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Revista do Terceiro Setor-RETS-Rio de Janeiro-RJ
09/08/2003
Apoio a pesquisas na Amazonia

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, localizado na cidade de Tefé (AM), está com inscrições abertas para novos projetos de pesquisas. A entidade vai financiar grupos de pesquisadores que pretendam investigar o ecossistema amazônico. Os recursos serão repassados através do Fundo para Expansão do Programa de Pesquisas do Instituto Mamirauá (Fepim), com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Wildlife Conservation Society (WCS). A intenção é estimular iniciativas de preservação e conservação de florestas inundadas da Amazônia, inserindo as populações que vivem em parte da área conservada na preservação ambiental. As propostas ganhadoras vão receber até R$ 30 mil de financiamento.

O Fepim 2003 focalizará seus recursos em pesquisas voltadas para as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, consideradas como áreas-piloto para estudos e experimentos a serem aplicados localmente e em outros sítios amazônicos. Com esta seleção, que acontece pelo segundo ano consecutivo, o Instituto Mamirauá pretende expandir a sua plataforma de pesquisas, que visam à conservação da biodiversidade através do manejo participativo e sustentável dos recursos naturais na Amazônia.

Todas as áreas de pesquisa (que estão listadas no edital) levam em consideração a melhoria das condições de vida da população tradicional local. "Sabemos que o uso adequado dos recursos naturais aumenta a geração de renda das pessoas, e não o contrário como muitos podem acreditar num primeiro momento", afirma Helder Queiroz, diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá.

Na seleção, terão prioridade os grupos proponentes com reconhecida experiência de atuação na área de domínio da proposta e as candidaturas de grupos que possuam em sua composição alunos de pós-graduação diretamente envolvidos com a execução das pesquisas. Helder diz que este financiamento é uma grande chance para que pós-graduandos possam financiar suas pesquisas de campo e se estabelecer como profissionais especializados nas questões amazônicas.

O fundo exige que a instituição de origem dos pesquisadores colabore minimamente com o projeto de pesquisa. Esta colaboração pode ser através do salário do seu pesquisador ou do uso do laboratório, das salas de pesquisa e dos computadores, por exemplo.

Segundo Helder, esta é uma oportunidade rara para os pesquisadores de outras partes do Brasil irem até a Amazônia e participarem do rico debate de idéias sobre a conservação da biodiversidade que tem ocorrido lá nos últimos anos. "O Fepim é uma porta para custeio dos deslocamentos, coisa que poucos financiadores aceitam custear", diz. Já os pesquisadores amazônicos poderão dar continuidade a seus trabalhos, realizando pesquisas nestes novos locais e comparando com seus dados dos locais de origem.

As candidaturas podem ser enviadas até o dia 15 de agosto. O edital do Fepim 2003 e mais informações podem ser obtidos em www.mamiraua.org.br.