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ICMBio - www.icmbio.gov.br
13/08/2009
Instituto capacita servidores na area de geoprocessamento

Termina neste sábado (15) o I Curso Básico de Geoprocessamento para a Proteção Ambiental, promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio da Coordenação Geral de Proteção Ambiental (CGPRO).

Geoprocessamento é o processamento informatizado de dados georreferenciados, em alguns casos por satélites. Utiliza programas de computador que permitem o uso de informações cartográficas (mapas, cartas topográficas e plantas). A idéia do curso é preparar servidores do ICMBio a usar essas informações na gestão das unidades de conservação.

Com dados do geoprocessamento, os servidores poderão direcionar com mais eficiência as ações de monitoramento, fiscalização e manejo das unidades de conservação. Depois de formados, eles passarão a ser ponto de apoio nas UCs onde atuam e também os responsáveis por encaminhar dados à Sala de Monitoramento e Informações da CGPRO.

O curso teve início na segunda-feira, na sede do ICMBio, em Brasília. Os participantes foram selecionados entre as unidades de conservação do Norte e de Minas Gerais com mais de 100 hectares, onde não havia profissionais especializados no uso das ferramentas de geoprocessamento.

Segundo Christian Berlinck, chefe do Parque Nacional da Chapada Diamantina e um dos instrutores, o curso oferece conhecimentos básicos em softwares livres e pagos específicos para esse tipo de atividade e noções elementares de GPS. "Nós estamos ensinando como funcionam esses sistemas e a aplicação deles para as atividades que os técnicos desenvolvem nas UCs em que trabalham," explica.

O instrutor detalha que a Coordenação de Proteção está estruturando um banco de dados único abrangendo todas áreas conservadas sob gestão do Instituto Chico Mendes. "A proposta é que os analistas capacitados agora possam criar um banco local, próprio, e alimentar o geral, que está sendo planejado," adianta Berlinck. Para ele, trata-se de grande avanço gerencial, pois, por meio desses conhecimentos, toda a unidade preservada passará a estar ao alcance dos olhos.

Com as ferramentas de geoprocessamento, conforme detalha Christian Berlinck, o gestor da UC poderá compilar informações de forma muito mais abrangente. "De dados econômicos, sociais e políticos a ambientais, geográficos, biológicos e assim por diante. Como trabalham com o parâmetro espacial, é possível colocar todas essas informações num mesmo patamar. É esse tipo de dinâmica que os conhecimentos nessa área proporcionam no caso das unidades de conservação."

Um dos alunos do curso, Júlio Botelho, que é chefe-substituto da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, prevê, com o curso, ganho substancial na qualidade do monitoramento da unidade. "Entre outras coisas, ficará bem melhor para acompanharmos possíveis desmatamentos, crescimento de bairros rurais nas regiões de APA e, dessa forma, pontuar melhor as ações de fiscalização e empreender novas iniciativas de educação ambiental."

No caso da administração da UC, para Botelho, haverá também grande economia de tempo e dinheiro no desenvolvimento das atividades. "No caso dos incêndios, por exemplo, a partir de apontamentos das ocorrências anteriores poderemos elaborar medidas direcionadas especificamente para onde há mais casos. Vamos ter a possibilidade de nos antecipar a tudo isso,' ressalta.

Analista ambiental e chefe da Estação Ecológica (Esec) Terra do Meio, Manoelle Reis Paiva, reforça as palavras de Júlio Botelho e comemora essa oportunidade de aperfeiçoamento profissional. "No Pará, onde um dos grandes problemas é o desmatamento, esse ganho tecnológico gerará um salto qualitativo importantíssimo para as ações integradas entre as UCs da região", disse ela.