PARNA do Jaú

Informações gerais

Araquém Alcântara - www.terrabrasilimagens.com.br
Jaú
Parque Nacional
Federal
Proteção Integral
2.272.000 (Decreto - 85.200 - 24/09/1980)
1980
Central da Amazônia
Baixo Rio Negro
Amazonia Central
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Consultivo
2008
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Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Município População (IBGE 2007) População rural (IBGE 2001) População urbana (IBGE 2001) Estado Área do município (ha) Área da UC no município (ha) Porcentagem da UC no município (%)
Novo Airão 14630 2667 6984 AM 3.777.125 1.223.823 51.41 %
Barcelos 24567 16243 7954 AM 12.247.573 1.156.475 48.59 %

Pressões e ameaças

O desmatamento, as queimadas e a mineração industrial, são algumas das pressões que mais ameaçam as Unidades de Conservação. Veja abaixo dados atualizados sobre essas pressões nesta UC; para uma visualização comparativa entre as UCs mais desmatadas na Amazônia Legal, acesse o ranking dinâmico.

Para detalhes sobre a obtenção dos dados, acesse nossa nota técnica.

4363.45 ha

Características

Características

Histórico

O Parque Nacional do Jaú foi criado 1980 com uma área aproximada de 2.272.000 ha, sendo uma das unidades de conservação mais extensas do Brasil. Uma de suas peculiaridades é o fato de ser a única unidade de conservação do Brasil que protege totalmente a bacia de um rio extenso (aprox. 450 km) e volumoso - o rio Jaú, preservando o ecossistema de águas pretas (ICMBio,a). Sua denominação deriva do rio e também de um dos maiores peixes brasileiros, o Jaú (do tupi, ya'ú) (ICMBio,a).

O histórico de criação da unidade parte da década de 1970, quando a busca por critérios para criação de unidades de conservação somada à estudos que indicavam áreas prioritárias para conservação da Amazônia constituiu um comitê, denominado Comitê Intergovernamental Técnico para Proteção, que junto ao programa de pós-graduação em Ecologia do INPA, auxiliou na escolha de áreas com potencial para criação de reservas biológicas (FVA; IBAMA, 1996). Na ocasião, sugeriram a região do Rio Jaú. Após expedição na região, os pesquisadores elaboraram um relatório sobre as características socioambientais da área, impulsionando a criação de uma Reserva Biológica que, posteriormente, foi modificada para Parque Nacional, devido à natureza extremamente restritiva das REBIOs à visitação pública (FVA; IBAMA, 1996).

Por se tratar de uma região com muitas famílias residentes, o que não é permitido pela categoria em que a unidade foi criada, uma série de medidas de consolidação do PNJ foram intituídas, tais como: levantamento fundiário e cadastramento das famílias residentes no Parque (1985); levantamento socioeconômico por amostragem da população (1990); Plano de Ação para a Consolidação do Parque Nacional do Jaú e o Censo e Levantamento Socioeconômico dos Moradores do PNJ (1992); Plano de Ação Emergencial (1995); Plano de Manejo (2002) e criação do Conselho Consultivo (2008). Além destas atividades, reuniões foram convocadas entre pesquisadores, IBAMA, INSTITUTO CHICO MENDES, FUNDAÇÃO VITÓRIA AMAZÔNICA e comunitários, aproximando e facilitando a comunicação (FVA; IBAMA, 1996).

O Parque Nacional do Jaú foi reconhecido como Sítio do Patrimônio Mundial Natural e Reserva da Biosfera pela UNESCO. O PARNA também faz parte do Corredor Central da Amazônia e do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, sendo uma das reservas mais representativas da flora e da fauna das bacias de águas pretas.

O Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro foi criado em 2010, englobando onze unidades de conservação. A criação do mosaico pretende contribuir no fortalecimento de políticas públicas e ações integradas numa escala territorial mais ampla, formando um corpo único com diverso de atores sociais e facilitando os processos de comunicação, interação e gestão de projetos de desenvolvimento territorial e conservação ambiental da região (CARDOSO, 2010).

