Parque Estadual do Cantão
Area
90,017.89ha.
Document area
Lei - 1.319 - 04/04/2002
Legal Jurisdiction
Amazônia Legal
Year created
1998
Group
Proteção Integral
Responsible instance
Estadual
Map
Municipalities
Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características
Municipalities - PES do Cantão
| # | UF | Municipality | Population (IBGE 2018) | Non-urban population (IBGE 2010) | Urban population (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | CA area in the municipality (ha) | CA area in the municipality (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | TO | Pium | 7,128 | 3,324 | 3,804 | 1,000,354.90 | 89,719.79 |
|
100.00 % |
Environment
Management
- Management Agency: (Naturatins) Instituto Natureza do Tocantins
- Type of council: Deliberativo
- Year of creation: 1998
Juridical Documents
Juridical Documents - PES do Cantão
Management documents - PES do Cantão
| Plan type | Approval year | Phase | Observation |
|---|---|---|---|
| Plano de manejo | 2005 | Aprovado | FONTE: Ofício resposta após questionamento em virtude de publicação conjunta ISA/IMAZON (ago/2010) Possui Plano de Manejo para uso interno do NATURATINS. (http://www.to.gov.br/seagro/conteudo.php?id=146) |
| Plano de uso público | 2004 | Implementado | FONTE: Ofício resposta após questionamento em virtude de publicação conjunta ISA/IMAZON (ago/2010) |
| Plano de manejo | 2016 | Aprovado | Ver situação jurídica. |
Principais Ameaças
Desmatamento na Amazônia Legal
Este tema apresenta a análise dos dados de desmatamento produzidos pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que mapeia somente áreas florestadas da Amazônia Legal. Os dados do Prodes não incluem as áreas de cerrado que ocorrem em muitas Unidades de Conservação no bioma Amazônia.
Focos de calor
Área de abrangência do ponto: um foco indica a possibilidade de fogo em um elemento de resolução da imagem (pixel), que varia de 1 km x 1 km até 5 km x 4 km. Neste pixel pode haver uma ou várias queimadas distintas, mas a indicação será de um único foco. Se uma queimada for muito extensa, será detectada em alguns pixeis vizinhos, ou seja, vários focos estarão associados a uma única grande queimada.
Total identificado de desmatamento acumulado até 2021: 2211 hectares
Characteristics
A flora inclui espécies típicas do Cerrado, da Amazônia e de habitats ribeirinhos, e é provável que o Parque abrigue as maiores populações intactas das espécies típicas dos varjões e florestas sazonalmente inundáveis do Araguaia. As espécies de flora que exibem adaptações especiais para suportar as enchentes são as mais comuns. A floresta sazonalmente alagada é uma comunidade natural única do Cantão, com quase toda sua extensão dentro dos limites do Parque.
Espécie endêmica da fauna: chororó-do-bananal (Cercomacra ferdinandi) e o joão-do-araguaia (Synallaxis simoni)
O Cantão é uma ampla planície aluvial . O Rio do Coco provavelmente foi formado pelos meandros do Rio Javaés, em um processo que formou um delta interior entremeado de lagos e canais abandonados. Furos entre o Araguaia e o Coco formam-se e assoreiam-se em ciclos, e nesse processo deixam um padrão complexo de diques marginais e praias de areia.
O solo é composto em sua maioria de areias quartzosas, sedimentos depositados pelos Rios Javaés e Araguaia.
Quando sobem as águas, a maior parte do Parque fica inundada durante um período de 2 a 6 meses, deixando de fora apenas os terrenos mais altos. As cheias excepcionais são o escultor da planície do Cantão, mudando os cursos de água e formando diques na margem exterior e praias na margem interior, das curvas dos rios e canais. Os furos ou canais abandonados passam por um processo de assoreamento que resulta em sua fragmentação deixando uma série de lagoas conectadas por canais menores chamados "esgotos". Na seca, quase não chove e as lagoas profundas ficam isoladas, mas sempre retém água e as lagoas rasas chegam a secar de junho a setembro.
Infra-estrutura: guarita, centro de visitantes, portaria, mirante, alojamento, estacionamento, residência de funcionários, atracadouro, veículos leves, de tração, pesados, embarcação e energia de rede.
(Fonte: Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. www.mma.gov.br. Última atualização: 13/07/2007. Acesso em: 28/04/2010).
