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ICMBio - http://www.icmbio.gov.br/
09/11/2015
Tingua alivia crise hidrica na Baixada Fluminense

Água captada na reserva garante abastecimento a 92 mil pessoas

Após a chuva dos últimos dias, a represa de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, que abastece 92 mil pessoas, voltou a ficar cheia. Mesmo antes, durante a estiagem, o nível de água no local quase não foi afetado.

O segredo foi uma joia da Mata Atlântica: a reserva biológica do Tinguá, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Para especialistas, a reserva é importante porque a água é de boa qualidade e a floresta é preservada. Assim, o fornecimento de água quase não foi prejudicado durante o período de seca.

Na reserva, a Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) tem 32 estações de captação de água, que abastecem um reservatório. Com o funcionamento normal, a vazão para captação é de 520 litros por segundo. Durante a seca, o número foi reduzido para 170 litros por segundo, quase um terço da vazão atual.

Nesse período, alguns bairros de Nova Iguaçu ficaram sem água. Mas a Cedae afirma que a preservação da vegetação nativa ajudou a diminuir a seca na represa. A Mata Atlântica é fundamental no ciclo das águas. Ela protege a cobertura do solo para não ser ressecado pelo sol e libera, como uma esponja, a água retida.

"A água cai da chuva, infiltra pelo solo, abastece os rios normais, abastece os rios subterrâneos e chega ao mar", explica o analista ambiental Flávio Silva, chefe da Reserva Biológica do Tinguá. A partir daí, o ciclo segue. Os raios solares fazem a água do mar evaporar, formam-se nuvens e chove de novo.

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