O PARNA Jaú recebeu junto a outras UCs do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro a aplicação do Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (SISUC). Este sistema é uma ferramenta pública e livre para a utilização, sua aplicação visar focar o conhecimento de todos os envolvidos com a área de proteção à gestão socioambiental das UCs, subsidiando a tomada de decisão por meio do ponto de vista dos diversos setores da sociedade, incluindo as populações locais.

Para saber sobre o resultado das aplicações, veja mais na aba SISUC.

Saiba mais sobre o Mosaico de Unidade de Conservação do Baixo Rio Negro aqui.

Localização

O PNJ abrange os municípios de Novo Airão e Barcelos do estado do Amazonas. Localizado a cerca de 200 km a noroeste de Manaus, demarcado pela bacia hidrogáfica do rio Jaú, estende seu território ao sul até as águas do Rio Carabinani e as águas dos rios Unini e Paunini ao norte, tendo como limite leste, o rio negro.

O acesso à unidade pode ser fluvial através do Rio Negro, rodoviário/fluvial através da estrada Manaus-Manacapuru até Novo Airão, completando o percurso subindo o Rio Negro, e por via aérea através de hidroavião direto de Manus.

Regularização Fundiária

O Parque Nacional do Jaú é formado por terras sob domínio privado, terras devolutas do estado do Amazonas e terras de apossamento de populações tradicionais (FVA; IBAMA, 1996). Esses moradores desenvolvem atividades de pesca, extrativismo e agricultura de subsistência e detém a posse de pequenas parcelas de terra às margens do Rio Jaú (FVA; IBAMA, 1996). A tentativa de remoção dessas populações foi desde o início de criação do parque um grande desafio, pois apesar de estar vinculada às regras do SNUC, remete à questão da geração de uma dívida social com pessoas que habitavam a região bem antes de se pensar em criar a unidade de conservação (FVA; IBAMA, 1996).

Neste contexto, o PNJ enfrentou diversos conflitos relacionados e remoção, pagamento de indenizações e realocação da população (FVA; IBAMA, 1996). Como tentativa de regularização fundiária, o INCRA apresentou o Projeto de Assentamento Pacatuba, localizado no município de Novo Airão, no entanto, não teve êxito por conta da falta de verbas para pagar as indenizações e a suspensão da implementação do projeto de assentamento (FVA; IBAMA, 1996). Em 2014, a alternativa adotada pelo ICMBio foi impôr restrições aos moradores do Parque, estabelecendo condições de uso e manejo das áreas e recursos naturais (FVA; IBAMA, 1996).

Aspectos Naturais

Situada no planalto rebaixado da Amazônia Ocidental, a região possui relevo aplainado e altitudes em torno de 100 metros com área assentada sobre interflúvios tabulares, geralmente separados por vales periódico ou permanentemente alagados (KRAUSE; et al, 1996 ). O clima é quente-úmido, com temperaturas médias de 26 a 27oC e pluviosidade entre 2.000 mm e 2.250 mm.

Os diferentes ecossistemas do parque proporcionam grande número de habitas possíveis para biodiversidade local. A vegetação é formada por floresta ombrófila densa, floresta ombrófila aberta, contato compinarana-floresta ombrófila e campinarana, sendo várias espécies endêmicas ao parque. Com relação à fauna é comum mamíferos de hábitos crepusculares e noturnos, como o gato-do-mato e a onça-parda, além da presença de répteis e aves, como: jabuti, sucuri, tartarugas, papagaios, araras, bacuraus e garças (KRAUSE; et al, 1996). Alguns pesquisadores destacam a variedade de peixes por conta do ecossistema do Rio Jaú. Dentro da unidade, as espécies ameaçadas de extinção são: o maracajá-peludo; a onça-pintada; a ariranha; e o peixe-boi-da-amazônia (ICMBio,b).

Outro elemento importante faz parte do histórico da formação de toda a região. O PNJ está assentado sobre formações geológicas antigas de 100 a mais de 500 milhões de anos e formações recentes, cerca de dois a seis milhões de anos, apresentando sítios arqueológicos e inscrições em pedras (FVA; IBAMA, 1996).

Atrações

O parque tem alto potencial para turismo ecológico, oferecendo atividades de observação da fauna e da flora, trilhas, cachoeiras e praias formadas nas margens de rio.

Pressões e Ameaças

Entre as pressões e ameaças enfrentadas pela UC, destacam-se a pesca comercial; a retirada de madeira; a caça comercial; e a visitação inadequada.