No período das chuvas, as cheias conectam os lagos, formando um só corpo d'água. Estes lagos são verdadeiros berçários para peixes, tartarugas e jacarés. A biodiversidade do Parque é riquíssima e abriga uma enorme quantidade de aves. No levantamento feito por ocasião da Avaliação Ecológica Rápida, em 1999, segundo o ornitólogo Dante Buzzetti, foram registradas 317 espécies, das quais 33 endêmicas, com a predominância de espécies do bioma Amazônia (26 espécies) em relação à endêmicas do bioma Cerrado (5 espécies). Duas espécies são endêmicas da Bacia do Araguaia: chororó-de-Goiás (Cercomacra ferdinandi ) e joão-do-araguaia ( Synallaxis simoni). Também possui uma população expressiva de onça pintada (Panthera onca).
O Parque desenvolve atividades citadas em seu Plano de Manejo que podem ser feitas em harmonia com a natureza, tais como:
- Pesquisa científica;
- Acampamento e recreação na temporada de praias;
- Trilhas monitoradas.
O Parque possui o Programa de Educação Ambiental, onde são desenvolvidas diversas atividades como palestras, cursos de capacitação, oficinas, mostras de vídeo, trilhas monitoradas, campanhas de sensibilização e orientação.
O público alvo para o programa de educação ambiental são professores, alunos e a comunidade em geral.
O Parque também tem um Plano de Uso Público que tem por objetivo trabalhar as questões relacionadas à questão do turismo, principalmente durante os meses de temporada, entre junho e agosto. O programa também desenvolve atividades de recreação e orientação aos turistas e moradores locais que freqüentam as praias.
(Fonte: Secretaria do Planejamento (TO) - www.seplan.to.gov.br - Acesso: set/2005).
Antes da criação do Estado do Tocantins, em 1989, as terras ao norte do Estado de Goiás eram uma das regiões mais desconhecidas do Brasil. Com a realização de pesquisas e levantamentos pioneiros cobrindo detalhadamente o novo Estado do Tocantins, descortinam-se pela primeira vez cenários naturais de inigualável beleza no território brasileiro, com especial destaque para a região amazônica ao norte da Ilha do Bananal, às margens do Rio Araguaia, denominada Cantão.
Os primeiros estudos ecológicos realizados recentemente revelaram no Cantão uma luxuriante Floresta Amazônica, com uma enorme diversidade paisagística e biológica. Essa biodiversidade se deve à presença, no Cantão, de grandes áreas de transição entre os ecossistemas do Cerrado, do Pantanal e da Amazônia. A combinação entre esses ecossistemas, além de abrigar espécies características dos três, cria um ambiente peculiar, propício ao endemismo, ou seja, à existência de espécies unicamente encontradas nas zonas de transição do Cantão.
Os 89.000 hectares do Parque Estadual do Cantão abrigam um dos grandes espetáculos da Amazônia. Em suas ilhas, lagoas, canais e matas alagadas de várzea, encontram-se animais e plantas da Floresta Amazônica, do Cerrado e dos Pantanais do Araguaia, numa exuberância ímpar. Onças-pintadas, ariranhas e macacos ocorrem em grandes densidades. Mais de 500 espécies de aves podem ser avistadas no Parque e seu entorno. Botos, jacarés e tartarugas são presença constante nos canais e nas praias do Parque Estadual do Cantão. Em suas 833 lagoas e lagos concentram-se peixes da bacia do Araguaia, proporcionando uma experiência espetacular para o pescador esportivo. Uma ampla rede de canais naturais, onde a floresta e os animais podem ser vistos com intimidade, torna a região um paraíso para o ecoturismo. Tudo entre a amplidão do Rio Araguaia - com suas praias, ilhas e as cores de seu exuberante pôr-do-sol - e a majestade da floresta de Igapó do Cantão, uma das mais belas da Amazônia.
