As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos.

ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
22/03/2017
Governo amplia Estacao Ecologica do Taim

Anúncio foi feito pelo ministro do Meio Ambiente durante evento comemorativo do Dia Mundial da Água, nesta quarta-feira. UC no Rio Grande do Sul passa a ter 32 mil ha

No Dia Mundial da Água, que transcorre nesta quarta-feira (22), o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou a ampliação da Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul, que passará a ter 32 mil ha, três vezes mais que a sua área original. A Estação é um dos três novos sítios Ramsar (zona úmida de importância internacional) brasileiros.

A designação Ramsar, adotada pelo tratado intergovernamental aprovado em encontro realizado na cidade iraniana de Ramsar, garante ao Brasil a obtenção de apoio internacional para o desenvolvimento de pesquisas, o acesso a fundos internacionais para o financiamento de projetos e a criação de um cenário favorável à cooperação internacional.

Ao lado do presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, Alessandro Molon, e da representante da organização não-governamental SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, o ministro abriu a programação do segundo dia de trabalho do Seminário Águas do Brasil, no auditório Ipê Amarelo, na sede do ministério, em Brasíila.

Sarney Filho destacou outras ações do Ministério do Meio Ambiente (MMA) na gestão dos recursos hídricos, como o Programa Água Doce, uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano, que por meio da implantação de sistemas de dessalinização atende populações de baixa renda em comunidades difusas do semiárido.

O ministro falou também sobre as ações do Programa Nacional de Formação e Capacitação de Gestores Ambientais (PNC) e o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (PRSF), chamado de Novo Chico.

Reflexão

Para ele, o Dia Mundial da Água suscita reflexão e debate sobre a crise hídrica que assola algumas regiões do país. "Estamos celebrando os vinte anos da Lei das Águas e preparando, com a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Governo do Distrito Federal, o 8o Fórum Mundial das Águas, que acontece em Brasília, em 2018", disse.

O ministro afirmou ainda que é necessário discutir compromissos, políticas e ações para que haja avanços na área. "A Lei das Águas tem perfil democrático. Incluiu a sociedade, acrescentou novas premissas e ferramentas de gestão, transparência e acesso à informação. "Mas precisamos superar as dificuldades para responder as crises que o Brasil vem passando", afirmou.

A representante da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, apresentou o panorama sobre a qualidade da água de 240 pontos de coleta distribuídos em 184 rios, córregos e lagos de bacias hidrográficas do bioma, realizado entre março de 2016 e fevereiro de 2017.

De acordo com os dados, apenas 2,5% dos locais avaliados possuem qualidade boa, enquanto 70% estão em situação regular e 27,5% com qualidade ruim ou péssima. Isso significa que 66 pontos monitorados estão impróprios para o abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, além de não terem condições de abrigar vida aquática. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

O levantamento foi realizado em 73 municípios de 11 estados da Mata Atlântica, além do Distrito Federal, por meio de coletas e análises mensais de água realizadas por 194 grupos de voluntários.

Gestão participativa

"A maior conquista dos últimos tempos para a sociedade civil é a gestão participativa do meio ambiente. Hoje trazemos a voz das águas e ela fala sobre rios doentes, contaminados e poluídos e das cidades com sede", afirmou Malu.

Para o presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, Alessandro Molon, o estudo da SOS Mata Atlântica apresenta desafios na gestão da água e na forma como as cidades tratam os rios. "Com a proximidade da realização do 8o Fórum Mundial, precisamos ter avanços. Acredito que as assembleias legislativas e as câmaras municipais precisam, bem como todos os cidadãos, se mobilizar em torno da recuperação dos rios", disse.

"Os rios precisam de recomposição da cobertura vegetal, de árvores nas margens e não de plantação de culturas. É necessário garantir a qualidade, mas também a quantidade das águas ", disse Sarney Filho.

http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/8799-governo-a...