O que é agrobiodiversidade?

Autoria: 
Juliana Santilli (Sócia-fundadora do ISA e promotora de justiça, do Ministério Público do DF) (2010)

O conceito de agrobiodiversidade reflete as dinâmicas e complexas relações entre as sociedades humanas, as plantas cultivadas e os ambientes em que convivem, repercutindo sobre as políticas de conservação dos ecossistemas cultivados, de promoção da segurança alimentar e nutricional das populações humanas, de inclusão social e de desenvolvimento local sustentável.

A biodiversidade ou diversidade biológica – a diversidade de formas de vida – encobre três níveis de variabilidade: a diversidade de espécies, a diversidade genética (a variabilidade dentro do conjunto de indivíduos da mesma espécie) e a diversidade ecológica, que se refere aos diferentes ecossistemas e paisagens. Isso ocorre também em relação à agrobiodiversidade, que inclui a diversidade de espécies (por exemplo, espécies diferentes de plantas cultivadas, como o milho, o arroz, a abóbora, o tomate etc.), a diversidade genética (por exemplo, variedades diferentes de milho, feijão etc.) e a diversidade de ecosssistemas agrícolas ou cultivados (por exemplo, os sistemas agrícolas tradicionais de queima e pousio, também chamados de coivara ou itinerantes, os sistemas agroflorestais, os cultivos em terraços e em terrenos inundados etc.). Os agroecossistemas são áreas de paisagem natural transformadas pelo homem com o fim de produzir alimento, fibras e outras matérias-primas1 . Uma das características dos agroecossistemas é a predominância de espécies de interesse humano e uma organização espacial que estrutura e facilita o trabalho de produção, segundo Kátia Marzall2.


Realizada no Vale Ribeira (SP), a Feira de Troca de Sementes e Mudas incentiva troca de etnovariedades agrícolas, fortalecendo a envolvimento comunitário, conservação da biodiversidade e a segurança alimentar. 2009  / Silvia Futada

A agrobiodiversidade, ou diversidade agrícola, constitui uma parte importante da biodiversidade e engloba todos os elementos que interagem na produção agrícola: os espaços cultivados ou utilizados para criação de animais domésticos, as espécies direta ou indiretamente manejadas, como as cultivadas e seus parentes silvestres, as ervas daninhas, os parasitas, as pestes, os polinizadores, os predadores, os simbiontes3  (organismos que fazem parte de uma simbiose, ou seja, que vivem com outros) etc., e a diversidade genética a eles associada (também chamada de diversidade intraespecífica, ou seja, dentro de uma mesma espécie). A diversidade de espécies é chamada de diversidade interespecífica.

A Convenção sobre Diversidade Biológica não contém uma definição de agrobiodiversidade, mas, segundo a Decisão V/5, a agrobiodiversidade é um termo amplo que inclui todos os componentes da biodiversidade que têm relevância para a agricultura e a alimentação, e todos os componentes da biodiversidade que constituem os agroecossistemas: a variedade e a variabilidade de animais, plantas e micro-organismos, nos níveis genético, de espécies e de ecossistemas, necessários para sustentar as funções-chaves dos agroecossistemas, suas estruturas e processos. Portanto, os componentes da biodiversidade agrícola incluem: a diversidade vegetal, domesticada e silvestre (alguns autores excluem as plantas e os animais selvagens da definição de agrobiodiversidade por considerarem que, embora sejam importantes para os agricultores, não fazem parte dos sistemas agrícolas4); a diversidade de animais domésticos (das cerca de 50.000 espécies de mamíferos e aves conhecidos, aproximadamente quarenta foram domesticadas, e dessas espécies os agricultores desenvolveram cerca de 5.000 raças adaptadas a condições ambientais locais e a necessidades específicas); - a diversidade da fauna aquática (os peixes e outras espécies aquáticas são parte integrante de muitos sistemas agrícolas importantes); - a diversidade subterrânea (as raízes levam os nutrientes e a água até as plantas e estabilizam o solo); - a diversidade microbiana (os micro-organismos reciclam e disponibilizam muitos nutrientes necessários às plantas, entre outras funções) ; a diversidade de insetos (como abelhas e outros polinizadores), aranhas e outros artrópodes (gafanhotos, centopeias etc.), que agem muitas vezes como inimigos naturais de seres nocivos às plantas; a diversidade de ecossistemas5. Neste texto nos concentraremos sobretudo na diversidade de plantas cultivadas e de agroecossistemas, mais do que na diversidade de animais domésticos e de outros componentes da biodiversidade agrícola.