Referências

KRAUSE, G. et al. Parques Nacionais: Brasil. Parque Nacional Pico da Neblina. São Paulo, Empresa das Artes, Brasília, Ibama, 187 p. , 1996.
FVA/IBAMA. Plano de Manejo do Parque Nacional Jaú. Manaus, 1998.
INSTITUTO CHICO MENDES a. Parque Nacional do Jaú. Disponível em: http://goo.gl/G1rXqE. Acessada em: abril de 2015.
INSTITUTO CHICO MENDES b. PARNA do Jaú. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1980-parna-do-jau.html?highlight=WyJqYXUiXQ==. Acessada em: abril de 2015.
CARDOSO, T. M. Depoimento: o mosaico do baixo rio Negro. Unidades de Conservação no Brasil, 2010. Disponível em: http://uc.socioambiental.org/territ%C3%B3rio/depoimento-o-mosaico-do-baixo-rio-negro. Acessado em: maio de 2015.

Observações

22o reunião do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú, 24 à 25/07/2014.
(DOE AM 23/07/2014)

Patrimônio Natural da Humanidade: Parna do Jaú, RDS Mamirauá, RDS Amanã e Esec Anavilhanas (Unesco, 2003).

O quilombo do Tambor está incluído na área do Parque Nacional do Jaú, que tem mais de 2,2 milhões de hectares, entre os municípios de Barcelos e Novo Airão, norte do estado. São 13 famílias, com 87 pessoas no total, ocupando parte de uma área de 700 mil hectares. (Fonte: site AGU "AGU, Incra e MDA querem acelerar acordos para titulação de áreas quilombolas em unidades de conservação ambiental", 28/05/2009)

O PNJ possui um Plano de Manejo inovador elaborado pela Fundação Vitória Amazônica, que coordenou cerca de 60 pesquisadores de 13 instituições diferentes, além de estimular a participação direta dos moradores do Parque na elaboração do documento. (extraído do site da Fundação Vitória Amazônica (http://www.fva.org.br/)

Regularização Fundiária: A Comissão Pastoral da Terra (CPT-AM) tem procurado orientar as famílias, em conjunto com a ONG Fundação Vitória Amazônica e com o Conselho Nacional dos Seringueiros. (http://www.cptnac.com.br/cpt/regionais/am.htm - acesso em 06/05/2003)

A FVA tem um acordo de cooperação técnica com IBAMA e realiza um trabalho dirigido à conservação da integridade biológica e da sociodiversidade do parque desde o começo de sua atuação na unidade. Seu componente de políticas públicas cresceu e ocupa uma posição de destaque hoje, inclusive pelas possibilidades que a ação desenvolvida no parque possui, se se tornar pragmática. (FUNBIO, 2002 - Entorno de Unidades de Conservação)

19o Reunião do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú de 26 a 29/11/2012 (DOE AM).
(DOE 30/11/2010)

14o Reunião do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú, 30/11/2010.
(DOE 30/11/2010)

EXTRATO DE ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA N 7/2010
Espécie: Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio e Fundação Vitória Amazônica - FVA. Processo n 02005.002197/2007-81. OBJETO: Elaboração e a execução de atividades relacionadas à conservação ambiental, prevista no SNUC, e o desenvolvimento da pesquisa cientifica no Parque Nacional do Jaú e na Reserva Extrativista do Rio Unini. DATA DE ASSINATURA: 12/11/2010. Pelo ICMBIO: FERNANDO DOS SANTOS WEBER - Chefe do Parna Jaú e ANA FLÁVIA C. ZINGRA TINTO - Chefe da Resex do Rio Unini. Pela FVA: CARLOS CESAR DURIGAN - Presidente
(DOU 06/12/2010)

