Parque Nacional da Serra do Cipó
Área
33.800,00ha.
Document area
Decreto - 90.223 - 25/09/1984
Jurisdição Legal
Domínio Mata Atlântica
Ano de criação
1984
Grupo
Proteção Integral
Instância responsável
Federal
Mosaicos
Serra do Cipó
Área
33.800,00ha.
Document area
Decreto - 90.223 - 25/09/1984
Jurisdição Legal
Domínio Mata Atlântica
Ano de criação
1984
Grupo
Proteção Integral
Instância responsável
Federal
Mosaicos
Serra do Cipó
Mapa
Municípios
Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características
Municípios - PARNA da Serra do Cipó
| # | UF | Município | População (IBGE 2018) | População não urbana (IBGE 2010) | População urbana (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | Área da UC no município (ha) | Área da UC no município (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | MG | Itambé do Mato Dentro | 2.142 | 933 | 1.209 | 38.034,00 | 2.378,94 |
|
7,48 % |
| 2 | MG | Jaboticatubas | 20.406 | 6.559 | 13.847 | 111.497,20 | 20.977,45 |
|
65,96 % |
| 3 | MG | Morro do Pilar | 3.133 | 516 | 2.617 | 47.754,80 | 5.754,13 |
|
18,09 % |
| 4 | MG | Santana do Riacho | 5.313 | 1.833 | 3.480 | 67.720,70 | 2.693,05 |
|
8,47 % |
Ambiente
Gestão
- Órgão Gestor: (ICMBIO) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
- Tipo de Conselho: Deliberativo
- Ano de criação :
Documentos Jurídicos
Documentos Jurídicos - PARNA da Serra do Cipó
Documentos de gestão - PARNA da Serra do Cipó
| Tipo de plano | Ano de aprovação | Fase | Observação |
|---|---|---|---|
| Ação emergencial | 1995 | ||
| Plano de manejo | 2009 | Aprovado | Portaria 55 de 06/07/2009 (DOU de 07/07/2009) |
Sobreposições
Conheça as sobreposições entre a Unidade de Conservação com outras Áreas Protegidas.
| Área Protegida | Área sobreposta à UC (ha) | Porcentagem da sobreposição |
|---|---|---|
| APA Morro da Pedreira | 31.803,00 ha | 100,00% |
Não há informações no mapa sobre UCs sobrepostas que não se enquadram no SNUC (Sistema Nacional de Unidade de Conservação).
Características
Histórico e Localização
O Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado no dia 25 de setembro de 1984 por meio do decreto No 90.223, localizado na porção central do Estado de Minas Gerais, inteiramente circundado pela Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira. O território do Parque Nacional inclui áreas de quatro municípios - Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro.
A Serra do Cipó pode ser considerada uma região conhecida mundialmente por duas de suas principais vocações: a científica e a turística. Como campo de estudos para pesquisa científica, sobretudo nas áreas de Botânica, Ecologia, Zoologia, Geologia e Arqueologia, há uma quantidade considerável de artigos científicos publicados em periódicos internacionais, tanto de autoria de pesquisadores brasileiros quanto de estrangeiros.
Na proposta de criação da Reserva da Biosfera do Espinhaço, o Parque Nacional da Serra do Cipó é uma das principais áreas núcleo, embora o conceito de área núcleo seja mais restritivo que o de Parque.
Aspectos culturais, históricos e pré-históricos
Na Serra do Cipó e em seu entorno imediato existem numerosos vestígios do período pré-histórico. São encontrados fósseis humanos e vestígios das atividades cotidianas que documentam a forma de vida destes primeiros habitantes humanos da região. Dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó há pinturas rupestres no alto do Travessão, Cachoeira de Congonhas, "Pedra do Elefante", "curral do Zeca" e estrada de Lapinha da Serra a Congonhas da Serra. Fora do Parque há inúmeros sítios, muitos dentro da APA Morro da Pedreira, como a Lapa de Santana, a Lapa da Sucupira e a Lapa do Gentio.
Características Ambientais
Na sua porção meridional, a Serra do Espinhaço é um claro divisor de biomas. Ao norte, a partir do Planalto de Diamantina está inserida no Domínio das Caatingas. Na altura da Serra do Cipó, as serras dividem a Mata Atlântica, ao leste, nas drenagens que vertem para a bacia do Rio Doce, e o Cerrado para oeste, em áreas com integrantes da bacia do Rio das Velhas, maior afluente do São Francisco.
