Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt
Área
164.224,00ha.
Document area
Decreto - 59 - 13/04/2015
Jurisdição Legal
Amazônia Legal
Ano de criação
1996
Grupo
Uso Sustentável
Instância responsável
Estadual
Mosaicos
Amazônia Meridional
Área
164.224,00ha.
Document area
Decreto - 59 - 13/04/2015
Jurisdição Legal
Amazônia Legal
Ano de criação
1996
Grupo
Uso Sustentável
Instância responsável
Estadual
Mosaicos
Amazônia Meridional
Mapa
Municípios
Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características
Municípios - RESEX Guariba-Roosevelt
| # | UF | Município | População (IBGE 2018) | População não urbana (IBGE 2010) | População urbana (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | Área da UC no município (ha) | Área da UC no município (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | MT | Aripuanã | 24.626 | 6.432 | 18.194 | 2.467.813,50 | 36.880,65 |
|
21,99 % |
| 2 | MT | Colniza | 25.766 | 10.338 | 15.428 | 2.796.023,70 | 130.850,68 |
|
78,01 % |
Ambiente
Gestão
- Órgão Gestor: (CUCO) Coordenadoria de Unidades de Conservação
- Tipo de Conselho: Deliberativo
- Ano de criação : 2009
Documentos Jurídicos
Documentos Jurídicos - RESEX Guariba-Roosevelt
Documentos de gestão - RESEX Guariba-Roosevelt
| Tipo de plano | Ano de aprovação | Fase | Observação |
|---|---|---|---|
| Plano de utilização | 2011 | Aprovado | Portaria Nº 059 de 4 de março de 2011: Aprova o Plano de Utilização da RESEX Guariba Roosevelt. |
Sobreposições
Conheça as sobreposições entre a Unidade de Conservação com outras Áreas Protegidas.
| Área Protegida | Área sobreposta à UC (ha) | Porcentagem da sobreposição |
|---|---|---|
| TI Piripkura | 3.885,00 ha | 2,32% |
| TI Kawahiva do Rio Pardo | 2.640,00 ha | 1,57% |
Não há informações no mapa sobre UCs sobrepostas que não se enquadram no SNUC (Sistema Nacional de Unidade de Conservação).
Características
Criada em 1996, a Guariba-Roosevelt é a única reserva extrativista de Mato Grosso e é uma das últimas áreas de extrativismo tradicional no estado. A comunidade sobrevive da coleta da castanha, do óleo de copaíba e da borracha. Atrás das casas de madeira construídas nas margens do Guariba, a distância segura das variações do rio, também praticam agricultura orgânica para subsistência
A área inicial da reserva era de 57.630 hectares, mas sempre foi considerada insuficiente pelos moradores da região, que contam que a área abrangia apenas 7 das 40 colocações da comunidade no Rio Guariba. Ou seja, a maior parte das áreas de roças, os castanhais, os seringais nativos e os locais privilegiados de pesca, coleta e caça estavam fora do limite protegido. Em 2007 a reserva foi ampliada para 138.092 hectares.
Além das colocações nas margens do Guariba, a Resex abrange outras comunidades que vivem nas margens no Rio Roosevelt.
Em 2015, numa decisão que foi revogada posteriormente pelo estado, a área foi reduzida para o limite original pela Lei 10.261/2015. Em abril do mesmo ano, o governo do estado voltou atrás na decisão e ampliou a área por meio de um decreto.
A criação da reserva extrativista estadual ainda não garantiu regularização fundiária da área protegida. Os fazendeiros que têm terras na região estão com as propriedades interditadas e aguardam indenização. Quando a área foi criada, em 1997, constavam registros e processos de títulos definitivos em favor de 37 proprietários, entre pessoas físicas e jurídicas.
Presidente da Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Barra-Guariba, Ailton Pereira dos Santos, avalia que, apesar das dificuldades que os ribeirinhos ainda enfrentam, a vida melhorou muito desde que a população se organizou na luta por direitos.
Ailton lembra que até o final dos anos 80 não havia acesso por estradas até cidades de Mato Grosso. "Essa região não era reconhecida pelo estado. Até 1995, não tinha dinheiro aqui."
O único contato dos ribeirinhos com o mundo exterior era por meio dos "marreteiros", como eram chamados os atravessadores que vinham do Amazonas e passavam de barco pelas comunidades trocando mercadorias pela produção dos extrativistas. "Trabalhávamos o ano todo e no final sempre ficávamos devendo", recorda o extrativista Valterino Ferreira Santos, também morador da reserva.
