Floresta Nacional de Açu
Área
215,00ha.
Document area
Lei - 1175 - 10/08/1950
Jurisdição Legal
Outros
Ano de criação
1950
Grupo
Uso Sustentável
Instância responsável
Federal
Área
215,00ha.
Document area
Lei - 1175 - 10/08/1950
Jurisdição Legal
Outros
Ano de criação
1950
Grupo
Uso Sustentável
Instância responsável
Federal
Mapa
Municípios
Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características
Municípios - FLONA de Açu
| # | UF | Município | População (IBGE 2018) | População não urbana (IBGE 2010) | População urbana (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | Área da UC no município (ha) | Área da UC no município (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | RN | Açu | 56.496 | 13.665 | 42.831 | 130.344,20 | 219,42 |
|
100,00 % |
Ambiente
Gestão
- Órgão Gestor: (ICMBIO) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
- Tipo de Conselho: Consultivo
- Ano de criação : 2008
Documentos Jurídicos
Documentos Jurídicos - FLONA de Açu
Documentos de gestão - FLONA de Açu
| Tipo de plano | Ano de aprovação | Fase | Observação |
|---|---|---|---|
| Plano de manejo | 2019 | Aprovado | PORTARIA Nº 571, DE 7 DE OUTUBRO DE 2019 Aprova o Plano de Manejo da Floresta Nacional de Açu (Processo nº02070.004299/2018-19) |
Características
Histórico
Em 1950, foi criado no município de Açu, Estados do Rio Grande do Norte, um horto florestal, que foi alterado pela Portaria no 245, de 18 de julho de 2001, na Floresta Nacional (Flona) de Açu, tornando-se a primeira Flona do Rio Grande do Norte e a terceira da região Nordeste, criada a partir de um movimento da sociedade.
A Flona possui oficialmente uma área de 215 hectares, instituída pela Portaria No 245 de 18 de julho 2001. No entanto, desde 2002 quando a UC estava sob a gestão do IBAMA, uma ação compensatória ambiental propôs a ampliação em mais 217,268 ha. Devido a uma divergência entre as medidas coletadas em campo e as informações constantes na matrícula dessa área, a anexação não foi concluída.
A área de ampliação em questão, guarda um ambiente bastante conservado do Bioma Caatinga e está sob a gestão do ICMBio/Flona de Açu, com várias atividades como a proteção, pesquisa científica, recuperação ambiental e visitação. Cabe destacar que nesta área são realizadas inúmeras pesquisas de caráter nacional e internacional, como é o caso do projeto de Restauração Ecológica da Caatinga, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e reconhecido pela ONU com o título Dryland Champions. Trata-se de um experimento de larga escala montado em 5 ha da Flona, onde pesquisadores em parceria com a Universidade Técnica de Munique investigam o combate à desertificação no semiárido e as espécies arbóreas com maior potencial ecofisiológico para fixar carbono e restaurar áreas degradadas. Há ainda os estudos de comportamento social e ecologia do sagui-do-nordeste (Callithrix jacchus), realizados há cerca de 15 anos na Flona, também pela UFRN e acompanhado por técnicos do Canadá e Japão.
Os limites da Flona basicamente são linhas retas e secas, bastante visíveis quando observados em imagens orbitais. As confrontações são estabelecidas com cercas em sua maior parte, exceto ao norte cujo limite é pela margem úmida da Lagoa do Piató.
Objetivos
De acordo com o Plano de Manejo, "A Floresta Nacional de Açu, localizada no nordeste do Brasil, na bacia do Piancó Piranhas - Açu e margeada pela lagoa do Piató é fruto da mobilização social, tem papel relevante na proteção de espécies típicas e ameaçadas da biodiversidade da Caatinga, bem como no combate ao processo de desertificação do semiárido, contribuindo para a construção de conhecimento, uso público e atividades socioambientais."
Atrações
O período quente e chuvoso é marcado pela abundância e explosão da vida que surpreende com os vários tons de verde e outras cores, alegrando o povo que vive na caatinga. Já os meses de transição são caracterizados pela mudança na paisagem, quando as folhas caem e as cores mudam. No período mais e seco, vivenciará a resistência e a força da biodiversidade com sua vegetação adaptada, reluzindo algumas árvores verdes no emaranhado seco e cinza.
Características Ambientais
A Flona de Açu representa um importante remanescente de caatinga numa área de alta pressão antrópica. Apresenta diversas fitofisionomias, destacando-se a caatinga arbórea e carnaúbas que oferecem recursos para a fauna, além de contribuir para a regulação do microclima e manutenção da dinâmica hídrica local.
A Floresta Nacional de Açu conserva importantes matrizes florestais de espécies características da caatinga para coleta de sementes e produção de mudas, visando a restauração ecológica e o combate à desertificação no semiárido destacando-se o relevante experimento de restauração da caatinga no Brasil, gerando conhecimento de ponta no combate à desertificação.