Vegetação
Além de transição entre Cerrado e Mata Atlântica, a Serra do Cipó é caracterizada por uma vegetação bastante específica, a dos campos rupestres, que recobre as áreas de solos e afloramentos quartzíticos ao longo de toda a Cadeia do Espinhaço. Na Serra do Cipó são encontrados remanescentes de diversos ecossistemas característicos do estado de Minas Gerais: campos rupestres, várias das fitofisionomias de cerrado, manchas de matas secas sobre calcário, capões de mata e matas de galeria e amplas vertentes cobertas pela mata atlântica e vegetação hidrófita.
Fauna
Os estudos sobre fauna da região da Serra do Cipó são todos provenientes do território do Parque Nacional da Serra do Cipó ou da APA Morro da Pedreira. Segundo o Plano de Manejo, as pesquisas em zoologia se iniciaram mais tarde e em menor intensidade em comparação com as pesquisas em botânica, tendo resultado em número menor de publicações.
Com relação à fauna, os invertebrados representam a principal lacuna de conhecimento sobre a Serra do Cipó. Em relação ao peixes, mesmo na Serra do Cipó os moradores se queixam da redução de suas quantidades, o que pode se relacionar tanto a fatores locais, como desmatamento, como à poluição do rio das Velhas e ao progressivo barramento da Bacia do São Francisco, com reflexo em toda a fauna, principalmente sobre espécies migratórias, como o dourado.
A mastofauna da região da Serra do Cipó é típica de Cerrado, embora apresente alguns elementos de Mata Atlântica, encontrados principalmente nos capões de mata do alto da Serra. A presença do sagui Callithrix geoffroyi, típico de Mata Atlântica, evidência a representação deste bioma na região. Na porção sul do Parque, no município de Nova União, já foram vistas populações aparentemente mistas de C. geoffroyi e C. penicillata, este típico de cerrado, e tal região se localiza claramente na transição entre os biomas, com indicações fisionômicas e substituição de espécies vegetais
Geologia e geomorfologia
A Serra do Espinhaço é constituída predominantemente por rochas quartzíticas proterozóicas, pré-Cambrianas. Difere bastante das serras do Mar e da Mantiqueira, constituídas por rochas cristalinas. Este fator por si só já implica em formas de erosão, topografias e tipos de solo bastante distintos, implicando em formações vegetacionais e potenciais de uso econômico muito diferenciados.
Solos
Na Serra do Cipó verifica-se profunda variação nos tipos de solo em função da litologia extremamente variada, das diferenças climáticas e de padrões de deposição e erosão distintos conforme o relevo. Grande parte da área da UC situa-se em ambiente montanhoso com afloramentos de rochas quartzíticas. Há pontos de forte erosão, de forte dissecação e também pontos de alagamento durante a estação chuvosa.
Relevo
Também conhecida como Serra Geral, a Serra do Espinhaço, na qual se localiza a Serra do Cipó, estende-se na direção sul-norte, desde o Quadrilátero Ferrífero, no centro de Minas Gerais, até a Chapada Diamantina, na Bahia. Constitui um conjunto de serras que se estende ao longo de 1.200 km, da Bahia à Minas Gerais.
Hidrografia e hidrologia
Como todo ambiente montanhoso, a Serra do Espinhaço é um grande divisor de águas. No seu setor meridional, inserido no Estado de Minas Gerais, praticamente todos os rios formados a oeste da Serra são afluentes diretos ou indiretos do rio São Francisco. Na direção leste, os rios formados no extremo sul, incluindo a Serra do Cipó, compõem a bacia do rio Doce e, ao norte, a bacia do Jequitinhonha. Considera-se o Jequitinhonha como o principal curso d'água que drena a Serra do Espinhaço, pois tem seu curso inicial inteiramente encaixado na Serra.
Clima
O clima predominante é o tropical de altitude, com verões frescos e com estação seca bem pronunciada. No entanto, deve-se destacar que tal como todos os ambientes montanhosos, o conjunto orográfico da Serra do Cipó impõe drásticas diferenças climáticas ao longo do espaço, de modo que regiões muito próximas podem ter climas bastante distintos, que se refletem na vegetação e em diversos outros componentes ambientais, como solos, hidrologia e padrões erosivos.
