Parques Estaduais: Santuários de emoção, aventura e adrenalina

SMA/RJ - www.ambiente.rj.gov.br - 23/07/2010
Quem tem espírito de aventura e gosta de praticar esportes de forte adrenalina, desafiando a natureza, não precisa ir muito longe para exercitar essa paixão. O Estado do Rio tem muitos lugares para a prática do esporte radical. Só o governo do estado administra, através da Secretaria do Ambiente, mais de 20 unidades de conservação.

Três delas ficam bem próximas do Rio - parques da Pedra Branca, na Zona Oeste carioca, da Serra da Tiririca, entre Niterói e Maricá, e dos Três Picos, na Região Serrana. Nelas, há dezenas de opções, não apenas para o puro lazer de famílias, mas para caminhadas, escaladas em rocha, canoagem, voos de asa delta, mergulho e surfe, entre outras atividades esportivas.

Amante de escaladas em rocha, de cuja paixão nasceu o amor pela causa ambientalista, o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), André Ilha, é o responsável pela preservação desses santuários naturais. São locais de grande potencial para as atividades esportivas de aventura com destaque para caminhadas e escaladas.

- Na ilha Grande, praticam-se muito mergulho, surfe e caminhadas, mas as demais unidades oferecem também grande campo para escaladas em rocha, o meu esporte preferido - sintetiza.

Três parques estaduais se destacam neste aspecto: o da Pedra Branca, o da Serra da Tiririca e o dos Três Picos. Este último, inclusive, é hoje o maior centro do país de escaladas de grande duração e dificuldades, garante Ilha.

- Algumas das maiores escaladas do Brasil encontram-se lá, muitas delas tecnicamente complexas e perigosas, uma verdadeira meca da escalada de alto nível no país - define.

Ela fica na localidade conhecida como Salinas, no limite entre Nova Friburgo e Teresópolis. Lá também situa-se o ponto mais alto do parque que é também o ponto culminante de toda a Serra do Mar, com cerca de 2.350 metros de altitude.

Ilha incentiva a visitação e a prática da escalada nessas unidades, até por acreditar que as pessoas serão fiscais e protetores ambientais espontâneos do parque, mas recomenda respeito à natureza e cuidado na preparação de qualquer aventura. Não bastam apenas a cara e a coragem, segundo ele. Os iniciantes, indica, devem procurar uma porta de entrada segura para penetrar nesse mundo de riscos e adrenalina a toda prova.

Primeiro, a pessoa deve fazer um curso básico de montanhismo nos melhores clubes da cidade, filiados à Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (Femerj), ou recorrer a um guia ou instrutor profissional vinculado à Associação dos Guias e Instrutores Profissionais de Escaladas do Rio de Janeiro (Aguiperj), o lado comercial da prática.

- Fugindo dos picaretas que existem por aí, oferecendo gato por lebre, o que é um risco muito grande. Um erro em escalada pode ser fatal - adverte, recomendando, ainda, a aquisição de um equipamento básico, de boa qualidade.

São muitos os pontos de partida para escaladas nas unidades estaduais, segundo Ilha. E, em todas, os escaladores podem obter apoio das administrações dos parques. Na Serra da Tiririca, a porta de entrada das escaladas fica em Itacoatiara, onde o escalador pode obter orientações e um guia impresso mostrando as vias existentes.

Em Três Picos, as escaladas se concentram em Salinas, em Nova Friburgo, onde há o núcleo de montanhismo do parque, que oferece suporte para os esportistas, e no Vale dos Frades, em Teresópolis. Na Pedra Branca, tem inúmeros pontos de práticas esportivas, como a Colônia Juliano Moreira, a área do Outeiro Santo, um na Estrada do Pau da Fome e outros em Piraquara e na Prainha.

- Neste parque, a escalada é muito pulverizada em função do grande número de montanhas e paredes rochosas isoladas. E é tanta gente que procura o parque que ensejou a criação recente de um novo clube na região, a União dos Escaladores de Jacarepaguá, também filiada a Femerj - completou Ilha.

O Inea vai organizar, no segundo semestre, o Seminário de Mínimo Impacto do Parque Estadual da Pedra Branca, quando biólogos, botânicos e ambientalistas irão discutir fauna e flora rupícola e será feito um zoneamento ambiental do parque de comum acordo entre usuários e técnicos, estabalecendo onde a escalada pode ser ou não ser praticada e, onde puder, de que forma possa ser feita.

Ilha contou mais uma novidade: o lançamento ainda em 2010 de um guia de trilhas do Parque Estadual do Desengano, que fica entre Santa Maria Madalena e Campos, com 22,4 mil hectares, o terceiro maior do estado.

- Será um guia muito apurado que visa mostrar um parque grande, quase desconhecido da população fluminense, inclusive até mesmo da grande maioria dos montanhistas, embora tenha enorme potencial para caminhadas e escaladas, além de muitos poços e cachoeiras - antecipa.

http://www.ambiente.rj.gov.br/pages/imprensa/detalhe_noticia.asp?ident=1283
UC:Geral

Unidades de Conservação relacionadas

  • UC Pedra Branca (PES)
  • UC Desengano (PES)
  • UC Serra da Tiririca
  • UC Três Picos
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