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Instituto Mamiraua - http://www.mamiraua.org.br
12/12/2014
Reservas Mamiraua e Amana contam com 38 novos Agentes Ambientais Voluntarios

As comunidades das Reservas Mamiruá e Amanã contam com 38 novos Agentes Ambientais Voluntários, credenciados no dia dez de dezembro. O credenciamento dos agentes foi realizado pelo Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), na comunidade São Sebastião do Repartimento, na Reserva Amanã. Na área das Reservas, o Ceuc conta com a parceria do Instituto Mamirauá para a formação e o acompanhamento dos agentes.

Paulo Roberto de Souza, do Instituto Mamirauá, declara que o Programa de Proteção Ambiental do Instituto busca a organização das comunidades para participar nas diferentes atividades realizadas nas reservas. "As atividades visam fortalecer os agentes enquanto lideranças, no sentido de estarem organizados. Nos tornamos parceiros do Estado na formação dos agentes, isso nos permite estar atacando as dificuldades que existem em relação à proteção das áreas para que, junto conosco, os comunitários possam garantir essa proteção fundamental para o sucesso das iniciativas de manejo", afirmou Paulo.

Os 38 comunitários credenciados fazem parte de 16 comunidades das Reservas Mamirauá e Amanã. Também foram credenciados como Agentes Ambientais Voluntários membros da Colônia Z23 de Alvarães e Z4 de Tefé. Esses agentes, embora oriundos da zona urbana, fazem parte dos acordos de pesca e também são usuários dos recursos naturais das reservas.

De acordo com Abraham Lincon Moreira, técnico do departamento de proteção e vigilância do Ceuc, "o Programa Agentes Ambientais Voluntários trabalha como uma ferramenta da comunidade, onde as pessoas são capacitadas para auxiliarem no desenvolvimento sustentável das unidades de conservação".

Atualmente, o Ceuc inicia uma nova etapa do programa de Agentes Ambientais Voluntários, com a continuidade nas capacitações, que antes aconteciam de dois em dois anos. "Agora vamos ter o monitoramento e atualização, que acontecerá a cada seis meses. Fazemos essa provocação entre os agentes, que tragam suas demandas", afirma Abraham.

O senhor Izoel Jansen, da comunidade Marusalém, localizada na Reserva Amanã, sempre esteve engajado nas atividades da comunidade. Morador da Reserva desde criança, Izoel conta que já trabalhava como Agente Ambiental há quase dez anos, desde a época em que o programa era de responsabilidade do Ibama. Depois de um tempo afastado da função, decidiu se credenciar como agente na nova configuração do programa, que conduzido pelo Ceuc, deixou de atuar com o papel de fiscalizador.

"O educador ambiental reúne as pessoas da comunidade para explicar os cuidados que eles devem ter com a preservação do meio ambiente e o nosso futuro. Em parceria com o professor, com o agente de saúde, com o presidente da comunidade, a gente vai interagindo pra fazer funcionar o que temos aqui hoje", reforçou Izoel.

O jovem Carliney Ferreira da Silva, comunidade Santo Estevão, da Reserva Amanã também foi um dos agentes credenciados. "Meu parceiro me convidou para dar força no trabalho de agente na comunidade e tomei a decisão de acompanhar ele. O trabalho do agente é muito importante, é um educador, que vai conscientizar o povo da comunidade, fazer com que as pessoas entendam como deve ser a convivência de todos na comunidade, numa unidade de conservação", contou Carliney.

Estas ações fazem parte do projeto "Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central" -BioREC - desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

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