EXTRATOS DE TERMO DE COOPERAÇÃO
ESPÉCIE: Termo de Cooperação. Processo n. 02000.003231/2008-66. PARTÍCIPES: A União, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente - MMA, CNPJ/MF n. 37.115.375/0002-98, e o Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, CNPJ/MF n. 08.829.974/0001-94, OBJETO: Estabelecimento de ações conjuntas entre os partícipes, com a finalidade de ampliar a estrutura de unidades de conservação com a realização de obras e aquisição de equipamentos com vistas a qualificar a gestão dos parques nacionais priorizados (Serra dos Órgãos, Jaú, Iguaçu, Ubajara, Tijuca, Guimarães, Aparados da Serra, Serra da Capivara, Chapada dos Veadeiros, Fernando de Noronha, Abrolhos, Canastra, Cipó) buscando promover a estruturação e as condições mínimas para visitação nas referidas unidades.. CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO: Programa de Trabalho - 18.541.1332.8492.0001. Código da UG: 440082. Código
da Gestão: 00001. Recursos do MMA: R$ 3.668.000,00 (três milhões, seiscentos e sessenta e oito mil reais). VIGÊNCIA: 12 (doze) meses, a contar da data da assinatura. DATA DA ASSINATURA: 10/12/2008. SIGNATÁRIOS: Maria Cecília Wey de Brito, Secretária de Biodiversidade e Florestas, CPF/MF n. 055.059.898-70, e Rômulo José Fernandes Barreto Mello, Presidente do ICMBio, CPF/MF n. 083.585.082-04.
(DOU 11/12/2008)

PORTARIA IBAMA N6 DE 13/10/04: Designar o servidor Daniel Rios de Magalhães Borges, matrícula 135195-5, Analista Ambiental, para substituir o chefe da UC Federal II, do PARNA do Jaú/AM, em seus impedimentos e afastamentos legais.

O Projeto de Organização Social, iniciado em 1992, em paralelo e conjuntamente com o Projeto de Educação Ambiental, concentra seus esforços com os residentes do Parque Nacional do Jaú, usando diversas abordagens e auxiliando na formação do cidadão que vive dentro de uma Unidade de Conservação, trabalhando os desafios que esta população enfrenta para melhorar sua qualidade de vida de forma compatível ao manejo adequado dos recursos naturais e conservação da biodiversidade do PNJ. Já o Projeto Janelas para a Biodiversidade é um projeto científico da FVA e se propõe a estudar os fatores que influenciam a distribuição da biodiversidade no Parque Nacional do Jaú, tanto fatores bióticos como abióticos e antrópicos. O Projeto Fibrarte teve início em 1992 na região de Santa Isabel do Rio Negro. Trabalha com a organização social e política dos artesãos que utilizam fibras vegetais na confecção de artesanatos. Atualmente na cidade de Novo Airão e entorno, o projeto cataloga técnicas de trançado, desenho e formas de tintura dos artesanatos e estuda a extração e a planta da qual se extrai a fibra, formando os artesãos e apoiando a comercialização e divulgação dos produtos.
(http://www.fva.org.br/pro-ciencia.html)

Parte do financiamento do projeto \"Janelas para a Biodiversidade\" é dado pela Kolynos do Brasil Ltda. Pelo acordo com FVA, parte das vendas líquidas da linha PINHO SOL Amazônia será revertida para a entidade e utilizada na manutenção de seu programa de ação, bem como no financiamento desse projeto que vem sendo desenvolvido no Parque Nacional do Jaú (PNJ). http://www.kolynosdobrasilltda.com.br/releasepinho01.htm
Junto com a FVA, a empresa Colgate patrocina o projeto Fibrarte, que visa auxiliar a comunidade carente do Parque Nacional do Jaú, e contribuir para a formação de um banco de dados sobre a biodiversidade dessa região.
(http://www.colgate.com.br/colgatecares/program5.html)

O programa de Políticas Ambientais do IPAM, conta com um projeto intitulado \"Regularização Fundiária em Apossamento Agro-Extrativista na Amazônia\". O projeto visa analisar comparativamente o apossamento da terra e as formas de uso e manejo da floresta por diferentes populações tradicionais da região. O trabalho é desenvolvido em parceria com entidades de base e organizações não governamentais, na tentiva de consolidar as reivindicações destes próprios grupos. A pesquisa analisa o apossamento de quatro comunidades distintas: uma delas refere-se aos moradores do Parque Nacional do Jaú, que desenvolvem atividades agro-extrativistas em área de uso comum.
(http://www.ipam.org.br/polamb.php - acesso em 30/04/2003)

