As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos.

O Globo, O Pais, p. 9
25/10/2011
Policia do Para investiga assassinato de outro lider extrativista morto a tiro

Polícia do Pará investiga assassinato de outro líder extrativista morto a tiros
Vítima denunciava retirada ilegal de madeira em áreas de proteção

Evandro Corrêa (opais@oglobo.com.br)

BELÉM - A Polícia Civil do Pará ainda não tem pistas concretas que possam levar à identificação dos assassinos do extrativista João Chupel Primo, maranhense, de 55 anos, morto com um tiro no último sábado, dia 22, algumas horas depois de denunciar exploração madeireira ilegal na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio e na Floresta Nacional Trairão. Na manhã desta segunda-feira, o Ministério Público Federal no Pará pediu à Polícia Federal que garanta proteção para testemunhas que denunciaram, na semana passada, uma rota de retirada ilegal de madeira naqueles dois locais.
A vítima esteve, junto com outros homens, na sede do MPF em Altamira, na quinta-feira passada, informando detalhes sobre a exploração madeireira na Resex e na Floresta Nacional Trairão. Para o MPF, o crime tem relação direta com as denúncias que Chupel fez em Altamira. Ele já havia registrado boletins de ocorrência na Polícia Civil de Itaituba e passado detalhes sobre os madeireiros que agem na região para a Polícia Federal em Santarém e para o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração das Unidades de Conservação que estão sendo invadidas por madeireiros.
O morto era um líder do Projeto de Assentamento Areia. De acordo com as denúncias que ele vinha fazendo, madeireiros estavam usando o assentamento como porta de entrada para as matas ainda relativamente preservadas que fazem parte do Mosaico de Conservação da Terra do Meio. O MPF tem três procuradorias atuando no caso, em Altamira, Belém e Santarém, e no último sábado pediu que a Polícia Federal abrisse inquérito para investigar os crimes ambientais na região.

O Globo, 25/10/2011, O País, p. 9