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16/01/2018
Macacos encontrados mortos no Rio de Janeiro podem ter sido envenenados

Macacos encontrados mortos no Rio de Janeiro podem ter sido envenenados

((o))eco - Por Sabrina Rodrigues

Na segunda-feira (15), quatro macacos bugios foram encontrados mortos na Rua Alves Câmara, entre o Alto da Boa Vista e a Usina, próximo à Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Os corpos dos animais foram recolhidos pela equipe da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde.

Veterinários do Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman fizeram a necropsia dos animais e confirmaram nesta terça-feira (16) que existe uma suspeita de envenenamento. Ainda assim, os veterinários ainda não descartam febre amarela como possível causa e por isso, os corpos foram encaminhados para análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Morte de primatas por envenenamento, apedrejamento ou até por tiros são comuns em época de surto de febre amarela por uma associação infundada de que os macacos são os transmissores da doença. Eles não são. São vítimas como os humanos, e como sucumbem mais rápido à doença, são um alerta para a área de saúde de que aquela região está sob o foco da febre amarela. Sem os macacos, é possível que os profissionais de saúde demorassem mais tempo para diagnosticar a doença.

Macacos somem da Reserva Biológica do Tinguá

Localizada a 16 quilômetros do centro de Nova Iguaçu e a pouco mais de 70 km do Rio de Janeiro, a Reserva Biológica Federal do Tinguá está inserida no Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar, que é uma das áreas mais ricas em diversidade biológica da Mata Atlântica. Há três meses, um silêncio chama atenção da equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) que administra o local. O canto característico dos macacos-bugios desapareceu das matas da região. Os últimos bugios avistados foi no fim do ano passado.

O silêncio que hoje se impõe é sinal de alerta para pesquisadores, moradores, funcionários da Reserva do Tinguá: indício forte de que a febre amarela está por lá.

Existe uma preocupação de que outras áreas protegidas estejam sofrendo com a perda da população de macacos-bugios como a Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeira de Macacu e o Parque Estadual dos Três Picos, também em Macacu e que abrange os municípios de Nova Friburgo, Silva Jardim e Teresópolis, locais que já apresentaram casos de suspeita de febre amarela em humanos.

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