Em entrevista, Muriel Saragoussi da FVA, comentou sobre um impacto inesperado do Projeto Fibrarte que foi acirrar os conflitos de gênero. \"Tradicionalmente, em Novo Airão, o homem coletava a fibra e a mulher fabricava os tupés (tapetes de fibra). Elas aderiram à associação e quando a sua renda aumentou, registramos também um crescimento da violência doméstica. Para contornar esse problema, começamos a trabalhar com a família como um todo, trazendo os maridos para dentro da associação. Foram observados também os primeiros desvios de dinheiro dentro da associação.\"
(http://www.lusotopie.sciencespobordeaux.fr/saragoussi-lena.rtf - acesso em 05/05/2003)

PORTARIAS IBAMA DE 21/07/2004
N 1.003-Exonerar a pedido, o servidor DANIEL RIOS DE MAGALHÃES BORGES, matrícula n 1365193, do cargo em comissão de Chefe de Unidade de Conservação Federal II, código DAS-101.2, do Parque Nacional do Jaú do IBAMA, no Estado do Amazonas. N 1.004-Nomear o servidor MARCELO CHASSOT BRESOLIN, matrícula n 1364916, para exercer o cargo em comissão de Chefe de Unidade de Conservação Federal II, código DAS-101.2, do Parque Nacional do Jaú do IBAMA, no Estado do Amazonas.
(D.O.U., 21/07/2004, Seção 2, p. 25).


Aspectos Físicos

Sobreposições com outras Unidades de Conservação ou Terras Indígenas

Não pertinente.

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100.00

Fitofisionomias

Fitofisionomia (excluídos cursos d'água) % na UC
Floresta Ombrófila Densa 77.80
Floresta Ombrófila Aberta 13.91
Contato Campinarana-Floresta Ombrófila 6.92
Campinarana 1.37

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Negro 100.00
Pressão/ameaça
Turismo Predatório
Pesca Ilegal
Caça Ilegal
Extração de Madeira

Contatos

Endereço para Correspondência (Ibama):
Rua Ministro João Gonçalves de Sousa s/n° - Km 01 - BR-319, Distrito Industrial
CEP: 69075-830 - Manaus - AM
Tel: (92) 3613-3080, 3613-3094, 3613-3096, 3613-3277 e 3613-3261
Disk Denúncia: (92) 3613-3081
Fax: (92) 3613-3095

Coordenadoria Regional (ICMBio): Caio Marcio Paim Pamplona
Endereço CR: Av. do Turismo, 1350 - Tarumã
CEP: 69041-010 - Manaus/AM
Tel: (92) 3613-3080
(92) 3232-7040
(92) 3303-6443
Email: cr.manaus@gmail.com

Chefe da UC: MARIANA MACEDO LEITAO (DOU, 26/04/2011)


Notícias

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Histórico Jurídico

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de publicaçãoícone de ordenação Observação Documento na íntegra
Termo de Reciprocidade 07 Pesquisa 16/12/2014 18/12/2014 EXTRATO DE RECIPROCIDADENo PROCESSO: 02120.000087/2013-15. ESPÉCIE: Termo de Reciprocidade no 07/2014, que entre si celebram o ICMBio, por intermédio da CR 2, e a Fundação Vitória Amazônia - FVA. OBJETO: Cooperação mútua no desenvolvimento de ações de conservação da natureza e pesquisas no Parque Nacional de Jaú e na Reserva Extrativista do Rio Unini. VIGÊNCIA: 5 (cinco) anos. Download PDF
Termo de Compromisso s/n Uso ou ocupação comunitária 11/02/2014 04/06/2014 Extrato de 61 Termos de Compromisso assinados entre moradores do Parna do Jau e ICMBio para ajustar obrigações entre as partes e estabelecer condições de uso e manejo das áreas e recursos naturais pelo morador no interior no Parque Nacional do Jau. Download PDF
Portaria 225 Conselho 05/09/2013 06/09/2013 Modifica a composição do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú, no Estado do Amazonas Download PDF
Portaria 363 Instrumento de gestão - acordo de gestão 12/08/2013 12/08/2013 Delega competência a MARIANA MACEDO LEITÃO, Chefe do Parque Nacional do Jaú paraassinar Termos de Compromisso com os moradores do Parque Nacional do Jaú, visando disciplinar o uso dos recursos naturais na Unidade de Conservação. Download PDF
Portaria 20 Conselho 10/03/2010 11/03/2010 Altera a composição do Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú. Download PDF
Portaria 14 Conselho 18/03/2008 19/03/2008 O PRESIDENTE SUBSTITUTO DO INSTITUTO CHICO MENDES cria o Conselho Consultivo do Parque Nacional do Jaú, com a finalidade de contribuir com ações voltadas à efetiva implantação e implementação do Plano de Manejo dessa Unidade de Conservação e ao cumprimento de seus objetivos de criação.
Portaria 163 Instrumento de gestão - plano de manejo 24/12/2002 27/12/2002 Aprova o Plano de Manejo do PARQUE NACIONAL DO JAÚ;Segundo o site institucional do ICMBio acessado no dia 02/10/2014, o documento oficial de plano esta descrito como documento preliminar e data de 1998, apesar da portaria ser de 2002.(http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1980-parna-do-jau) Download PDF
Decreto 85.200 Criação 24/09/1980 25/09/1980 É criado, no Estado do Amazonas, na bacia do rio Jaú, com área estimada de 2.272.000 hectares, o Parque Nacional do Jaú, para a preservação dos ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem, destinando-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos. Download PDF

