio.

Esse estudo e o envolvimento da comunidade na soltura dos animais, fez parte de um conjunto de ações e pesquisas que vem sendo realizadas em conjunto pelos funcionários da Rebio do Rio Trombetas, Flona Saracá-Taquera e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na tentativa de recuperar a população de tartaruga-da-amazônia da Rebio.

Em 2003 havia apenas 165 fêmeas desta espécie desovando e foram soltos somente 8 mil filhotes. Após vários investimentos em pesquisas voltadas ao manejo, proteção das praias e educação ambiental nas comunidades, foi obtido um crescimento de 400% da população, chegando a 650 fêmeas e mais de 50 mil filhotes devolvidos à natureza em 2008.