Vegetação
Sua vegetação é predominantemente arbustivo-arbórea, com mais de 60 espécies lenhosas destacando-se: marmeleiro, jurema, catingueira, cumaru-da-caatinga, imburana, pereiro, ipê-roxo e angico. Nesta paisagem, sobressaem-se ainda, pelo porte e beleza, a palmeira carnaúba e o cacto facheiro.
Fauna
Entre as espécies de avifauna encontradas na Flona estão: nambu, asa branca, rolinha, galo de campina, canção e sabiá, assim como variados tipos de répteis: cobras e tejos, além dos mamíferos como peba, preá, veado campeiro e sagui do nordeste. A Flona abriga também animais noturnos como raposas, guaxinins, tatus, corujas e urutaus.
Relevo
Plano a levemente ondulado.
Hidrologia
O único corpo d'água da Flona de Açú encontra-se na porção distal da Unidade. Trata-se do Lago do Piató, uma lagoa de aproximadamente 18 km de comprimento e profundidade máxima de 10 m, a qual era abastecida pelas cheias máximas do rio Piranhas-Açú. Nos últimos anos o lago não tem tido contato com o rio, devido aos efeitos da construção de um grande reservatório. Isto pode implicar em profundas alterações dos parâmetros limnológicos do lago, que possui grande importância econômica e cultural para o município de Assu.
Pressões e Ameaças
De acordo com o Plano de Manejo (2019), a Flona apresenta uma característica marcante da pressão urbana principalmente na parte sul e sudeste da UC, o que ocasiona vetores negativos como lixo, invasões, caça e risco de incêndios que podem comprometer a integridade da biota. Além desses conflitos, a Flona é cortada por duas redes de energia elétrica.
Segundo o Plano de Manejo (2019), as atividades conflitantes na Flona e seu entorno são:
- Urbanização desordenada: poluição (lixo, esgoto e ruídos), conflitos de uso e invasões e especulação imobiliária, com desmatamento e fragmentação de habitats com consequente perda da biodiversidade.
- Energia: linhas de transmissão existentes na área interna da Flona e no entorno energia solar e eólica e canalizações de petróleo e gás.
- Agronegócio: projetos de irrigação com má gestão da água na fruticultura, aplicação indiscriminada de agrotóxicos no entorno da UC.
- Indústria cerâmica: poluição do ar e água e desmatamentos.
- Indústria salineira e carcinicultura: desmatamento de mangues, perda de biodiversidade e poluição.
Referências:
1. CNUC - Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Floresta Nacional de Açu. Disponível em: http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=82. Acesso em 24/01/2020.
2. ICMBio - Flona de Açu trabalha para elaborar Plano de Manejo. Disponível em: https://uc.socioambiental.org/noticia/192784. Acesso em 24/01/2020.
3. ICMBio - Floresta Nacional de Açu. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/caatinga/unidades-de-conservacao-caatinga/2124-flona-de-acu. Acesso em 24/01/2020.
4. ICMBio - Plano de Manejo da Floresta Nacional de Açu. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/4387_20200422_125110.pdf. Acesso em 24/01/2020.
ÁREA URBANA - BR 304
CEP: 59.650-000 - ASSU - RN
TEL: (84) 331-2030
ENDEREÇO: AV. SEN. JOÃO CÂMARA, S/N, CENTRO
Em 1950, foi criado no município de Açu, Estados do Rio Grande do Norte, um horto florestal, que foi alterado pela Portaria no 245, de 18 de julho de 2001, na Floresta Nacional (Flona) de Açu, tornando-se a primeira Flona do Rio Grande do Norte e a terceira da região Nordeste, criada a partir de um movimento da sociedade.
A Flona possui oficialmente uma área de 215 hectares, instituída pela Portaria No 245 de 18 de julho 2001. No entanto, desde 2002 quando a UC estava sob a gestão do IBAMA, uma ação compensatória ambiental propôs a ampliação em mais 217,268 ha. Devido a uma divergência entre as medidas coletadas em campo e as informações constantes na matrícula dessa área, a anexação não foi concluída.
A área de ampliação em questão, guarda um ambiente bastante conservado do Bioma Caatinga e está sob a gestão do ICMBio/Flona de Açu, com várias atividades como a proteção, pesquisa científica, recuperação ambiental e visitação. Cabe destacar que nesta área são realizadas inúmeras pesquisas de caráter nacional e internacional, como é o caso do projeto de Restauração Ecológica da Caatinga, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e reconhecido pela ONU com o título Dryland Champions. Trata-se de um experimento de larga escala montado em 5 ha da Flona, onde pesquisadores em parceria com a Universidade Técnica de Munique investigam o combate à desertificação no semiárido e as espécies arbóreas com maior potencial ecofisiológico para fixar carbono e restaurar áreas degradadas. Há ainda os estudos de comportamento social e ecologia do sagui-do-nordeste (Callithrix jacchus), realizados há cerca de 15 anos na Flona, também pela UFRN e acompanhado por técnicos do Canadá e Japão.
