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ICMBio - www.icmbio.gov.br
13/02/2009
MCT, ICMBio e Museu Emilio Goeldi promovem expedicao na Flona Caxiuana

Uma comitiva composta por autoridades do Ministério de Ciência e Tecnologia, do Museu Paranaense Emílio Goeldi e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade participa de uma expedição científica na Floresta Nacional de Caxiuanã e na Estação Científica Ferreira Penna, no Pará. O objetivo é conhecer as ações dos projetos TEAM, PPBio e LBA, além de promover uma discussão técnica para a implementação de bases científicas em unidades de conservação da categoria Florestas Nacionais.

Para o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, a implementação de bases científicas em unidades de conservação vem ao encontro de uma das razões para a criação do Instituto, que é a conservação da biodiversidade brasileira. "Só se constróem ações eficazes de conservação a partir de informações consistentes. E para isso é preciso pesquisa e disseminação dessas informações. Nesse contexto as nossas unidades se constituem em verdadeiros laboratórios a céu aberto", frisou Mello.

Integram a comitiva o Secretário Executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Rodrigues Elias, a Secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Mara Cecília Wey de Brito, o diretor de Conservação da Biodiversidade do MMA, Bráulio Ferreira Dias, a diretora do Museu Paranaense Emílio Goeldi, Ima Célia Guimarães Vieira, o coordenador de Pesquisa e Pós-graduação do Museu Paranaense Emílio Goeldi, Nilson Gabas Júnior, o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, os chefes da Flona Caxiuanã, Lilian Vieira Miranda e do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, Paulo Russo.

Sobre os projetos

A Floresta Nacional de Caxiuanã é uma unidade de conservação federal criada em 1961, com o intuito de regular a exploração perpétua das matas e o preço de fornecimento de sementes e mudas aos interessados que desejarem promover o florestamento e o reflorestamento de suas propriedades.

Com uma área de 330 mil hectares, a Flona está situada nas proximidades da baía de Caxiuanã, entre os rios Xingu e Anapu, nos municípios de Portel e Melgaço e tem como limites: a leste, a margem esquerda do rio Anapu, da baía de Pracui e da baía Caxiuanã; ao norte, o divisor de água entre os afluentes da margem esquerda do rio Caxiuanã e os afluentes da margem direita do rio Amazonas; a oeste, o divisor de águas entre os afluentes da margem direita do rio Xingu e os afluentes da margem esquerda da baía de Caxiuanã, da baia de Pracui e do rio Anapu; ao sul, o paralelo 2º15'S.

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) mantém, desde 1993, uma estação que desenvolve pesquisa científica sobre a fauna, a flora, o ambiente físico e o homem da região. Três grandes projetos de pesquisa estão atualmente em andamento em Caxiuanã: TEAM (Tropical Ecology, Assessment and Monitoring Initiative), PPBio (Programa de Pesquisa em Biodiversidade), ESECAFLOR/LBA (Experimento em Grande Escala da Biosfera - Atmosfera na Amazônioa).

Projeto TEAM - Este projeto integra o Programa de Ecologia, Avaliação e Monitoramento de Florestas Tropicais (TEAM), que é um estudo global, de longa duração (dez anos), voltado para o monitoramento dos ecossistemas tropicais em várias partes do mundo. O Programa foi formulado e é financiado pela Conservação Internacional. O Projeto TEAM - Caxiuanã vem sendo realizado na Estação Científica Ferreira Penna, localizada na Floresta Nacional de Caxiuanã, no município paraense de Melgaço com a colaboração do Museu Goeldi. Na Amazônia brasileira duas áreas integram o TEAM: Manaus e Caxiuanã - sendo Caxiuanã, o primeiro sítio implantado no Brasil e no mundo, em novembro de 2002.

PPBio - O Programa de Pesquisa em Biodiversidade é um programa da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento - SEPED, do Ministério de Ciência e Tecnologia, a partir de demandas concretas vindas da sociedade brasileira. Criado em 2004 (Portaria MCT nº 268, de 18/06/2004, modificada pela Portaria MCT nº 383, de 15/06/2005), o programa visa desenhar uma estratégia de investimento em ciência, tecnologia e inovação que aponte prioridades, integre competências em diversos campos do conhecimento, gere, integre e dissemine informações sobre biodiversidade que possam ser utilizadas para diferentes finalidades. O PPBio tem abrangência nacional e iniciou sua implementação nas regiões da Amazônia e do Semi-Árido, tendo o compromisso de ser implementado em todas regiões e biomas brasileiros.

LBA - O Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia é uma iniciativa internacional de pesquisa liderada pelo Brasil. O LBA está planejado para gerar novos conhecimentos, necessários à compreensão do funcionamento climatológico, ecológico, biogeoquímico e hidrológico da Amazônia, do impacto das mudanças dos usos da terra nesse funcionamento, e das interações entre a Amazônia e o sistema biogeofísico global da Terra. O LBA está centrado em torno de duas questões principais que serão abordadas através de pesquisa multidisciplinar, integrando estudos de Ciências Físicas, Químicas, Biológicas e Humanas: De que modo a Amazônia funciona, atualmente, como uma entidade regional? De que modo as mudanças dos usos da terra e do clima afetarão o funcionamento biológico, químico e físico da Amazônia, incluindo sua sustentabilidade e sua influência no clima global?

ESECAFLOR - O experimento ESECAFLOR, em andamento desde 2000 em Caxiuanã, é um dos componentes do LBA envolvendo as Universidades Federal do Pará, de Viçosa e de Edimburgh, Museu Emílio Goeldi e Embrapa. Consiste na simulação de um período de seca na floresta para avaliar o impacto da seca prolongada nos fluxos de água e dióxido de carbono em uma floresta tropical amazônica, investigando a exclusão de água no solo sobre o ciclo da floresta, algo semelhante à influência de um fenômeno El Niño. Há um projeto semelhante em execução na Floresta Nacional de Tapajós, denominado 'Seca Floresta'.

61 3316-1978
Ascom/ICMBio

Com complementações: Portais do MPEG, LBA, PPBio