Embora os termos “agrobiodiversidade” e “agrodiversidade” sejam usados com frequência como sinônimos, há autores6 que sustentam que agrobiodiversidade e agrodiversidade têm significados diferentes. “Agrobiodiversidade”, um termo mais antigo e comum, seria usado para definir a diversidade biológica existente em ecossistemas cultivados. “Agrodiversidade” seria uma expressão mais abrangente, empregada para se referir “às muitas formas pelas quais os agricultores usam a diversidade natural do ambiente para a produção agrícola, incluindo não apenas as escolhas de espécies e variedades de plantas para o cultivo como também o manejo das terras, águas, e da biota como um todo7”.


PARNA do Araguaia (TO) - localiza-se em uma região onde a abundância de peixes torna a pesca uma importante atividade local. 1996  / ROBERTO LINSKER/www.terravirgem.com.br

Outra definição de “agrodiversidade” seria “a variedade resultante da interação entre os fatores que determinam os agroecossistemas: os recursos genéticos de plantas, os ambientes bióticos e abióticos e as práticas de manejo8. Utilizaremos o termo “agrobiodiversidade” por ser mais conhecido.

A agrobiodiversidade é essencialmente um produto da intervenção do homem sobre os ecossistemas: de sua inventividade e criatividade na interação com o ambiente natural. Os processos culturais, os conhecimentos, práticas e inovações agrícolas, desenvolvidos e compartilhados pelos agricultores, são um componente-chave da agrobiodiversidade. As práticas de manejo, cultivo e seleção de espécies, desenvolvidas pelos agricultores ao longo dos últimos 10.000 a 12.000 anos, foram responsáveis, em grande parte, pela enorme diversidade de plantas cultivadas e de agroecossistemas e, portanto, não se pode tratar a agrobiodiversidade dissociada dos contextos, processos e práticas culturais e socioeconômicas que a determinam e condicionam. Por isso, além da diversidade biológica, genética e ecológica, há autores que agregam um quarto nível de variabilidade: o dos sistemas socioeconômicos e culturais que geram e constroem a diversidade agrícola.

Para Harold Brookfield, a diversidade agrícola inclui a diversidade dos sistemas de propriedade das terras utilizadas para a agricultura, as diferenças entre os agricultores em relação ao acesso à terra, a distribuição espacial e o tamanho das propriedades rurais, as divisões de trabalho em função de idade e gênero e a cooperação no trabalho, a dependência dos agricultores de trabalhos externos às propriedade rurais, entre outras. Brookfield destaca que nenhum sistema agrícola pode ser compreendido sem a consideração das formas como as propriedades rurais se organizam e como as forças (sociais, econômicas e políticas) interagem para influenciar e moldar tal organização. Ele destaca a importância crucial do dinamismo da agrobiodiversidade, uma “colcha de retalhos em constante transformação, criada pelas relações entre as pessoas, as plantas e o ambiente, que estão sempre lidando com novos problemas e em busca de novos caminhos”. Segundo ainda Brookfield, o “dinamismo adaptativo” da agrobiodiversidade é a característica mais importante para a sua sobrevivência e para a recuperação do que já foi perdido. Afinal, os agricultores têm a capacidade de se adaptar tanto à adversidade como à oportunidade, e os processos de aprendizagem e experimentação são constantemente renovados9.

