Incêndios florestais se alastram no Amazonas

ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/ - 01/02/2016
Focos de incêndios que atingem, desde dezembro de 2015, o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, se espalharam nos últimos dias para outras unidades de conservação (UCs) da região, que formam o Mosaico do Baixo Rio Negro.

Uma nova operação conjunta, para conter as chamas, foi retomada no domingo (31/01), envolvendo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Defesa Civil de Novo Airão, Defesa Civil do Estado do Amazonas e Corpo de Bombeiros.

Até a tarde desta segunda-feira (01/02), 21 brigadistas se esforçavam para apagar o fogo no local chamado Forno, às margens do Rio Jaú, no interior do parque nacional. A direção da unidade emitiu alerta, solicitando o apoio dos moradores no sentido de evitar o uso de fogo, prática comum na região.

"Precisamos também da ajuda da população para o sucesso da operação. Temos pedido às pessoas para não colocarem fogo em seus quintais e alertado sobre o risco da prática de agricultura de queima e planta", disse a analista ambiental Josângela da Silva Jesus, que atua no parque e está acompanhando os trabalhos.

Situação crítica

Segundo ela, seis grandes áreas já foram atingidas dentro do parque do Jaú - duas na boca do Rio Carabinani, uma no Lago do Supiá (esta ainda em setembro de 2015), uma na comunidade do Seringalzinho, uma no Lago do Cutiaú e mais uma, agora, no Forno, onde o combate é mais intenso.

Além do Parque Nacional do Jaú, a situação está bastante crítica na Reserva Extrativista do Rio Unini, no Parque Estadual do Rio Negro Setor Norte e na Área de Proteção Ambiental Estadual Margem Esquerda do Rio Negro, ressaltou Josângela.

Ainda segundo ela, o Parque Nacional de Anavilhanas também foi atingido com um foco de incêndio no Rio Apuaú, nas proximidades do Igarapé do Bariaú, área de grande importância para a unidade de conservação (UC).

Todas essas UCs fazem parte do Mosaico do Baixo Rio Negro e os dois parques nacionais - Jaú e Anavilhanas - detém o título de Patrimônio Natural da Humanidade.

"Da comunidade do Seringalzinho até a Cachoeira, o cenário é desolador", conta a analista. De acordo com ela, são 15 quilômetros de rio com muitas árvores ainda em chamas ou já queimadas. "Vários animais foram encontrados mortos, como cabeçudos (espécie de quelônio), tamanduaí e cobras. Outros foram encontrados fugindo do fogo".

Suspeita recai sobre traficantes

Segundo os gestores da unidade, a suspeita é de que os focos de incêndio tenham sido causados por traficantes de quelônios (animais com casco) que fazem fogueiras às margens dos rios para cozinhar e as abandonam ainda em chamas.

Para complicar a situação, lembra a analista Josângela Jesus, o fogo nunca tinha sido uma grande ameaça nessa região, em função da alta umidade e da grande precipitação de chuvas. "No entanto, o efeito do El Niño, conforme noticiado na mídia, tem causado uma escassez de chuva atípica que ainda não tem perspectiva de acabar", informou ela.


http://www.icmbio.gov.br/portal/comunicacao/noticias/4-destaques/7557-incendios-florestais-se-alastram-no-amazonas.html
Amazônia:Queimadas

Related Protected Areas:

Our sites


Visit the other platforms developed by the Protected Areas Monitoring Program of the Instituto Socioambiental.

Support


This platform would not be possible without the help of our supporters.

Gordon and Betty Moore Foundation
 
© Todos os direitos reservados. Para reprodução de trechos de textos é necessário citar o autor (quando houver) e o site (Unidades de Conservação no Brasil/Instituto Socioambiental - https://uc.socioambiental.org) e data de acesso. A reprodução de fotos e ilustrações não é permitida. Entre em contato para solicitações comerciais de uso do conteúdo.