Estação Ecológica de Caracaraí
Área
80.560,00ha.
Document area
Decreto - 87.222 - 31/05/1982
Legal Jurisdiction
Amazônia Legal
Año de creación
1982
Grupo
Proteção Integral
Responsible instance
Federal
Mapa
Municipios
Municipio(s) en que incide(n) la Unidad de Conservación y algunas de sus características
Municipios - ESEC de Caracaraí
| # | UF | Municipality | Población (IBGE 2018) | Población no urbana (IBGE 2010) | Población urbana (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | Área de la UC en municipio (ha) | Área de la UC en municipio (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | RR | Caracaraí | 20.957 | 9.844 | 11.113 | 4.738.531,70 | 84.645,32 |
|
100,00 % |
Ambiente
Gestión
- Management Agency: (ICMBIO) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
- Clase del consejo:
- Year of creation:
Documentos jurídicos
Documentos jurídicos - ESEC de Caracaraí
Documento de gestión - ESEC de Caracaraí
| Tipo de plano | Año de aprobación | Estágio | Observación |
|---|
Características
Histórico
Criada em 1982 a Estação Ecológica de Caracaraí é uma unidade de conservação de proteção integral que abrange uma área de 80.560 ha, com o objetivo preservar bancos genéticos da fauna e flora, bem como os recursos hídricos alí existentes, visto que é um lugar onde há grande frequência de inundações.
A criação da unidade de conservação partiu do interesse do Dr. Paulo Nogueira Neto, ex- secretário do meio ambiente do governo federal, que sobrevoou a região por inúmeras vezes e acordou com a prefeitura de Caracaraí os limites da UC (NOGUEIRA-NETO, 1991). A prefeitura, com a intenção de evitar invasões na região e promover o abastecimento e expansão da cidade, destinaria parte da área da ESEC, ainda sem seus limites definidos, para o loteamento de pequenas chácaras (NOGUEIRA-NETO, 1991). Contudo, a condição para que a SEMA entregasse a parte da área da ESEC à prefeitura seria que ela a compensasse com outra área próxima (NOGUEIRA-NETO, 1991). Assim, com a área recebida pela prefeitura foi criada a ESEC de Niquiá em 1985 e a ESEC de Caracaraí teve seus limites estabelecidos em 1982.
O nome da Estação deve-se ao município de Caracaraí, que na língua indígena significa "pequeno gavião", o qual ocorria na região em grande quantidade (IBGE, 2015).
A ESEC, com mais de trinta anos de criação, não possui plano de manejo e conselho gestor até abril de 2015.
Localização
Localizada no município de Caracaraí, região central do estado de Roraima, a unidade de conservação faz contato em sua porção sudeste com o PARNA do Viruá, porção sudoeste com a ESEC de Niquiá e oeste com a Terra Indígena Yanomami.
O acesso à unidade é feito através da BR-174, de Boa Vista até Caracaraí, percorrendo-se aproximadamente 180 km e através dos rios Branco, Ajarani e demais cursos d´água.
Questão Fundiária
A ESEC apresenta problemas fundiários com relação aos assentamentos que estão dentro de seus limites; ao interesse por parte da prefeitura municipal de Caracaraí para a expansão da cidade; e ao interesse do exército que demanda a área para a realização de treinamentos (*).
Aspectos Naturais
Inserida completamente no bioma amazônico e na bacia do Rio Negro a unidade de conservação apresenta no inverno uma rica rede de drenagem, sendo o igarapé Água Boa o principal curso d'água, que corta a ESEC transversalmente no sentido norte-sul. Há duas estações climáticas bem definidas, com o inverno úmido (abril a outubro) e o verão seco (novembro a março). Possui o relevo plano e suas fitofisionomias são Campinarana, Contato Campinarana-Floresta Ombrófila e Contato Floresta Ombrófila-Floresta Estacional. A vegetação característica é de árvores altas, troncos finos e copas pouco desenvolvidas, sendo a sorva (Malouetia dukei), a balata (Manilkara bidentata), a sumaúma (Ceiba pentandra), o buriti (Mauritia flexuosa), a buritirana (Mauritiela Aculeata), o açaí (Euterpe sp.) e algumas orquídeas e bromélias espécies predominantes da região (MMA, 2015). Com relação à fauna, a unidade apresenta o macaco-aranha (Ateles belzebuth) como espécie ameaçada de extinção (ICMBio, 2015).
Pressões e Ameaças
Entre as pressões e ameaças que incidem sobre a UC há desmatamento desordenado, extração de madeira, implementação de pastagem, ocupação urbana do entorno e mineração. Com relação à ocupação no entorno da UC, existem os assentamentos: vicinal 2 do Ajarani, que se encontra com muitas áreas abandonadas e pouca atividade agropastoril; vicinais 1 e 2 do assentamento Água Boa, onde, apesar do maior número de famílias, os moradores têm uma relação amistosa com a UC, sendo as principais atividades realizadas - extração de madeira, em especial a Itaúba, caça, pesca e lazer desordenado no igarapé Água Boa (Plano de Prevenção e combate aos Incêndios Florestais da Estação Ecológica de Caracaraí, 2006).
Referências
IBGE. Cidades - Roraima - Caracaraí. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?lang=&codmun=140020&search=|caracarai. Acessado em: agosto de 2015.
ICMBio. ESEC de Caracaraí. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br/portal/biodiversidade/unidades-de-conservacao/biomas-brasileiros/amazonia/unidades-de-conservacao-amazonia/1910-esec-de-caracarai.html. Acessado em: abril de 2015.
MMA. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Relatório parametrizado da Estação Ecológica de Niquiá. Disponível em: http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=60. Acessado em julho de 2015.
NOGUEIRA-NETO; Paulo. Estação Ecológica de Caracaraí-Niquiá. Estações Ecológicas: uma saga de ecologia e política ambiental, Empresa das Artes, São Paulo, 101p., 1991.
Plano de Prevenção e combate aos Incêndios Florestais da Estação Ecológica de Caracaraí. Ibama e Centro de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais - Prevfogo, Caracaraí, Roraima, 2006.
(*) Fonte: Comunicação equipe ISA com Giovanna Palazzi, funcionária do Parque Nacional da Serra da Mocidade, em 14/11/2003.
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