A diversidade resulta tanto de fatores naturais quanto culturais. Assim, há sociedades que adaptam variedades de arroz ao cultivo aquático, submerso em água, em regiões úmidas, e há outras que adaptam variedades de arroz ao cultivo em regiões secas. As diferentes variedades de milho podem ser usadas para se comer diretamente da espiga, para alimentar os animais, para fazer pipoca e farinha ou para a fermentação da cerveja. São usadas também para fins ornamentais (principalmente aquelas com pigmentos coloridos), medicinais ou religiosos. O agrônomo Jack Harlan conta que observava um agricultor etíope selecionar (para plantio no ano seguinte) as sementes das variedades de sorgo de espiga torta. Ao indagar-lhe a razão daquele procedimento, o agricultor etíope respondeu simplesmente: “Porque essas são mais fáceis de dependurar no telhado”10.

Outros agricultores selecionavam variedades de sorgo com sabor adocicado para mascar. Outras variedades de sorgo eram separadas para fazer pão e cerveja, e as variedades com fibras mais resistentes para fazer cestos e usar em construções. Uma mesma espécie pode ser usada para fins alimentícios ou como medicamento, e as diferentes partes de uma mesma planta podem também ter serventias diferentes. As plantas têm ainda usos em rituais e em cerimônias religiosas, e muitos nomes podem ser dados às variedades de uma mesma espécie. A diversidade agrícola pode também se expressar tanto em características perceptíveis pelo olhar humano, como variações de cor, forma, altura, tamanho e formato das folhas, quanto em variações genéticas, como resistência a secas, pestes e doenças, alto teor nutritivo etc., e a sua perda é difícil de ser avaliada e mensurada com exatidão. A extinção dos saberes, práticas e conhecimentos agrícolas é ainda mais difícil de ser avaliada e mensurada.

Mesmo que não se possa estimar exatamente a dimensão da perda, a diversidade agrícola está ameaçada, e ela constitui a base da sobrevivência das populações rurais, notadamente as de baixa renda. O Relatório sobre o Estado dos Recursos Genéticos de Plantas do Mundo, apresentado durante a 4ª Conferência Técnica Internacional sobre os Recursos Fitogenéticos, realizada em Leipzig, na Alemanha, de 17 a 23 de junho de 1996, foi um alerta importante para a grave erosão genética e cultural provocada pelos sistemas agrícolas modernos. O relatório11 foi a primeira avaliação global e sistemática do estado de conservação e uso dos recursos fitogenéticos existentes no planeta. Segundo o relatório, nos últimos cem anos, os agricultores perderam entre 90% e 95% de suas variedades agrícolas. Consta ainda do relatório que:

  1. Na Coreia do Sul, apenas um quarto das catorze variedades vegetais nativas cultivadas em jardins e hortas em 1985 continuavam a existir em 1993. Apenas 20% das variedades de milho que existiam no México nos anos 1930 ainda existem hoje.
  2. Nos Estados Unidos, 95% das variedades de repolho e 94% das variedades de ervilha, 81% das variedades de tomate deixaram de existir no último século. Das 7.098 variedades de maçã existentes entre 1804 e 1904 86% já não existem.
  3. Na China, das 10.000 variedades de trigo utilizadas em 1949 apenas mil ainda eram usadas nos anos 1970. Até os anos 1970, cerca de 5.000 variedades de arroz eram cultivadas na Índia, das quais apenas quinhentas continuam a existir, e entre dez e vinte variedades ocupam a maior parte do território indiano.

A perda da biodiversidade agrícola é causada sobretudo pela substituição das variedades locais e tradicionais, que se caracterizam por sua ampla variabilidade genética, pelas variedades “modernas”, de alto rendimento e estreita base genética. Segundo o referido relatório, essa é a principal causa de erosão genética (citado em 81% dos relatórios nacionais, apresentados pelos países). Desapareceram tanto espécies como as variedades cultivadas dessas espécies, e não só as espécies domesticadas pelo homem como também os seus parentes silvestres continuam a desaparecer, em virtude da rápida devastação dos ecossistemas naturais.


