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03/03/2018
Parque Nacional do Itatiaia confirma primeira morte de macaco por febre amarela na reserva

Parque Nacional do Itatiaia confirma primeira morte de macaco por febre amarela na reserva
Visitantes devem assinar termo de ciência de risco para entrar no parque a partir deste sábado (3). Primatas alertam para a presença do vírus da doença na localidade.

Por G1 Sul do Rio e Costa Verde
03/03/2018 10h33 Atualizado 03/03/2018 16h25

oi confirmada a primeira morte de macaco por febre amarela no Parque Nacional do Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro. A partir deste sábado (3), os visitantes deverão assinar o termo de ciência de risco para entrar na reserva.
O primata foi encontrado na parte baixa do parque na primeira semana de fevereiro. O resultado foi divulgado na sexta-feira (2). Esta parte é caracterizada, principalmente, pelos cursos d'água, com diversas áreas apropriadas para o banho. O chefe do parque, Gustavo Tomzhinski, informou que o cadáver foi encontrado na região próxima à sede do parque, onde fica o centro de visitantes.
Gustavo também informou que outros dois animais foram encontrados mortos na sexta-feira (2), porém eles estão sendo analisados pelo médico veterinário do parque.
A Prefeitura de Itatiaia afirmou que 85,4% da população já foi imunizada. Este número corresponde a 22.207 moradores. A campanha de vacinação acontece no Posto de Maromba.
Primeiro parque nacional
O Parque Nacional do Itatiaia foi criado em junho de 1937 e foi o primeiro parque nacional, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o local. Ele fica na Serra da Mantiqueira - entre os estados Minas Gerais, Rio de Janeiro, e próximo à divisa com São Paulo. Os limites alcançam os municípios de Itatiaia (RJ), Resende (RJ), Itamonte (MG) e Bocaina de Minas (MG).
Inicialmente abrangendo uma área de aproximadamente 12 mil hectares, ele foi ampliado para 28 mil hectares em de setembro de 1982. O parque é caracterizado por montanhas e rochas, sendo o Pico das Agulhas Negras o ponto mais alto, com altitude de 2.791,5m, o quinto maior do país.
Febre amarela no Sul do Rio
Na região foram encontrados um macaco morto em Ilha Grande, em Angra, Barra mansa, Valença, Miguel Pereira, Volta Redonda, Paraty e Paulo de Frontin. Os primatas alertam para a presença do vírus da doença na localidade. É importante lembrar que eles não transmitem febre amarela. Matar animais é crime ambiental.

A região Sul do Rio e Costa Verde registra o maior número de casos de febre amarela no estado. São 57 casos, com 28 óbitos. No novo boletim epidemiológico divulgado pela Secretária Estadual de Saúde na sexta-feira (2), uma pessoa morreu por causa da doença em Paty do Alferes e mais um óbito foi registrado em Angra - que tem o maior número de mortes do estado. Também foi confirmado mais um caso em Miguel Pereira.
Confira abaixo o boletim:
13 casos - Teresópolis, sendo seis óbitos
18 casos - Valença, sendo seis óbitos
9 casos - Nova Friburgo, sendo três óbitos
1 caso - Petrópolis
1 caso - Miguel Pereira, sendo um óbito
9 casos - Duas Barras, sendo dois óbitos
3 casos - Rio das Flores, sendo dois óbitos
2 casos - Vassouras, sendo um óbito
7 casos - Sumidouro, sendo dois óbitos
5 casos - Cantagalo, sendo três óbitos
1 caso - Paraíba do Sul, sendo um óbito
2 casos - Carmo, sendo um óbito
2 casos - Maricá, sendo um óbito
24 casos - Angra dos Reis, sendo onze óbitos
2 casos - Paty do Alferes
2 casos - Engenheiro Paulo de Frontin, sendo dois óbitos
2 casos - Mangaratiba, sendo um óbito
1 caso - Piraí, sendo um óbito
1 caso - Cachoeiras de Macacu, sendo um óbito
2 casos - Trajano de Moraes, sendo dois óbitos

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