Na estação seca, entre junho e setembro, as águas dos rios baixam e revelam amplas praias de areia branca e fina, onde tartarugas, gaivotas, talha-mares e outras aves aquáticas fazem seus ninhos. Bandos de colhereiros sobrevoam a imensidão do Rio Araguaia. Jaburus, garças e diversas aves aquáticas disputam com jacarés e onças o banquete de peixes oferecido pelas lagoas e lagos mais rasos. Nessa época, grandes cardumes de corvinas e fiudalgos transitam pelos canais entre as ilhas do Araguaia. No interior das florestas do Cantão, o grito do acauã ecoa pelas copadas que ultrapassam os trinta metros de altura. Sob a sombra das grandes árvores, o chão, livre de cipós e arbustos, dá acesso fácil aos inúmeros canais e lagos do parque. Tucunarés, pirararas, pacús, piranhas e outros peixes concentram-se nos grandes lagos isolados no meio da floresta durante a seca. Pirarucús de grande porte e famílias de ariranhas aproveitam a pujança dos lagos nesta estação. As onças, predadoras supremas do Parque, ali capturam com facilidade peixes, tartarugas e jacarés.
As chuvas têm início em outubro e as águas começam a subir. Os rios que cortam o parque transbordam seus leitos, inundando a floresta. Os lagos se ligam aos rios e o Cantão vira um grande pantanal de florestas inundadas. Nessa época, torna-se possível penetrar de barco pelo interior da floresta, e apreciar uma das grandes maravilhas da Amazônia: a migração de peixes de toda a bacia do Araguaia para alimentar-se dos frutos despejados das árvores sobre as águas. Entre os grandes troncos submersos, tucunarés, ariranhas e botos vermelhos perseguem os cardumes de pacús e piranhas que se congregam sob as árvores que frutificam.
Na época das cheias as aves da floresta fazem seus ninhos e criam seus filhotes. Ninhos de inúmeras espécies podem ser vistos com facilidade nas margens de rios e no interior dos igapós, muitas vezes a poucos palmos acima da água que os rodeia e protege dos predadores. No topo das árvores, bandos de macacos e quatis são facilmente avistados, alimentando-se dos frutos abundantes. As inúmeras pequenas criaturas da floresta sobem nos troncos das árvores para escapar das águas, atentadas ao primeiro sinal do gavião de penacho, com suas garras possantes, capaz de capturar até mesmo um veado-mateiro.
É um ecossistema único, uma vasta planície no coração do Brasil, no ponto exato onde o rio e floresta, pantanal, cerrado e Amazônia se encontram e se mesclam, regidos pelo grande ciclo anual das enchentes. Recém descoberto, e agora pela primeira vez objeto de estudo de manejo, em breve o Parque Estadual do Cantão estará aberto à visitação pública, aliando a conservação e o ecoturismo para a proteção dessa jóia rara, patrimônio natural do Tocantins e do Brasil.
Planejamento do Parque - Em 1998, por iniciativa do Governo, foi criado o Parque Estadual do Cantão, estendendo proteção legal a aproximadamente 90.000 hectares de mata virgem, várzeas, rios e lagos na área mais rica e preservada do Araguaia, cujos objetivos essenciais são:
- conservar uma amostra representativa e ecologicamente viável da fauna, flora e das comunidades naturais da região do Cantão;
- fomentar o desenvolvimento do ecoturismo na região através de um programa de uso público.
Imediatamente após sua criação, o Parque Estadual do Cantão foi dotado de equipamentos para monitoramento, fiscalização e pesquisa, voltados para a proteção da área.
(Fonte: Governo do Estado do Tocantins do site: www.ambientebrasil.com.br - agosto 2007).
Veja mais: http://www.gesto.to.gov.br/uc/45/fotos/
Contact
Gestor da UC: DENY CÉSAR MOREIRA (DOE 26/08/2013)Endereço da sede do Parque Estadual do Cantão, Agência Regional de Caseara - Naturatins:
Avenida Trajano de Almeida, Qd 41 LT 02 - Centro
CEP: 77.680-000 - Caseara - TO
Tel: (63) 379-1127
E-mail: NATURATO@zaz.com.br
Instituto Natureza do Tocantins - Naturantins
AANE 40 QI 02 Lote 03 Alameda 01
CEP: 77.054-040 - Palmas - TO
Tel: (63) 3218-2600 / 3218-2678
E-mail: naturato@terra.com.br; ucstocantins@naturatins.to.gov.br
Presidente: Isaac Brás da Cunha
Gerente do Parque: MARCOS VINICIUS PORTO SOUZA LEÃO, a partir do dia 14 de maio de 2012.