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12/06/2009
Resex no Alto Jurua vem sofrendo com desmate ilegal

Cedro, copaíba e outras espécies de madeira estariam sendo retiradas ilegalmente da reserva extrativista Alto Juruá, que fica em terras indígenas dos povos Apolima e Araras, às margens do rio Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo (AC). A denúncia foi feita pelo líder indígena Francisco Siqueira.

Segundo ele, a retirada acontece por não-índios que moram nessa área de floresta. Siqueira explica que se trata de uma área em processo de demarcação, ainda em litígio. O processo foi encaminhado há poucos dias ao ministro da Justiça para que seja publicada uma portaria declaratória da demarcação das terras

No ano de 2008, foram construídas dentro das terras que estão em litígio 46 casas de famílias que não pertencem à tribo indígena. O líder indígena conta que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou essas pessoas a retirarem madeira da reserva. Mas o prazo dessa autorização teria expirado e os moradores continuam retirando madeira da região

A madeira extraída da área é enviada para Marechal Thaumaturgo. As toras são retiradas durante a noite e transportadas por balsas que descem o rio Amônia. Francisco encaminhou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) e ao próprio Ibama, informando os fatos.

Ele espera que as autoridades tomem uma providência urgente com relação ao caso. Há o risco de acontecerem conflitos na região por conta da exploração ilegal. Além da perda da floresta nativa, animais como anta, capivara e macaco preto estão desaparecendo na região.