Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, recebe expedição para melhorar acesso e turismo no Amazonas
O trabalho consistiu em uma leitura técnica do percurso, com foco em soluções para reduzir riscos de acidentes e melhorar a infraestrutura dos acampamentos.
Por Lucas Macedo, g1 AM - Manaus
15/03/2026 13h50
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizou, junto a parceiros, uma expedição ao Pico da Neblina, em São Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas. O objetivo foi avaliar a trilha e propor melhorias nas estruturas de acesso à montanha, que é o ponto mais alto do Brasil. (Assista acima).
A expedição aconteceu entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. A equipe percorreu 2,9 mil metros de altitude do cume. O trabalho consistiu em uma leitura técnica do percurso, com foco em soluções para reduzir riscos de acidentes e melhorar a infraestrutura dos acampamentos.
A ação teve apoio da Frente de Proteção e da Força-Tarefa Yanomami, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), além do Instituto Socioambiental (ISA). Participaram 11 não indígenas e 22 Yanomami, que atuaram como guias, carregadores e cozinheiros. O trabalho seguiu o Plano de Visitação Yaripo Ecoturismo Yanomami, criado para organizar o turismo na região.
Segundo o chefe do parque, Cassiano Gatto, a expedição reuniu informações essenciais para aprimorar o plano de visitação e melhorar as condições de trabalho dos Yanomami.
"Desta expedição, reunimos o conhecimento necessário para promover melhorias ao Plano de Visitação relativo à nossa gestão da unidade e à melhoria das condições de trabalho dos profissionais Yanomami. É naturalmente um avanço difícil, dadas as condições geográficas de isolamento da localidade, mas esta iniciativa é um primeiro passo para a busca de soluções", destacou Cassiano
Entre os encaminhamentos definidos na expedição estão:
Trecho final da trilha: instalação de 50 degraus e reforço no sistema de apoio com cordas e correntes, prevista para agosto de 2026.
Mapeamento ambiental: uso de drones para identificar cicatrizes do garimpo na Bacia do Gelo.
Protocolos operacionais: atualização de procedimentos do Plano de Visitação, incluindo pesagem de cargas e organização da condução Yanomami.
A equipe também avaliou o pico 31 de Março, segunda maior montanha do país, e recomendou que não seja aberto ao turismo por questões de segurança e preservação ambiental. O local, considerado sagrado pelos Yanomami, permanece praticamente intocado e pode servir para pesquisas científicas, como o monitoramento de mudanças climáticas.
https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/03/15/pico-da-neblina-ponto-mais-alto-do-brasil-recebe-expedicao-para-melhorar-acesso-e-turismo-no-amazonas.ghtml
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