Pressões e Ameaças
De acordo com o Plano de Manejo, as principais ameaças à integridade ambiental na região e que condicionam o manejo do Parque Nacional da Serra do Cipó e da APA Morro da Pedreira são: desmatamento para abastecimento local de lenha e, principalmente, para abastecimento de carvão para a indústria siderúrgica; retirada de candeia; plantio de braquiária para formação de pastagens; incêndios provocados por queimadas sem controle, usadas em um manejo desordenado de pastagens e, mais raramente, de áreas de plantio; parcelamento desordenado do solo associado ao crescimento da atividade turística; uso de agrotóxicos em excesso e sem as devidas precauções; pesca predatória no Rio Cipó a jusante da APA; intervenções em APP para construções, parcelamento do solo, plantio, balneários; retirada ilegal de plantas nativas para comercialização, sobretudo orquídeas e bromélias.
Referências:
1. ICMBio - Parque Nacional da Serra do Cipó. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/parnaserradocipo/. Acesso em 14/01/2020.
2. Plano de Manejo - Parque Nacional Serra do Cipó/Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1629_20140903_150509.pdf. Acesso em 14/01/2020.
Antigos chefes de UC: ROSSANA EVANGELISTA SANTANA (DOU25/07/2011 até 23/08/2012))
Rodovia MG-010 - Km 94
35847-000 - Cardeal Mota - Santana do Riacho - MG.
Fone: (31 ) 3718-7228 3718-7237 3718-7215
Fax: (31) 3718-7210
e-mail: parnacipo@uol.com.br
O Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado no dia 25 de setembro de 1984 por meio do decreto No 90.223, localizado na porção central do Estado de Minas Gerais, inteiramente circundado pela Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira. O território do Parque Nacional inclui áreas de quatro municípios - Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro.
A Serra do Cipó pode ser considerada uma região conhecida mundialmente por duas de suas principais vocações: a científica e a turística. Como campo de estudos para pesquisa científica, sobretudo nas áreas de Botânica, Ecologia, Zoologia, Geologia e Arqueologia, há uma quantidade considerável de artigos científicos publicados em periódicos internacionais, tanto de autoria de pesquisadores brasileiros quanto de estrangeiros.
Na proposta de criação da Reserva da Biosfera do Espinhaço, o Parque Nacional da Serra do Cipó é uma das principais áreas núcleo, embora o conceito de área núcleo seja mais restritivo que o de Parque.
Aspectos culturais, históricos e pré-históricos
Na Serra do Cipó e em seu entorno imediato existem numerosos vestígios do período pré-histórico. São encontrados fósseis humanos e vestígios das atividades cotidianas que documentam a forma de vida destes primeiros habitantes humanos da região. Dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó há pinturas rupestres no alto do Travessão, Cachoeira de Congonhas, "Pedra do Elefante", "curral do Zeca" e estrada de Lapinha da Serra a Congonhas da Serra. Fora do Parque há inúmeros sítios, muitos dentro da APA Morro da Pedreira, como a Lapa de Santana, a Lapa da Sucupira e a Lapa do Gentio.
Características Ambientais
Na sua porção meridional, a Serra do Espinhaço é um claro divisor de biomas. Ao norte, a partir do Planalto de Diamantina está inserida no Domínio das Caatingas. Na altura da Serra do Cipó, as serras dividem a Mata Atlântica, ao leste, nas drenagens que vertem para a bacia do Rio Doce, e o Cerrado para oeste, em áreas com integrantes da bacia do Rio das Velhas, maior afluente do São Francisco.
Vegetação
Além de transição entre Cerrado e Mata Atlântica, a Serra do Cipó é caracterizada por uma vegetação bastante específica, a dos campos rupestres, que recobre as áreas de solos e afloramentos quartzíticos ao longo de toda a Cadeia do Espinhaço. Na Serra do Cipó são encontrados remanescentes de diversos ecossistemas característicos do estado de Minas Gerais: campos rupestres, várias das fitofisionomias de cerrado, manchas de matas secas sobre calcário, capões de mata e matas de galeria e amplas vertentes cobertas pela mata atlântica e vegetação hidrófita.
Fauna
Os estudos sobre fauna da região da Serra do Cipó são todos provenientes do território do Parque Nacional da Serra do Cipó ou da APA Morro da Pedreira. Segundo o Plano de Manejo, as pesquisas em zoologia se iniciaram mais tarde e em menor intensidade em comparação com as pesquisas em botânica, tendo resultado em número menor de publicações.
Com relação à fauna, os invertebrados representam a principal lacuna de conhecimento sobre a Serra do Cipó. Em relação ao peixes, mesmo na Serra do Cipó os moradores se queixam da redução de suas quantidades, o que pode se relacionar tanto a fatores locais, como desmatamento, como à poluição do rio das Velhas e ao progressivo barramento da Bacia do São Francisco, com reflexo em toda a fauna, principalmente sobre espécies migratórias, como o dourado.