Se era ruim com os marreteiros, a população viveu um tempo ainda pior quando eles pararam de aparecer. "Tínhamos a mercadoria, mas não tínhamos para quem vender", explicou Ailton. Quando o governo de Mato Grosso criou pontos de fiscalização no Rio Guariba para impedir o acesso dos marreteiros, a comunidade enfrentou problemas sérios. "Muitas famílias foram embora nessa época, foi difícil sobreviver aqui" contou Valterino, o Teca, lembrando que nesse período os que ficaram vendiam o que extraiam por preços muito baixos para atravessadores que apareciam ocasionalmente.
A situação começou a mudar em 2006 quando a comunidade passou a ter o apoio do Projeto Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras, que capacitou os extrativistas em boas práticas e prestou assessoria para a elaboração de projetos para captação de recursos e para a construção de parcerias comerciais mais justas. Depois de muito trabalho de conscientização sobre a importância de se organizarem, em 2010, foi criada a Associação de Moradores.
Atualmente, a mesma castanha que antes não trazia lucros, gera renda e melhora a qualidade de vida das famílias da região. Desde 2013, a associação firmou um contrato com a Conab, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Formação de Estoque que garante um empréstimo a juros baixos para a Amorar. Para a safra de 2015/2016, a associação recebeu R$ 200 mil.
(Fonte: 'Guardiões da Floresta', EBC, 2016, disponível em: http://www.ebc.com.br/especiais/guardioes-da-floresta)
CARACTERÍSTICAS GERAIS : É a única reserva extrativista estadual do estado do Mato Grosso, e também um dos últimos redutos de extrativismo tradicional. Não está alterada significativamente por atividades antrópicas e possui um dos maiores potenciais de extrativismo vegetal de todo o estado, e uma população que ali trabalha há mais de 5 anos.
NATUREZA : Seu bioma predominante é o Amazônico, com clima tropical quente sub-úmido circundado pelos rios Guariba e Roosevelt, os quais nascem no Planalto dos Parecis. Da fauna, destacam-se onças pintadas, antas, jacarés-açu, jaguatiricas, macacos-prego, tatus-peba, pacas, cutias, e aves como a andorinha, o gavião-tesoura, o macuco e a gaivota.
EXTRATIVISMO : As comunidades vivem da coleta da castanha, da borracha, da caça e da pesca. Há um sem número de espécies florísticas de valor comercial: breu, tarumã, castanha-do-brasil, bacuri, fava bolacha, genipapo, jatobá, seringueira, maçaranduba, andiroba, aroeira, sucupira, urucum, louro e barbatimão.
PROBLEMAS : Destaque para a extração ilegal de madeira e a caça predatória.
(fonte: Unidades de Conservação do Mato Grosso. Governo do Estado, FEMA/MT: 2002; Diagnóstico de Gestão Ambiental - MT, 2001; Site da FEMA, 2003).
Os principais problemas e ameaças são: caça, incêndio, erosão, extração de produtos agroflorestais (fonte: Diagnóstico de Gestão Ambiental - Mato Grosso - 2001).
Possui: Estudo Sócio - econômico realizado pelo GERA - Grupo de Estudo Rurais e Ambientais - UFMT e o Levantamento Cadastral e Fundiário, realizado pelo INTERMAT. (site FEMA fev 2003)
Não possui nenhum tipo de infra-estrutura gerencial e necessita demarcação (site FEMA fev 2003)
Rua C, esquina com a Rua F - Centro Político Administrativo
CEP: 78050-970 - Cuiabá - MT
A área inicial da reserva era de 57.630 hectares, mas sempre foi considerada insuficiente pelos moradores da região, que contam que a área abrangia apenas 7 das 40 colocações da comunidade no Rio Guariba. Ou seja, a maior parte das áreas de roças, os castanhais, os seringais nativos e os locais privilegiados de pesca, coleta e caça estavam fora do limite protegido. Em 2007 a reserva foi ampliada para 138.092 hectares.
Além das colocações nas margens do Guariba, a Resex abrange outras comunidades que vivem nas margens no Rio Roosevelt.
Em 2015, numa decisão que foi revogada posteriormente pelo estado, a área foi reduzida para o limite original pela Lei 10.261/2015. Em abril do mesmo ano, o governo do estado voltou atrás na decisão e ampliou a área por meio de um decreto.
