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OESP
03/07/2003
Amazonia Central e declarada patrimonio natural da humanidade

Novo sítio inclui 4 unidades de conservação: Jaú, Anavilhanas, Amanã e Mamirauá.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) reconheceu ontem um conjunto de unidades de conservação no Amazonas como sítio do patrimônio natural da humanidade. O conjunto inclui o Parque Nacional do Jaú, de 2,272 milhões de hectares, que já tinha status de sítio do patrimônio desde 2000; a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Amanã, de 2,350 milhões de hectares; a Estação Ecológica de Anavilhanas, de 350 mil hectares, no Rio Negro; e parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, correspondendo aos 260 mil hectares. O novo sítio passa a ser conhecido como Complexo de Conservação da Amazônia Central ou, em inglês, Central Amazon Conservation Complex.

"Realmente é um acréscimo importante, neste momento grave para a Amazônia, e abre possibilidade de obtenção de recursos para promover essa preservação", disse por telefone, de Paris, o representante brasileiro na reunião da Unesco, José Pedro de Oliveira Costa. Vale lembrar que a declaração de sítio do patrimônio não implica em nenhum tipo de transferência de terras ou responsabilidades e depende da solicitação de cada país às Nações Unidas, no caso do Brasil, feita pelos Ministérios do Meio Ambiente e Relações Exteriores. O reconhecimento permite linhas de financiamento especiais.

Helder Queiroz, diretor da Reserva de Mamirauá, comemorou: "É importante, porque reforça os níveis de proteção. É uma conquista do Brasil."

No total, a reserva de Mamirauá tem 1,124 milhão de hectares e lá vivem de 12 a 15 mil pessoas. Nos 260 mil hectares onde o manejo sustentável já está implantado - área incluída no novo sítio - vivem 6.500 ribeirinhos. Com pesquisadores e técnicos, eles aprendem a incluir a variável de sustentabilidade em suas atividades tradicionais - pesca, extração de madeira e agricultura familiar - além de experimentar novas atividades, como ecoturismo, extrativismo de oleaginosas e artesanato.

Queiroz conta que a simples inclusão de Mamirauá entre os 5 melhores destinos de ecoturismo, no guia britânico Lonely Planet Guide, no ano passado, provocou grande afluxo de turistas estrangeiros e brasileiros.
(LIANA JOHN-Estado de S. Paulo-São Paulo-SP-03/07/03)