Os limites da Flona basicamente são linhas retas e secas, bastante visíveis quando observados em imagens orbitais. As confrontações são estabelecidas com cercas em sua maior parte, exceto ao norte cujo limite é pela margem úmida da Lagoa do Piató.
Objetivos
De acordo com o Plano de Manejo, "A Floresta Nacional de Açu, localizada no nordeste do Brasil, na bacia do Piancó Piranhas - Açu e margeada pela lagoa do Piató é fruto da mobilização social, tem papel relevante na proteção de espécies típicas e ameaçadas da biodiversidade da Caatinga, bem como no combate ao processo de desertificação do semiárido, contribuindo para a construção de conhecimento, uso público e atividades socioambientais."
Atrações
O período quente e chuvoso é marcado pela abundância e explosão da vida que surpreende com os vários tons de verde e outras cores, alegrando o povo que vive na caatinga. Já os meses de transição são caracterizados pela mudança na paisagem, quando as folhas caem e as cores mudam. No período mais e seco, vivenciará a resistência e a força da biodiversidade com sua vegetação adaptada, reluzindo algumas árvores verdes no emaranhado seco e cinza.
Características Ambientais
A Flona de Açu representa um importante remanescente de caatinga numa área de alta pressão antrópica. Apresenta diversas fitofisionomias, destacando-se a caatinga arbórea e carnaúbas que oferecem recursos para a fauna, além de contribuir para a regulação do microclima e manutenção da dinâmica hídrica local.
A Floresta Nacional de Açu conserva importantes matrizes florestais de espécies características da caatinga para coleta de sementes e produção de mudas, visando a restauração ecológica e o combate à desertificação no semiárido destacando-se o relevante experimento de restauração da caatinga no Brasil, gerando conhecimento de ponta no combate à desertificação.
Vegetação
Sua vegetação é predominantemente arbustivo-arbórea, com mais de 60 espécies lenhosas destacando-se: marmeleiro, jurema, catingueira, cumaru-da-caatinga, imburana, pereiro, ipê-roxo e angico. Nesta paisagem, sobressaem-se ainda, pelo porte e beleza, a palmeira carnaúba e o cacto facheiro.
Fauna
Entre as espécies de avifauna encontradas na Flona estão: nambu, asa branca, rolinha, galo de campina, canção e sabiá, assim como variados tipos de répteis: cobras e tejos, além dos mamíferos como peba, preá, veado campeiro e sagui do nordeste. A Flona abriga também animais noturnos como raposas, guaxinins, tatus, corujas e urutaus.
Relevo
Plano a levemente ondulado.
Hidrologia
O único corpo d'água da Flona de Açú encontra-se na porção distal da Unidade. Trata-se do Lago do Piató, uma lagoa de aproximadamente 18 km de comprimento e profundidade máxima de 10 m, a qual era abastecida pelas cheias máximas do rio Piranhas-Açú. Nos últimos anos o lago não tem tido contato com o rio, devido aos efeitos da construção de um grande reservatório. Isto pode implicar em profundas alterações dos parâmetros limnológicos do lago, que possui grande importância econômica e cultural para o município de Assu.
Pressões e Ameaças
De acordo com o Plano de Manejo (2019), a Flona apresenta uma característica marcante da pressão urbana principalmente na parte sul e sudeste da UC, o que ocasiona vetores negativos como lixo, invasões, caça e risco de incêndios que podem comprometer a integridade da biota. Além desses conflitos, a Flona é cortada por duas redes de energia elétrica.
Segundo o Plano de Manejo (2019), as atividades conflitantes na Flona e seu entorno são:
- Urbanização desordenada: poluição (lixo, esgoto e ruídos), conflitos de uso e invasões e especulação imobiliária, com desmatamento e fragmentação de habitats com consequente perda da biodiversidade.
- Energia: linhas de transmissão existentes na área interna da Flona e no entorno energia solar e eólica e canalizações de petróleo e gás.
- Agronegócio: projetos de irrigação com má gestão da água na fruticultura, aplicação indiscriminada de agrotóxicos no entorno da UC.
- Indústria cerâmica: poluição do ar e água e desmatamentos.
- Indústria salineira e carcinicultura: desmatamento de mangues, perda de biodiversidade e poluição.
Referências:
1. CNUC - Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Floresta Nacional de Açu. Disponível em: http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=82. Acesso em 24/01/2020.
2. ICMBio - Flona de Açu trabalha para elaborar Plano de Manejo. Disponível em: https://uc.socioambiental.org/noticia/192784. Acesso em 24/01/2020.
3. ICMBio - Floresta Nacional de Açu. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/caatinga/unidades-de-conservacao-caatinga/2124-flona-de-acu. Acesso em 24/01/2020.
4. ICMBio - Plano de Manejo da Floresta Nacional de Açu. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/4387_20200422_125110.pdf. Acesso em 24/01/2020.
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