Curral de pesca na APA Arquipélago do Marajó (PA) 1995  / ROBERTO LINSKER/www.terravirgem.com.br

Em alguns casos, o desaparecimento de uma variedade pode não levar necessariamente à perda da diversidade genética, já que os seus genes podem existir também em outras variedades, mas as variedades representam, em si, uma combinação única de genes, com valor e utilidade também únicas. Estima-se ainda que a perda de uma planta pode causar o desaparecimento de quarenta tipos de animal e inseto, que dela dependem para sobreviver, além de combinações genéticas e moléculas únicas na natureza.12

A perda da diversidade de raças de animais domésticos também é extremamente preocupante, se considerarmos suas inúmeras utilidades para os homens: fornecem alimentos (carnes, ovos, leite, queijos etc.), vestimentas (algodão, lãs, peles etc.), transporte etc. Os animais são também usados em práticas esportivas e como cobaias para experiências científicas, em rituais religiosos, como alimentos para outros animais (iscas para pesca, por exemplo) etc. Tal como ocorre com as plantas, o uso dos animais varia em cada cultura. Em países como a China, Vietnã e Coreia, por exemplo, a carne de cachorro é usada para alimentação humana (existindo até mesmo a crença de que melhoraria o desempenho sexual). Na China, há cinco espécies de tartaruga que são criadas em fazendas, e vendidas em mercados regionais para alimentação humana e usos medicinais. Em Singapura, o escorpião-negro frito é degustado como saboroso petisco (as altas temperaturas em que é preparado neutralizam seu veneno); a carne de canguru é servida até mesmo em pizzarias na Austrália e as formigas (principalmente a içá e a saúva), as larvas da taquara e os marimbondos fazem parte do cardápio de alguns povos indígenas amazônicos. Na Argentina come-se churrasco de testículos de touro; na Bolívia, a carne de lhama é um prato típico; e é comum encontrar, nos restaurantes da Bolívia e da Colômbia, o porquinho-da-índia assado.

Segundo o Relatório sobre o Estado dos Recursos Genéticos Animais para Alimentação e Agricultura no Mundo, cerca de 20% das raças de vacas, cabras, porcos, cavalos e aves existentes no mundo estão ameaçadas de extinção, e nos últimos seis anos 62 raças de animais foram extintas, o que representa a perda de quase uma raça por mês. Esse relatório foi divulgado durante a 1ª Conferência Técnica Internacional sobre Recursos Genéticos Animais para Alimentação e Agricultura, realizada em Interlaken, na Suíça, de 3 a 7 de dezembro de 200713.

Há também estimativas de que, ao longo deste século, das 3.831 raças de bovinos, búfalos, cabras, porcos, carneiros, cavalos e burros existentes 16% se extinguiram e 15% se tornaram raras, e de que 617 raças de animais domésticos desapareceram desde 189214. Tanto a diversidade animal como a diversidade vegetal estão, portanto, ameaçadas.

Saiba Mais

Patrimônio cultural imaterial e sistema agrícola: o manejo da diversidade agrícola no médio Rio Negro (AM), por Laure Emperaire (IRD), Lúcia van Velthem (MPEG-MCT) e Ana Gita de Oliveira (IPHAN).

A cidade, um foco de diversidade agrícola no Rio Negro (Amazonas, Brasil)?. por Laure Emperaire (IRD) e Ludivine EloyI (IRD).

Agrobiodiversidade no Ministério do Meio Ambiente, acesse clicando aqui.

Agrobiodiversidade e Diversidade Cultural, Ministério do Meio Ambiente (2006).

