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ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
07/12/2016
Itatiaia abre festejos de 80 anos com exposicao de fotos

Mostra inédita de fotografias de mamíferos da Mata Atlântica será inaugurada nesta sexta (9), às 18h, no Centro de Visitantes do parque, na região serrana do Rio

O Parque Nacional de Itatiaia, o mais antigo do Brasil, vai completar 80 anos em junho de 2017, mas as comemorações começam nesta sexta-feira (9), às 18h, no Centro de Visitantes, com a abertura da exposição de fotografias Alma do Mato, que enfoca os mamíferos da unidade de conservação (UC), gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre os estados do Rio e Minas.

As fotos são de Christian Spencer e Marcelo Souza Motta. Eles trabalharam durante um ano com armadilhas fotográficas, equipamento que permite que as fotografias sejam tiradas com câmeras que disparam por meio de um sensor de movimento. As câmeras estacionárias foram colocadas em locais isolados na floresta, sem que houvesse qualquer artifício para atrair ou induzir a presença dos animais fotografados.

Segundo os autores, o registro desses raros mamíferos, muitos deles em perigo de extinção, mostra a diversidade da fauna que ainda povoa as matas da Serra da Mantiqueira, protegidas pelo parque. As fotos revelam os animais em seu habitat natural, momentos da vida na floresta distantes dos nossos olhos, instantes fugazes de rara beleza, cenas que capturam o quanto ainda se esconde neste pedaço de Mata Atlântica entre as duas maiores capitais do país.

Para fazer os registros, os autores tiveram que ter muita paciência, conhecimento de campo e sensibilidade, "sonhando" a foto antes mesmo dela ser tirada. Essa "simbiose sensorial" com a fauna permitiu com que Spencer e Motta transmitissem nas fotografias todo o mistério que as envolve.

Ainda segundo os autores, as fotos carregam a força da presença desses seres vivos que transitam pelas matas de forma "invisível". A fugacidade do momento é exaltada pelo preto e branco. Na ausência de cor, o mistério se revela como lendas que se materializam entre a luz e a sombra da vegetação. "Mas é no brilho do olhar dos bichos que se vislumbra a vida que ali pulsa, é o encontro do real e do imaginário, é a alma do mato", diz Spencer

A exposição tem como objetivo despertar o espírito contemplativo no visitante, o olhar mais demorado daqueles que passeiam pelo parque nacional, fazendo-os sentir que, mesmo não vendo com os olhos, o conhecimento de que animais desses portes ainda vivem na região possa inundá-los com a presença da força desses seres. "É um convite à sensação de andar na floresta e sentir essa presença, a alma do mato", reforça Motta.

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