APA Margem Esquerda do Rio Negro

Informações gerais

Margem Esquerda do Rio Negro
Área de Proteção Ambiental
Estadual
Uso Sustentável
611.008 (Lei - 4015 - 24/03/2014)
1995
Central da Amazônia
Baixo Rio Negro
Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas
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Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Município População (IBGE 2007) População rural (IBGE 2001) População urbana (IBGE 2001) Estado Área do município (ha) Área da UC no município (ha) Porcentagem da UC no município (%)
Manaus 1646602 9067 1396768 AM 1.140.106 456.026 74.64 %
Novo Airão 14630 2667 6984 AM 3.777.125 144.270 23.61 %
Presidente Figueiredo 24360 9011 8383 AM 2.542.224 10.710 1.75 %

Pressões e ameaças

O desmatamento, as queimadas e a mineração industrial, são algumas das pressões que mais ameaçam as Unidades de Conservação. Veja abaixo dados atualizados sobre essas pressões nesta UC; para uma visualização comparativa entre as UCs mais desmatadas na Amazônia Legal, acesse o ranking dinâmico.

Para detalhes sobre a obtenção dos dados, acesse nossa nota técnica.

23060.82 ha

Características

Características

SETOR ATURIÁ-APUAZINHO
ATRIBUTOS NATURAIS : Localiza-se no interflúvio Uatumã-Trombetas. Em sua cobertura vegetal encontram-se Chavascais, extensas Florestas Tropicais e mostras de Florestas de Campinaranas e Sub-montanas da região de Presidente Figueiredo. Faz parte do Mosaico de UCs do baixo Rio Negro, que tem ao todo 1,8 milhões de ha e integra o Corredor Central da Amazônia. Drenada pelo rio Cuieiras, a 70 km de Manaus.

BIODIVERSIDADE : a área representa uma zona de amortecimento para UCs de proteção integral, e é habitat de espécies importantes como o Galo da Serra (Rupicola rupicola), o Sauim de Coleira (Saguinus bicolor bicolor) e o Gavião real (Harpia harpyja).

INFRA-ESTRUTURA : As comunidades que habitam a área estão localizadas às bordas do Parque Estadual do Rio Negro e nos assentamentos de Presidente Figueiredo, às margens da BR-174. Atuam na área: o FNMA e o projeto Corredores Ecológicos/PPG7. Nessa área há sobreposição com uma área do Incra destinada ao assentamento do PDS Cuieiras-Apuaú. O principal acesso à área é fluvial, saindo de Manaus.

SÓCIO-ECONOMIA : Mais de 100 famílias habitam a região. As pincipais atividades são a caça e a agricultura. A pesca se resume à subsistência e a exploração de recursos não-madeireiros não é muito expressiva, sendo voltada para a subsistência e restrito à extração de fibras para o artesanato e de palhas para as casas. A extração madeireira é intensa e a de sementes vem se tornando cada vez mais comum por causa do artesanato. Grande potencial para turismo ecológico, com rios encachoeirados e praias.
(fonte: Unidades de Conservação do Estado do Amazonas. Manaus:SDS/SEAPE, 2007)

SETOR TARUMÃ AÇU-TARUMÃ MIRIM
ATRIBUTOS NATURAIS : Coberta por Floresta Tropical Densa, mas contém formações de Floresta Tropical Aberta e Campinaranas. É drenada pelas bacias dos rios Tarumã Açu e Tarumã Mirim. Relevo dissecado em cristas, havendo também áreas tabulares com palmeiras. Há antropismo e exploração pecuária.

BIODIVERSIDADE : As áreas de platô apresentam paisagem homogênea e elevada diversidade de espécies. Foram identificadas mais de 5000 espécies de plantas. As mais comuns são o matamatá amarelo (Esweilera sp.), o breu-vermelho (Protium appiculatum) e a abiurana (Franchetella gongripii e Pouteria sp.).

INFRA-ESTRUTURA : Desde 1992 foi implantado na área o Projeto de Assentamento Tarumã-Mirim, gerido pelo Incra. O projeto conta com 13 associações comunitárias e 4 clubes de mães, e abriga 1042 famílias. O acesso pode ser rodoviário, através da BR-174 ou fluvial.