Notas e Referências

  1. CONWAY, G. “The properties of agroecosystems.” Agricultural Systems, Barking Essex: Elsevier, v. 24, nº 2, p. 95-117, 1987.
  2.  MARZALL, K. “Fatores geradores da agrobiodiversidade – Influências socioculturais.” Revista Brasileira de Agroecologia, Porto Alegre: Associação Brasileira de Agroecologia, v. 2, n. 1, p. 237-240, fev. 2007b.
  3. QUALSET, C. O; McGUIRE, P.E. & WARBURTON, M.L. “Agrobiodiversity: key to agricultural productivity”. California Agriculture, Oakland: University of California, v. 49, p. 45-49, 1995.
  4. Wood, D.& LENNÉ, J. M. “Why agrodiversity?” In: wood, D. & Lenné, J.M (eds.). Agrobiodiversity: characterization, utilization and management. Wallingford, GB, Cabi Publishing, 1999. p. 1-13.
  5. CROMWELL, E. ; COOPER, D. & MULVANY, P.. “Defining agricultural biodiversity.” In: Centro Internacional de la Papa (CIP); Users´ Perspective With Agricultural Research and Development (UPWARD). Conservation and sustainable use of agricultural biodiversity: a sourcebook. 3 v. Manila: CIP-Upward, 2003. v. 1, cap. 1, p. 1-12.
  6. BROOKFIELD, H. & STOCKING, M .. “Agrodiversity: definition, description and design.” Global Environmental Change, Londres: Elsevier, v. 9, p. 77-80, 1999. 
  7. BROOKFIELD, H. & PADOCH, C.. “Appreciating agrodiversity: a look at the dynamism and diversity of Indigenous farming practices.” Environment, Farmington Hills, MI: Gale Group, v. 36, p. 8-11, 1994. 
  8. ALMEKINDERS, C. ; FRESCO, L. & STRUIK, P.. “The need to study and manage variation in agro-ecosystems.” Netherlands Journal of Agricultural Science, Den Haag: Royal Netherlands Society for Agricultural Ecosystems, v. 43, nº 2, p. 127-142, 1995.
  9. BROOKFIELD, H. 2001. Exploring agrodiversity. Nova York: Columbia University Press, . p. 21, 38, 41, 44 e 286. 
  10.  HARLAN, Jack R. The living fields: our agricultural heritage. Cambridge: Cambridge University Press, 1995, p. 164
  11. A elaboração do relatório envolveu 151 países, cerca de cinquenta organizações não governamentais, representantes do setor privado e especialistas. O relatório subsidiou a adoção da Declaração de Leipzig e do Plano Global de Ação para a Conservação e Utilização Sustentável dos Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura. O Brasil concluiu a elaboração do 2º Relatório Nacional sobre a Situação dos Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura em dezembro de 2008 (CD distribuído pela Embrapa).
  12. KLOPPENBURG, J. & KLEINMAN, D.. “Plant germplasm controversy: analyzing empirically the distribution of the world´s plant genetic resources.” BioScience. Washington: American Institute of Biological Sciences, v. 37, nº 3, p.190-198, 1987.
  13. Consultar: International Technical Conference on AnimaL Genetic Resources for Food and Agriculture, 3-7 sept. 2007, Interlaken, Suiça. The State of the World´s Animal Genetic Resources for Food and Agriculture. Roma: FAO, 2007. Schiere, Hans. Perda da diversidade de espécies e de raças de animais domésticos: um tema quase esquecido. In: BOEF, Walter S. de et al (org.). Biodiversidade e agricultores: fortalecendo o manejo comunitário. Porto Alegre: L & PM, 2007. p. 53-59; EMBRAPA. Animais do descobrimento: raças domésticas da história do Brasil. 2ª ed. Brasília: Embrapa, 2006; Steane, D. “Biodiversity in domesticated animals.” In: WOOD, D. & LENNÉ, J. M (eds.). Agrobiodiversity: characterization, utilization and management. Wallingford, GB: Cabi Publishing, 1999. p. 59-85; Anderson, Simon; Centonze, Roberta. “Property rights and the management of  animal genetic resources.” World Development, St. Louis, MO: Elsevier, v. 35, n. 9, p. 1529-1541, 2007; Ingrassia, Antonella; Manzella, Daniele & Martyniuk, Elzbieta. The legal framework for the management of animal genetic resources. Roma: FAO, 2005. (FAO Legislative Study, 89). Consultar também o v. 2, n. 4, de dez. 2005, da revista Agriculturas: experiências em Agroecologia, que trata de experiências de criação de pequenos animais e de sua importância para a produção de base familiar.
  14. THRUPP, L. A.. “The central role of agricultural biodiversity.” In: Centro Internacional de la Papa (CIP); Users’ Perspective With Agricultural Research and Development (UPWARD). Conservation and sustainable use of agricultural biodiversity: a sourcebook. 3 v. Manila: CIP-Upward, 2003. v. 1, cap. 3, p. 20-32.