A criação da reserva extrativista estadual ainda não garantiu regularização fundiária da área protegida. Os fazendeiros que têm terras na região estão com as propriedades interditadas e aguardam indenização. Quando a área foi criada, em 1997, constavam registros e processos de títulos definitivos em favor de 37 proprietários, entre pessoas físicas e jurídicas.
Presidente da Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Barra-Guariba, Ailton Pereira dos Santos, avalia que, apesar das dificuldades que os ribeirinhos ainda enfrentam, a vida melhorou muito desde que a população se organizou na luta por direitos.
Ailton lembra que até o final dos anos 80 não havia acesso por estradas até cidades de Mato Grosso. "Essa região não era reconhecida pelo estado. Até 1995, não tinha dinheiro aqui."
O único contato dos ribeirinhos com o mundo exterior era por meio dos "marreteiros", como eram chamados os atravessadores que vinham do Amazonas e passavam de barco pelas comunidades trocando mercadorias pela produção dos extrativistas. "Trabalhávamos o ano todo e no final sempre ficávamos devendo", recorda o extrativista Valterino Ferreira Santos, também morador da reserva.
Se era ruim com os marreteiros, a população viveu um tempo ainda pior quando eles pararam de aparecer. "Tínhamos a mercadoria, mas não tínhamos para quem vender", explicou Ailton. Quando o governo de Mato Grosso criou pontos de fiscalização no Rio Guariba para impedir o acesso dos marreteiros, a comunidade enfrentou problemas sérios. "Muitas famílias foram embora nessa época, foi difícil sobreviver aqui" contou Valterino, o Teca, lembrando que nesse período os que ficaram vendiam o que extraiam por preços muito baixos para atravessadores que apareciam ocasionalmente.
A situação começou a mudar em 2006 quando a comunidade passou a ter o apoio do Projeto Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras, que capacitou os extrativistas em boas práticas e prestou assessoria para a elaboração de projetos para captação de recursos e para a construção de parcerias comerciais mais justas. Depois de muito trabalho de conscientização sobre a importância de se organizarem, em 2010, foi criada a Associação de Moradores.
Atualmente, a mesma castanha que antes não trazia lucros, gera renda e melhora a qualidade de vida das famílias da região. Desde 2013, a associação firmou um contrato com a Conab, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Formação de Estoque que garante um empréstimo a juros baixos para a Amorar. Para a safra de 2015/2016, a associação recebeu R$ 200 mil.
(Fonte: 'Guardiões da Floresta', EBC, 2016, disponível em: http://www.ebc.com.br/especiais/guardioes-da-floresta)
CARACTERÍSTICAS GERAIS : É a única reserva extrativista estadual do estado do Mato Grosso, e também um dos últimos redutos de extrativismo tradicional. Não está alterada significativamente por atividades antrópicas e possui um dos maiores potenciais de extrativismo vegetal de todo o estado, e uma população que ali trabalha há mais de 5 anos.
NATUREZA : Seu bioma predominante é o Amazônico, com clima tropical quente sub-úmido circundado pelos rios Guariba e Roosevelt, os quais nascem no Planalto dos Parecis. Da fauna, destacam-se onças pintadas, antas, jacarés-açu, jaguatiricas, macacos-prego, tatus-peba, pacas, cutias, e aves como a andorinha, o gavião-tesoura, o macuco e a gaivota.
EXTRATIVISMO : As comunidades vivem da coleta da castanha, da borracha, da caça e da pesca. Há um sem número de espécies florísticas de valor comercial: breu, tarumã, castanha-do-brasil, bacuri, fava bolacha, genipapo, jatobá, seringueira, maçaranduba, andiroba, aroeira, sucupira, urucum, louro e barbatimão.
PROBLEMAS : Destaque para a extração ilegal de madeira e a caça predatória.
(fonte: Unidades de Conservação do Mato Grosso. Governo do Estado, FEMA/MT: 2002; Diagnóstico de Gestão Ambiental - MT, 2001; Site da FEMA, 2003).
Os principais problemas e ameaças são: caça, incêndio, erosão, extração de produtos agroflorestais (fonte: Diagnóstico de Gestão Ambiental - Mato Grosso - 2001).
Possui: Estudo Sócio - econômico realizado pelo GERA - Grupo de Estudo Rurais e Ambientais - UFMT e o Levantamento Cadastral e Fundiário, realizado pelo INTERMAT. (site FEMA fev 2003)
Não possui nenhum tipo de infra-estrutura gerencial e necessita demarcação (site FEMA fev 2003)
Contato
Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA/MTRua C, esquina com a Rua F - Centro Político Administrativo
CEP: 78050-970 - Cuiabá - MT