SÓCIO-ECONOMIA : Potencial madeireiro expressivo. Dentre as atividades com potencial, estão o artesanato, produtos não-madeireiros e ervas medicinais para a indústria de fármacos. Os principais produtos agrícolas são: farinha de mandioca, macaxeira, banana, abacaxi, cana de açúcar e maracujá. Atualmente encontram-se em fase de desenvolvimento as culturas de côco e arroz. Destaca-se a piscicultura, especialmente a criação de tambaqui (Colossoma macropomum) e matrinchã (Brycon spp.). O extrativismo gira em função do artesanato com cipó, uso medicinal de espécies como a copaíba (Copaífera sp.) e a andiroba (Carapa guianensis) e coleta de frutos como o açaí (Euterpe oleracea mart), o buriti (Mauritia flexuosa), o patoá (Oenocarpus bataua) e a bacaba (Oenocarpus bacaba) para alimentação.
(fonte: Unidades de Conservação do Estado do Amazonas. Manaus:SDS/SEAPE, 2007)

Observações

Segundo a Lei 2.646 de 22/05/2001: Não são permitidas nas APAs atividades de terraplanagem, mineração, dragagem e escavação que venham a causar danos ou degradação do meio ambiente e ou perigo para as pessoas ou para para a biota. Para as atividades agrícolas ou pecuárias que existam ou venham existir, haverá zonas de uso agropecuário, nas quais serão proibidos ou regulados os usos que possam degradar o meio ambiente. Não é permitido nessas zonas o uso de agrotóxicos e outros biocidas. Não será permitido o pastoreio excessivo.
Fica estipulado o prazo de 3 anos para que o Instituto de Desenvolvimento dos Recursos Naturais e Proteção Ambiental do Estado do Amazonas promova a execução e aprovação do plano diretor das APAs Margem Esquerda e Direita do Rio Negro.

Diagnóstico da Gestão Ambiental do estado do Amazonas (fevereiro de 2001): Contém parte do assentamento Tarumã Mirim de acordo ao Diagnóstico Sócio-econômico-ambiental do Projeto de Assentamento Tarumã Mirim. Neste assentamento, desenvolvem-se atividades de agricultura de subsistência. O IPAAM vem apoiando o INCRA e os moradores no desenvolvimento de estudos que visam definir estratégias de manejo comunitário dos recursos florestais da área. A execução dessas atividades está a cargo do Instituto de Tecnologia da Amazônia, entidade estadual de ensino e pesquisa.

Reunião Luz para Todos na comunidade São Sebastião na APA de Margem Esquerda do Rio Negro, jun/2010
(22/07/2010 DOE AM)


Aspectos Físicos

Sobreposições com outras Unidades de Conservação ou Terras Indígenas

Sobreposição Categoria da área sobreposta Porcentagem da sobreposição
Proj. Dinâmica B. de Fragmentos Florestais ARIE 0.02

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100.00

Fitofisionomias

Fitofisionomia (excluídos cursos d'água) % na UC
Contato Campinarana-Floresta Ombrófila 18.19
Floresta Ombrófila Densa 77.72

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Negro 99.65
Jatapu 0.34

Contatos

IPAAM - Departamento de Gestão Territorial
Christina Fischer - Tel: (92) 3643-2305

Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Secretaria Executiva Adjunta de Projetos Especiais
Rita Mesquita (Secretária Adjunta) ou Maria do Carmo (Coordenadora do PGAI-AM)
Rua Recife, nº 3280, Parque 10 Manaus
Tel: (92) 3642-8807 / (92) 3642-4607
Site: www.sds.am.gov.br

Centro Estadual de Unidades de Conservação - CEUC (AM)
Av. Mário Ipiranga Monteiro, n° 3280 - Parque 10
CEP: 69050-030 - AM
Email: ceuc@ceuc.sds.am.gov.br
Tel: (92) 3642-4607
Site: http://www.ceuc.sds.am.gov.br


Notícias

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Histórico Jurídico

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de publicaçãoícone de ordenação Observação Documento na íntegra
Lei 4015 Alteração de limites 24/03/2014 24/03/2014 Altera os limites do PES Rio Negro Setor Sul e da APA Margem esquerda do Rio Negro (Setor Aturiá-Apuauzinho) e cria a RDS Puranga Conquista. A APA, que antes tinha 643.215 hectares (área ISA: 623.333 hectares) passa a ter 611.008 hectares. Download PDF
Lei 2646 Alteração de limites 22/05/2001 22/05/2001 ALTERA os limites do Parque Estadual do Rio Negro, Setores Norte e Sul, e das Áreas de Proteção Ambiental, das Margens Esquerda e Direita do Rio Negro, criados pelos Decretos n.º 16.497 e n.º 16.498, de 2 de abril de 1995, e dá outras providências. A Área de Proteção Ambiental da Margem Esquerda do Rio Negro, Setor Aturiá - Apuauzinho, criada pelo Decreto n.º 16.498, de 2 de Abril de 1995, passa a ter área de 586.422 hectares. A Área de Proteção Ambiental da Margem Esquerda do Rio Negro, Setor Tarumã - Açu - Tarumã - Mirim, criada pelo Decreto n.º 16.498, de 2 de abril de 1995, passa a ter 56.793 hectares.
Decreto 16.498 Criação 02/04/1995 06/04/1995 Cria a APA da Margem Esquerda do Rio Negro para proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais ali existentes, visando a melhoria de vida da população local e a proteção dos ecossistemas regionais (DOE 06/04/95)


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