Projeto corredores ecológicos

O Projeto Corredor Ecológico foi concebido no âmbito do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) como uma área extensa de grande importância ecológica, composto por ecossistemas prioritários para a conservação da biodiversidade, unidades de conservação, terras indígenas e áreas de interstício. O Projeto Corredores Ecológicos vem sendo construído dentro do MMA desde 1997 passando por um longo processo de elaboração.

Em 1993, no IBAMA, foi objeto de várias discussões, sendo que em 1995 uma equipe de consultores, contratada pelo Banco Mundial e liderada por Márcio Ayres e Gustavo Fonseca, apresentou uma primeira proposta sugerindo que fosse testada a implementação de corredores ecológicos. No processo de discussão dessas propostas, havia a busca por procedimentos além do financiamento da implementação de UCs por meio de planos de manejo, investimento em infra-estrutura e capacitação de pessoal. O Projeto propunha construir quadros econômicos, sociais e políticos sustentáveis para conservar a biodiversidade nos corredores. São objetivos principais do Projeto:

  1. Planejar a paisagem, integrando unidades de conservação, buscando conectá-las e, assim, promovendo a construção de corredores ecológicos na Mata Atlântica e a conservação daqueles já existentes na Amazônia;
  2. Demonstrar a efetiva viabilidade dos corredores ecológicos como uma ferramenta para a conservação da biodiversidade na Amazônia e Mata Atlântica;
  3. Promover a mudança de comportamento dos atores envolvidos, criar oportunidades de negócios e incentivos a atividades que promovam a conservação ambiental e o uso sustentável, agregando o viés ambiental aos projetos de desenvolvimento.

Devido à característica de ser uma unidade territorial de grande extensão, com multiplicidade e heterogeneidade de cobertura vegetal e usos e ocupações do solo, o corredor ecológico é intimamente dependente da mobilização, envolvimento e ações integradas dos diversos setores: governo, empresas e sociedade civil. Assim, o Projeto Corredores Ecológicos busca uma abordagem abrangente, descentralizada e participativa, permitindo que governo e sociedade civil compartilhem a responsabilidade pela conservação da biodiversidade, podendo planejar, juntos, a utilização dos recursos naturais e do solo; envolvendo e sensibilizando instituições e pessoas, criando parceiras em diversos níveis: federal, estadual, municipal, setor privado, sociedade civil organizada e moradores de entorno das áreas protegidas.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente - Projeto Corredores Ecológicos. Acesso em novembro de 2014. Disponível clicando aqui