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14/03/2011
Destaque Amazonia apresenta trabalho da Rede Beija-Rio sobre as aguas na regiao

Em tempos de intensa discussão sobre aquecimento global, conhecer o ciclo do carbono é necessário - já que a emissão desse gás é responsável pelo aumento das temperaturas no planeta. Quando se trata da Amazônia o assunto ganha ainda mais destaque, pois a floresta funciona como um grande absorvedouro de CO2. No entanto, não há conhecimento suficiente sobre a maneira como a maior bacia hidrográfica do mundo interfere nesse ciclo.

Por isso, a matéria principal do Destaque Amazônia de março traz pesquisa desenvolvida pelo Museu Goeldi desde janeiro de 2006, que explica os mecanismos que levam os rios da região a apresentarem um nível muito alto de CO2 e como isso interfere no ciclo do gás carbônico.

O estudo foi coordenado pelos pesquisadores José Francisco Berredo e Maria Emília Sales, da Coordenação de Ciência da Terra e Ecologia do Museu. A pesquisa se concentra na Floresta Nacional de Caxiuanã, no centro-oeste do estado do Pará, a 400 km de Belém, onde a instituição mantém a Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn). Lá foram escolhidos três pontos amostrais: o rio Curuá, o rio Caxiuanã e a baía de Caxiuanã.

Ao se ocupar do monitoramento dos rios, a pesquisa contribui para entendimento sobre o ciclo do carbono global - um dos mais abundantes elementos químicos presentes na natureza - e, no futuro, pode dar subsídios para estudos sobre as variações causadas nos rios amazônicos, tanto pelo aquecimento global, quanto por qualquer outra forma de modificação antrópica.

Floresta que some - Pesquisa sobre a conservação da biodiversidade em trechos das rodovias Transamazônica, Cuiabá-Santarém e PA-273 também está no informativo. Para analisar a realidade dessas estradas, o bolsista Cezar Augusto Borges, orientado pelo pesquisador da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi, Leandro Valle Ferreira, desenvolveu o trabalho "A Conservação da Biodiversidade em Diferentes Tipos de Ordenamento Territorial, Uso e Ocupação nas Rodovias no Estado do Pará".

O estudo constatou que o desflorestamento total na área de influência de 50 km de cada lado nas três estradas no Pará foi de 30,3%. Esse percentual é significativamente maior do que os 19,4% de desflorestamento acumulados para todo estado do Pará até 2008.

Ferrugens de plantas - Além disso, representantes de parte significativa da biodiversidade do planeta, os fungos precisam ser cada vez mais conhecidos. Matéria do Destaque Amazônia apresenta pesquisa desenvolvida por Fabiano Brito e Fernanda Mendonça sobre os fungos da ordem Pucciniales (Uredinales).

O grupo é causador de doenças em muitas culturas vegetais importantes - como o café, a soja, jambú, mandioca e o trigo - e são comumente denominados de "ferrugem", devido à coloração apresentada em algumas plantas atacadas e que remete ao ferro oxidado.

A investigação, orientada pela dra. Helen Sotão, tem como metas conhecer a riqueza, a composição e a especificidade das espécies de Pucciniales da Floresta Nacional (Flona) do Amapá, incluindo a grade de estudo do Programa de Biodiversidade da Amazônia (PPBio).

Produtos da BR-163 - O Destaque de março traz ainda matéria sobre estudo que identificou os feirantes e os produtos florestais não madeireiros que são comercializados no Distrito Florestal Sustentável (DFS) da BR-163, além de apontar os pontos positivos para se manter a floresta em pé.

O estudo "Levantamento de produtos florestais não-madeireiros comercializados em mercados dos municípios localizados na BR-163, Pará", desenvolvido pela bolsista de iniciação científica Nássia Carvalho e orientado por Márlia Coelho-Ferreira, buscou registrar os produtos florestais não-madeireiros das categorias alimentícia, artesanal e medicinal comercializados nos mercados, feiras e entrepostos do DFS, além de desenvolver o "perfil" dos feirantes que realizam esse comércio.

Veja a versão digital do Destaque Amazônia no link:

http://www.museu-goeldi.br/sobre/NOTICIAS/Destaque/2011/marco2011.html

http://www.museu-goeldi.br/sobre/NOTICIAS/2011/marco/14_03_2011.html