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24/08/2010
Guajara - Mirim, a perola do Mamore

Desde que cheguei a Rondônia para aqui trabalhar visito com freqüência Guajará - Mirim. Viajo muitas vezes a trabalho, mas vou também exclusivamente a passeio. Conheço ali a maioria dos hotéis, entre os quais se destaca o Pacaas Lodge Resort. Este hotel é próprio para quem vai a passeio, podendo facilmente seguir de barco a Gayará - Merim, a simpática cidade boliviana do outro lado do Rio Mamoré.

Mas ultimamente tenho ido a Guajará-mirim para falar ao seu povo sobre as eleições que se aproximam. E proponho defender os interesses daquela comunidade, que possui mais de 90% (noventa por cento) do seu território, integrado por Unidades de Conservação (Terras Indígenas, Reservas Extrativistas e Biológicas). Esse fato precisa ser encarado como um ponderável potencial de atrações turísticas de valor ecológico, embora em muitos momentos imponham sérias limitações ao desenvolvimento da cidade.

Outra constatação a analisar relaciona-se à condição de fronteira com o vizinho país irmão - a Bolívia. O relacionamento social entre as duas nações naquela área transcorre sem maiores atropelos, numa interação que pode ser considerada satisfatória. Mas devido à intensa movimentação da comercialização de produtos importados do exterior no outro lado da fronteira limita o comercio do lado brasileiro.

Assim, ao encarar esse cenário que exige relações de equilíbrio que deverão ser estabelecidas no Município, onde a conservação do meio ambiente impõe preocupações preponderantes tem-se, ao mesmo tempo, a limitação comercial da importação que poderia ser estimulada, como fator de geração de renda.

A esses fatos somam-se os demais agravantes comuns ao Estado como um todo: ausência de saneamento básico, deficiência na coleta e aproveitamento dos resíduos sólidos, funcionamento precário das unidades de saúde, carência diversas no sistema de educação. Todos esses fatos requerem atenção, aperfeiçoamento, medidas corretivas eficientes e eficazes.

Mas a nesse cenário encontram-se belezas naturais, cuja apreciação é gratificante, imperdível. E tudo isso, tendo como atores uma população hospitaleira, pronta a receber com um sorriso fraterno a todos que ali chegam.

E, ultimamente o Ministério do Turismo, em vista de estudos realizados durante Oficinas realizadas na Capital do Estado, incluiu Guajará-Mirim, no Pólo Porto Velho, que integra as 65 destinações turísticas nacionais.

Esse fato indica um caminho importante para Guajará - a oportunidade da exploração do turismo, que ali deve ser primordialmente voltado ao ecoturismo. E nesse particular verifica-se que uma iniciativa já foi pioneiramente adotada, por uma empresa local, edificando o Pacaás Lodge Resort a poucos quilômetros do centro da cidade, à margem do Rio Mamoré.

Nos últimos anos passei a sentir que tinha possibilidade de oferecer o meu trabalho em proveito do desenvolvimento deste Estado e, em particular, dedicar maior atenção as mulheres de Rondônia, às se incluem a população feminina de Guajará-Mirim.

Aqui me apresento para lutar pela valorização e defesa das mulheres, justamente aquelas mais sofridas e necessitadas de apoio. Tenho certeza de que se receber a confiança do povo rondoniense realizarei um trabalho exemplar, na luta por dias melhores para toda população.

Por isso mesmo apresento-me como profissional que deixará o seu escritório de advocacia, para se dedicar inteiramente à busca de soluções aos os problemas do povo de Rondônia.

Espero nessa jornada reunir-me com as mulheres nas suas comunidades, para sentir de perto os seus problemas, ouvir as suas vozes e levar aos poderes competentes as justas reivindicações, que possam trazer dias melhores à população.

Entendo que a criação de Conselhos de bairros e distritos constituirá providencia prática que muito ajudará as comunidades na organização das comunidades, para lutarem por melhores condições de vida. E onde já existirem os Conselhos ou Associações o trabalho se tornará mais fácil, porquanto serão aproveitadas as experiências existentes. Mas em qualquer dos dois casos, há que se admitir maior participação feminina nesses colegiados, para começar na própria comunidade a democratização das oportunidades às mulheres.

Dos Conselhos surgirão os movimentos para a empregabilidade, mas, principalmente, para fazer despertar o empreendedorismo, como forma de trabalho autônomo, mediante o aproveitamento da criatividade e da vocação latente na população. Como conseqüência vem também o associativismo, como forma de expressão de grupos ou reunião de pessoas com objetivos comuns. Vão surgir em maior número as MPE - micro e pequenas empresas, cuja presença na economia é tão oportuna. E tudo isso precisa ser realizado com maior presença feminina.

Somando a esse esforço o aperfeiçoamento da educação e dos serviços de saúde será possível combater a violência que tanto aflige o povo brasileiro.

Tenho tradição de militância política na minha família onde ancestrais meus também lutaram pelo povo em muitos momentos e deixaram marcos importante nas suas comunidades. Esse passado certamente motivou a minha decisão de igualmente oferecer o meu esforço para tentar colaborar com os movimentos feministas, na certeza de que assim procedendo também ajudo a construir uma sociedade mais justa e igualitária.

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