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SAGRI - www.sagri.pa.gov.br
24/11/2009
Recursos beneficiam mais de 300 familias de reservas extrativistas

Um convênio de cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e o Instituto de Pesquisas Ambientais (Ipam) está beneficiando mais de 300 famílias residentes nas Reservas Extrativistas do Riozinho do Anfrísio, do Xingu e do Iriri, no oeste do Pará.

Os R$ 150 mil repassados pela Sagri para a aquisição de 40 kits farinheira, 15 rabetões (pequenos barcos a motor), com capacidade para 10 toneladas cada, e de materiais e utensílios para a colheita do látex e da castanha do pará, e ainda para custear a formação e capacitação dos ribeirinhos. O projeto surgiu de um diagnóstico elaborado pelo Conselho Gestor das reservas extrativistas.

As populações ribeirinhas que vivem exclusivamente da pesca e do extrativismo acabam perdendo 70% da produção dos castanhais e dos seringais por conta de vários problemas, como a falta de material adequado para a extração dos produtos e dificuldade em escoar a produção. As reservas estão localizadas a pelo menos oito dias de viagem de barco, meio de transporte mais usado pelos ribeirinhos.

"Já estamos resolvendo a capacitação dos ribeirinhos para o manuseio das máquinas e o problema de transporte", informou João Batista, gerente regional da Sagri em Altamira.

O projeto será executado pelo Comitê de Articulação da Rede da Terra do Meio, que engloba cerca de 10 entidades, entre elas a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) e o Instituto Chico Mendes, órgão gestor das unidades de conservação.

Reconhecimento - "Existe uma dimensão geográfica, mas quando se tem vontade política as coisas acontecem. Esse é um reconhecimento do governo do Estado para as comunidades ribeirinhas, que há séculos ficaram na invisibilidade, e que agora estão sendo vistas como verdadeiras guardiãs da floresta", disse Antonia Martins, da FVPP.

No próximo dia 3 de dezembro, a primeira ação para o escoamento da produção acontecerá dentro das unidades de conservação. Dez toneladas de castanha do pará estão sendo estocadas no porto Maribel, de onde a Sagri fará o transporte até Altamira. A castanha já tem mercado garantido: tudo será exportado para empresas em São Paulo.

As reservas extrativistas do Riozinho do Anfrísio, do Iriri e do Xingu foram criadas em 2004, 2005 e 2008, respectivamente.