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A Critica, Cidades, p.C5
02/03/2004
Reserva Mamiraua ganha premio mundial

Reserva Mamirauá ganha prêmio mundial
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) foi a vencedora do prêmio Equator Prize 2004, entregue na semana passada em Kuala Lumpur, na Malásia. 0 prêmio foi criado para ,.reconhecer comunidades de países em desenvolvimento no cinturão tropical que demonstrem em termos práticos esforços simultâneos e bem-sucedidos para conservar a biodiversidade e reduzir a pobreza. A Sociedade Civil Mamirauá - Brasil, gestora da RDSM, recebeu o prêmio na categoria "Reconhecimento pela iniciativa comunitária associada a um Sítio do Patrimônio Mundial".
A premiação ocorreu durante a 7a . Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP-7), Mais de 2 mil delegados dos 188 países-membros e de observadores participaram da COP-7, discutindo temas como o papel das áreas protegidas na conservação da biodiversidade, a repartição de benefícios pelo uso de conhecimentos de populações tradicionais e da biodiversidade e a transferência de tecnologia.
A Estação Ecológica Mamirauá foi criada pe1o Governo Federal em 1986 e convertida em unidade estadual em 1990. Em 96 foi transformada em Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Localizada na confluência dos rios Solimões e Japurá, possui uma área de 1,124 milhão de hectares, aproximadamente metade do Estado de Sergipe. É formada por várzeas - florestas alagadas pelas ricas águas brancas, cheias de sedimentos e nutrientes trazidos das encostas dos Andes. 0 alagamento ocorre anualmente e pobre toda a área, transformando tudo num grande corpo d'água.
A área da RDSM é percorrida por uma infinidade de canais e de pequenos lagos. Em suas margens encontram-se faixas compridas formadas por uma floresta mais parecida com á floresta não alagável da Amazônia, alta, de copas fechadas e com árvores espaçadas. Mas atrás dessas faixas existem áreas mais baixas, dominadas por gramíneas, arbustos e espinheiros, e com árvores esparsas.
Para fins operacionais a RDSM foi dividida numa área focal, onde grande parte das atividades é realizada desde 1991, mas só começou a se intensificar em 2000/2001. .
Cerca de 6,3 mil pessoas habitam o interior ou as bordas da RDSM, e trabalham com o Instituto Mamirauá na gestão e uso sustentado da área e de seus recursos naturais.

A Crítica, 02/05/2004, p. C5