A mastofauna da região da Serra do Cipó é típica de Cerrado, embora apresente alguns elementos de Mata Atlântica, encontrados principalmente nos capões de mata do alto da Serra. A presença do sagui Callithrix geoffroyi, típico de Mata Atlântica, evidência a representação deste bioma na região. Na porção sul do Parque, no município de Nova União, já foram vistas populações aparentemente mistas de C. geoffroyi e C. penicillata, este típico de cerrado, e tal região se localiza claramente na transição entre os biomas, com indicações fisionômicas e substituição de espécies vegetais
Geologia e geomorfologia
A Serra do Espinhaço é constituída predominantemente por rochas quartzíticas proterozóicas, pré-Cambrianas. Difere bastante das serras do Mar e da Mantiqueira, constituídas por rochas cristalinas. Este fator por si só já implica em formas de erosão, topografias e tipos de solo bastante distintos, implicando em formações vegetacionais e potenciais de uso econômico muito diferenciados.
Solos
Na Serra do Cipó verifica-se profunda variação nos tipos de solo em função da litologia extremamente variada, das diferenças climáticas e de padrões de deposição e erosão distintos conforme o relevo. Grande parte da área da UC situa-se em ambiente montanhoso com afloramentos de rochas quartzíticas. Há pontos de forte erosão, de forte dissecação e também pontos de alagamento durante a estação chuvosa.
Relevo
Também conhecida como Serra Geral, a Serra do Espinhaço, na qual se localiza a Serra do Cipó, estende-se na direção sul-norte, desde o Quadrilátero Ferrífero, no centro de Minas Gerais, até a Chapada Diamantina, na Bahia. Constitui um conjunto de serras que se estende ao longo de 1.200 km, da Bahia à Minas Gerais.
Hidrografia e hidrologia
Como todo ambiente montanhoso, a Serra do Espinhaço é um grande divisor de águas. No seu setor meridional, inserido no Estado de Minas Gerais, praticamente todos os rios formados a oeste da Serra são afluentes diretos ou indiretos do rio São Francisco. Na direção leste, os rios formados no extremo sul, incluindo a Serra do Cipó, compõem a bacia do rio Doce e, ao norte, a bacia do Jequitinhonha. Considera-se o Jequitinhonha como o principal curso d'água que drena a Serra do Espinhaço, pois tem seu curso inicial inteiramente encaixado na Serra.
Clima
O clima predominante é o tropical de altitude, com verões frescos e com estação seca bem pronunciada. No entanto, deve-se destacar que tal como todos os ambientes montanhosos, o conjunto orográfico da Serra do Cipó impõe drásticas diferenças climáticas ao longo do espaço, de modo que regiões muito próximas podem ter climas bastante distintos, que se refletem na vegetação e em diversos outros componentes ambientais, como solos, hidrologia e padrões erosivos.
Pressões e Ameaças
De acordo com o Plano de Manejo, as principais ameaças à integridade ambiental na região e que condicionam o manejo do Parque Nacional da Serra do Cipó e da APA Morro da Pedreira são: desmatamento para abastecimento local de lenha e, principalmente, para abastecimento de carvão para a indústria siderúrgica; retirada de candeia; plantio de braquiária para formação de pastagens; incêndios provocados por queimadas sem controle, usadas em um manejo desordenado de pastagens e, mais raramente, de áreas de plantio; parcelamento desordenado do solo associado ao crescimento da atividade turística; uso de agrotóxicos em excesso e sem as devidas precauções; pesca predatória no Rio Cipó a jusante da APA; intervenções em APP para construções, parcelamento do solo, plantio, balneários; retirada ilegal de plantas nativas para comercialização, sobretudo orquídeas e bromélias.
Referências:
1. ICMBio - Parque Nacional da Serra do Cipó. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/parnaserradocipo/. Acesso em 14/01/2020.
2. Plano de Manejo - Parque Nacional Serra do Cipó/Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1629_20140903_150509.pdf. Acesso em 14/01/2020.
Contato
Chefe da UC: FABIO LUIS VELLOZO DE MELLO (DOU 23/08/2012)Antigos chefes de UC: ROSSANA EVANGELISTA SANTANA (DOU25/07/2011 até 23/08/2012))
Rodovia MG-010 - Km 94
35847-000 - Cardeal Mota - Santana do Riacho - MG.
Fone: (31 ) 3718-7228 3718-7237 3718-7215
Fax: (31) 3718-7210
e-mail: parnacipo@uol.com.br