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ICMBio - http://www.icmbio.gov.br
16/10/2012
Oficina revisa PAN de albatrozes e petreis

Começou ontem (segunda, 15), na Academia Nacional da Biodiversidade (Acadebio), na Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó (SP), a oficina de revisão do Plano de Ação Nacional para Conservação de Albatrozes e Petréis, também chamado de PAN de Albatrozes e Petréis.

O evento, que segue até a sexta (19), é promovido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), que coordena as ações do PAN, e da Coordenação de Planos de Ação Nacional (Copan).

Lançado em 2006, o PAN de Albatrozes e Petréis tem, entre outros objetivos, o de reduzir a níveis mínimos a captura de aves oceânicas pela pesca industrial. Essa é a principal ameaça aos albatrozes e petréis que, ao tentarem comer as iscas, ficam presos nos anzóis e morrem afogados.

A revisão do PAN prevê a atualização e adequação de suas metas a novas necessidades, como a maior integração com os objetivos do Acordo Internacional para Conservação de Albatrozes e Petréis (Acap), assinado pelo Brasil em 2008.

Como o PAN de Albatrozes e Petréis foi lançado dois anos antes, em 2006, é necessário que as suas metas estejam alinhadas a esse Acordo, de forma a ampliar a abrangência das ações nacionais e otimizar recursos e esforços para o cumprimento dos compromissos internacionais.

A revisão do PAN prevê ainda uma avaliação dos resultados da implementação de suas ações até o momento e outras orientações recentes que contribuam para a conservação da espécie, tais como as recomendações da International Commission for the Conservation of Atlantic Tunas (ICCAT) para reduzir a captura incidental de aves marinhas nas pescarias abrangidas por essa comissão.

Projeto Albatroz

Estão presentes na oficina 15 especialistas em conservação, representando entidades acadêmicas e governamentais. O Projeto Albatroz, organização responsável pela coordenação executiva do PAN, também participa do evento.

Criado em 1991 em Santos (SP), o Projeto Albatroz é uma organização da sociedade civil que tem como objetivo proteger albatrozes e petréis, aves oceânicas ameaçadas de extinção e, assim, colaborar com a manutenção da biodiversidade marinha. Para tanto, desenvolve ações de educação ambiental junto aos pescadores e ao público em geral, além de realizar pesquisas para subsidiar políticas públicas de conservação. Mantém quatro bases no Brasil: Santos (SP), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Itajaí (SC).

O Projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, e tem o apoio da Royal Society for Protection of Birds (RSPB), da Birdlife International, do programa Albatross Task Force (ATF), da Save Brasil e do Ministério da Pesca e Aquicultura, além da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio do seu Instituto Estadual de Meio Ambiente.

Espécies ameaçadas

Das 22 espécies de albatrozes que constam da Lista Vermelha da União para a Conservação da Natureza (IUCN), 17 estão ameaçadas de extinção em algum nível. No Brasil, das espécies de albatrozes que interagem com a pesca de espinhel pelágico, seis estão na lista nacional de espécies ameaçadas e são consideradas como parte da fauna brasileira.

Duas espécies de petréis (ou pardelas) também fazem parte da fauna brasileira e da lista nacional e internacional de espécies ameaçadas. Os petréis integram a ordem Procellariiformes, a mesma dos albatrozes, e sua conservação também faz parte do trabalho do Projeto Albatroz.

Albatrozes e petréis vivem em alto-mar durante todo ano, indo para ilhas distantes apenas para se reproduzirem, e destacam-se pelo alto grau de especialização a esse estilo de vida.

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