SISUC

O Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (SISUC) foi aplicado em seis Unidades de Conservação do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, no estado do Amazonas. O primeiro ciclo foi aplicado durante o período de 2010 e 2011 e o segundo ciclo entre 2013 e 2014. Três destas UCs são de âmbito federal Parque Nacional de Anavilhanas, Parque Nacional do Jaú e Reserva Extrativista Rio Unini e três de âmbito estadual Parque Estadual do Rio Negro Setor Norte, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro e Reserva de Desenvolvimento Sustentável Puranga Conquista (antes Parque Estadual do Rio Negro Setor Sul).

O SISUC é uma ferramenta pública e livre para a utilização que propõe a aplicação de conhecimento voltado à gestão socioambiental das UCs e a tomada de decisão que abarque o ponto de vista dos diversos setores da sociedade, incluindo as populações locais. Seus principais objetivos são: apoiar o trabalho de conselhos gestores, fortalecer a gestão participativa e ampliar o controle social nas Unidades de Conservação. O método avalia um conjunto de 27 indicadores, considerando um intervalo de três anos. Estes indicadores são divididos em quatro temas: Economia, Sociocultural, Meio Ambiente e Gestão. Os indicadores de cada tema variam dependendo das características da unidade de conservação. Seu desdobramento ocorre em um plano estratégico de ações socioambientais que passam a ser monitoradas pelo próprio conselho gestor de cada UC sob abordagem adaptativa.

A aplicação do SISUC é dividida em quatro etapas principais: 1. Apresentação 2. Oficina de aplicação 3. Monitoramento 4. Oficina de reaplicação.

As imagens e figuras abaixo são resultantes das oficinas de aplicação e de (re)aplicação, esta última ocorrida no primeiro semestre de 2014. O Monitoramento é contínuo e realizado pelo conselho gestor durante os três anos entre duas aplicações. Após a validação dos indicadores são gerados alguns gráficos que facilitam a visualização dos resultados obtidos. Isto serve de apoio para a discussão que é realizada a seguir e para entender porque alguns deles encontram-se em uma situação insatisfatória ou alarmante. Priorizados alguns desses indicadores, um conjunto de ações para sua melhoria é proposto e analisado quanto à sua viabilidade nos próximos três anos para mudar o cenário atual. Gráficos para visualizar a composição dos conselheiros que participaram das atividades conforme os setores representados também são disponibilizados. Um conjunto de tabelas disponibilizadas abaixo traz os principais produtos gerados durante as oficinas, tais como: interpretação dos indicadores priorizados, plano de ação socioambiental, metas de futuro para os indicadores priorizados e composição dos grupos de conselheiros monitores do plano de ação. Adicionalmente, o plano de ação socioambiental do SISUC vem passando a subsidiar também a consolidação do Plano de Ação dos conselhos gestores das UCs, que passam então a serem monitorados dentro da própria estrutura do SISUC.

As imagens a baixo foram tiradas durante o segundo ciclo de aplicação.



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