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Portal Fator Brasil
04/03/2008
IEF incentiva a pesquisa cientifica nas unidades de conservacao

O Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ) divulgou a Portaria 227, que regulamenta a autorização e o desenvolvimento de pesquisas nos parques, reservas e áreas de proteção ambiental administrados pelo estado. De acordo com o presidente do instituto, André Ilha, a portaria traz regras mais claras e é uma medida importante para o incentivo à pesquisa científica nas unidades de conservação. Outras medidas previstas são a realização de encontros científicos nas unidades e parcerias com instituições de ensino e pesquisa.

Somente no ano passado, como resultado dos primeiros contatos com pesquisadores e instituições, o número de pesquisas autorizadas chegou a 38, o dobro de 2006, quando foram autorizadas apenas 18 pesquisas. Desde 2004, o IEF/RJ expediu 82 autorizações, a maioria das quais em dois parques estaduais: o da Pedra Branca, no Rio de Janeiro (25%) e da Ilha Grande, em Angra dos Reis (23%).

A temática dos trabalhos é variada e vai desde o estudo de orquídeas em risco de extinção no Parque da Serra da Tiririca (Niterói e Maricá) até a criação de abelhas sem ferrão no entorno do Parque da Ilha Grande, passando pela avaliação de indicadores ambientais na área marinha em torno das usinas nucleares, na área da Área de Proteção Ambiental de Tamoios (Angra dos Reis). As espécies de morcegos do Parque Estadual da Pedra Branca, a avaliação ecológica de riachos da bacia dos rios Guapiaçu-Macacu, no Parque dos Três Picos, e o conhecimento tradicional das comunidades da região do Parque do Desengano, no Noroeste do estado, são outros temas pesquisados.

- Através da aproximação com a comunidade científica e a agilização dos procedimentos para a realização das pesquisas, poderemos elevar o nível de conhecimento científico sobre as unidades administradas pelo IEF/RJ, o que certamente resultará em benefícios para a sua gestão, afirmou o presidente do IEF/RJ, André Ilha.

A diretora de Conservação da Natureza do IEF/RJ, Alba Simon, informou que os técnicos fazem um trabalho constante de orientação e incentivo ao registro de todas as pesquisas relacionadas com as unidades de conservação estaduais. Muitos pesquisadores que abordam temas relacionados às Ciências Sociais, por exemplo, desconhecem as vantagens de regularizar a pesquisa junto ao órgão, que pode sugerir locais mais adequados e oferecer apoio logístico.

- Quando os administradores tomam conhecimento da realização de algum trabalho nas unidades, são orientados a encaminhar o pesquisador ao IEF/RJ para o registro. Embora haja procedimentos e normas a serem seguidas, nosso objetivo é tornar todo o processo o mais ágil possível, explicou Alba Simon.

Além de expedir a autorização, o IEF/RJ faz o acompanhamento e recebe relatórios periódicos sobre o andamento da pesquisa. Em breve, os trabalhos publicados passarão a ser disponibilizados no site do instituto, que vai formar um banco de dados sobre cada unidade. Os pesquisadores poderão consultar a relação de pesquisas em andamento, com nome, autor, título e objetivo, assim como a íntegra da Portaria 227.

O IEF/RJ também vai promover encontros científicos com pesquisadores, gestores e comunidade nas unidades de conservação para a troca de experiências, conhecimento sobre as pesquisas existentes e avaliação de como os dados podem beneficiar a gestão. O primeiro encontro está previsto para acontecer no Parque Estadual da Serra da Tiririca.

- As áreas protegidas são um ambiente ideal para a realização de pesquisas científicas. Em algumas categorias de unidades de proteção integral, como as reservas biológicas e estações ecológicas, o acesso só é permitido para fins educacionais e científicos. Incentivar e disseminar o trabalho dos pesquisadores contribui para fortalecer a conscientização da sociedade sobre a preservação dos recursos naturais, concluiu Alba Simon.