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MMA - http://www.mma.gov.br
26/09/2016
Reserva mostra projetos socioambientais

Bolivianos, colombianos, equatorianos e representantes da Guiana conhecem ações de preservação com inclusão social na Amazônia.

Técnicos governamentais e ambientalistas bolivianos, colombianos, equatorianos e da Guiana foram à Reserva Extrativista do Médio Juruá, a cerca de 800 quilômetros de Manaus, ver de perto os resultados da experiência brasileira de preservação ambiental com inclusão social. A visita técnica a duas comunidades extrativistas e uma área de manejo de pirarucu foi realizada na sexta-feira (23/09) como parte do I Seminário Panamazônico sobre Redes de Proteção Socioambiental.

O evento foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUD), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da organização não governamental Conservação Internacional. Os participantes integram a Rede Panamazônica de Proteção Socioambiental, grupo formado durante o seminário, destinado à troca de experiências e promoção da ampliação das iniciativas socioambientais no bioma.

PRODUTORES RURAIS

Durante o evento, integrantes das próprias comunidades explicaram como funcionam os projetos de desenvolvimentos sustentável na Amazônia brasileira. A cargo da Associação dos Produtores Rurais de Carauari, que atua há 25 anos na dinamização da economia local, as iniciativas atendem a mais de 400 famílias, em 43 comunidades ribeirinhas na calha do Médio Juruá. Os técnicos visitaram também a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, criado pelo estado do Amazonas, onde está sendo implantado projeto de beneficiamento da copaíba, virola e andiroba, produtos extrativistas.

Para o gestor da Resex, Manoel Cunha, "é uma oportunidade de mostramos o trabalho realizado aqui e tomarmos conhecimento do trabalho desenvolvido em outros países." A reserva, criada em 2007 e ampliada em 2014, é habitada por descendentes de famílias nordestinas que migraram para a Amazônia no início do século para trabalhar na extração do látex, matéria prima da borracha. Com o declínio da atividade seringueira, a população se fixou no Médio Juruá, fazendo a fabricação de farinha sua principal atividade.

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