Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins

Área 32.152,00ha.
Jurisdição Legal Amazônia Legal
Ano de criação 2000
Grupo Proteção Integral
Instância responsável Estadual
Documento Lei - 1.179 - 04/10/2000

Mapa

Municípios

Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Municípios - MONAT das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins

# UF Município População (IBGE 2018) População não urbana (IBGE 2010) População urbana (IBGE 2010) Área do Município (ha) (IBGE 2017) Área da UC no município (ha) Área da UC no município (%)
1 TO Filadélfia 8.837 2.967 5.538 198.808,10 32.742,45
100,00 %

Ambiente

Fitofisionomia

Fitofisionomia (cursos d'água excluídos) % na UC
Contato Savana-Floresta Estacional 36,10
Savana 63,90

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Tocantins 100,00

Biomas

Bioma % na UC
Cerrado 100,00

Gestão

  • Órgão Gestor: (Naturatins) Instituto Natureza do Tocantins
  • Tipo de Conselho: Consultivo
  • Ano de criação : 2012

Documentos Jurídicos

Documentos Jurídicos - MONAT das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de Publicação Observação Download
Portaria 129 Conselho 29/05/2012 31/05/2012 Dispõe sobre a instalação e composição do Conselho Consultivo do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas.  
Portaria 86 Conselho - regimento interno 02/03/2016 04/03/2016 Renova a composição do Conselho Consultivo do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Tocantins - MNAFTO.  
Portaria 110 Instrumento de gestão - plano de manejo 29/03/2006 03/04/2006 Aprova o Plano de Manejo do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas.  
Lei 1.179 Criação 04/10/2000 05/10/2000 Fica criado o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins, na área de 32.152,0000 hectares de terra localizada no Município de Filadélfia. Cria o Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins para proteger e conservar as diversidades biológicas e paleontológicas existentes no local. Fica criado o Conselho Consultivo do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas com a finalidade de auxiliar o NATURATINS e a Secretaria da Cultura na gestão das atividades afetas à Unidade de Conservação de Proteção Integral de que trata esta Lei. (data de publicação do D.O. não conhecida)  
Lei Alteração de limites 29/12/2009 30/12/2009 Reduz a área do Monat para 32067,10 hectares. (informações do Governo do Estado do Tocantins disponível em http://gesto.to.gov.br/uc/44/) Data de publicação do D.O. não conhecida. -

Documentos de gestão - MONAT das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins

Tipo de plano Ano de aprovação Fase Observação
Plano de manejo 2006 Aprovado Ver situação jurídica.

Sobreposições

Não existem sobreposições desta Unidade de Conservação com outras Áreas Protegidas.

Principais Ameaças

Não há informações cadastradas sobre o tema "Pressões e Ameaças".

Características

O Monumento Natural das Árvores Fossilizadas está situado no município de Filadélfia; esta Unidade de Conservação de uso integral possui 31.758 hectares. Foi criado pela Lei Estadual n 1.179, de outubro de 2000, com o objetivo de preservar o patrimônio fossilífero presente na área. É uma UC de caráter especial pelo fato de ser uma Unidade de Proteção Integral e ter como objetivo básico a preservação de lugares singulares, raros e de grande beleza da paisagem (SNUC, Art. 12). Mesmo assim, é permitido o suo controlado em suas áreas, e mesmo da permanência de propriedades particulares em seu interior desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais.
O Monumento Natural das Árvores Fossilizadas tem este nome em função da existência de sítios paleontológicos e arqueológicos onde são encontrados os fósseis de árvores como pteridófitas, esfenófitas, coníferas e cicadácias. Ele é também conhecido como Parque das Árvores Petrificadas, cujos fósseis são chamados de Pedras de Pau pela comunidade local.
As rochas do Monumento e de seus arredores são portadoras de notável e abundante material fossilífero, essencialmente, representado por restos de plantas ainda pobremente estudados. Tais fósseis constituem uma peça-chave do patrimônio científico mundial, tendo enorme importância para estudiosos que investigam florestas, o clima e a ecologia planetária do período Permiano.
Entre os elementos paleobotânicos do Monumento, destacam-se samambaias arborescentes. Estas, no Neopaleozóico, distribuíram-se largamente pela Terra em meio às comunidades de plantas higrófilas de terras baixas, exibindo uma notável diversidade de padrões morfológicos, anatômicos, ecológicos e de crescimento.
A localização geográfica do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas confere a ele grande importância, pois está inserido em uma área considerada prioritária para a conservação de vários grupos animais, como répteis e anfíbios.
Esta UC, com espaços naturais ainda significativos, desempenha um importante papel como um corredor de dispersão da fauna terrestre, além de abranger notável diversidade de formações vegetacionais, como o cerradão, o campo cerrado, além das matas de galerias que margeiam os cursos d'Água e enclaves de florestas de afinidades amazônicas e matas secas, com uma seqüência contínua de interfaces e gradientes ambientais.
(Fonte: www.areasprotegidas.to.gov.br. Acesso em: 28/04/2010).

Seu objetivo principal é proteger uma raridade da paleobotânica: árvores fossilizadas. Resistindo à depredação, ao abandono das autoridades e ao descaso dos próprios moradores, este local encravado no interior do Estado abriga informações sobre uma das mais importantes transformações geológicas.
Acredita-se que a petrificação dessas árvores data do período triásico da era mesozóica, há 180 a 225 milhões de anos. Não é necessário escavar ou fazer grande esforço para localizar um ou outro exemplar. A erosão superficial ocorrida acabou resultando em afloramentos, deixando expostos pedaços de troncos de árvores em meio ao cerrado e nas pastagens das propriedades abrangidas pelo Monumento.
(Fonte: Secretaria do Planejamento (TO) - www.seplan.to.gov.br - Acesso: set/2005).

Objetivo da UC: Proteger e conservar as diversidades biológicas e paleontológicas existentes no local. A vegetação predominante na região é o cerrado, variando de fisionomias mais abertas como o campo sujo, passando por cerrado sentido restrito até cerrado denso e cerradão. Os elementos arbóreos de destaque são: Byrsonima subterranea (murici), Curatella americana (Lixeira), Hymenaea stigonocarpa (jatobá), Qualea grandiflora (pau-terra), Caryocar coriaceum (pequi), Tabebuia sp. (ipês), Copaifera langsdorfii (copaíba), Anadenanthera spp.(angico), Sponidas lútea (cajá), entre outras.
Espécie endêmica: Lycalopex vetulus (raposinha)
Relevo: Está inserido nos domínios das Bacias Sedimentares Paleo-Mesozóicas (bacias cratônicas e intracratônicas) e Meso-Cenozóicas, e Azonal das Áreas Fluviais. Superfícies planas em níveis altimétricos diferentes e interrompidas por escarpas erosivas. Os efeitos de mudanças climáticas e fases de pediplanação foram responsáveis pela redução da área de Chapadas, cujo os testemunhos correspondem aos morros: da Espia, do Arthur, Fino, Caititu do Lontra e da Mangabeira.
Solos: Argissolos vermelhos-amarelos, Chernossolos Argilúvicos, Neossolos Litólicos e Neossolos Quartzarênicos.
Geologia: As rochas sedimentares do MONAT pertencem à Bacia Sedimentar do Parnaíba e foram ali acumuladas por volta de 295 a 245 milhões de anos (Eopermiano a Eotriássico). Os sedimentos das formações Pedra de Fogo e Motuca são permianas e a Sambaíba é eotriássica. A formação Pedra de Fogo é notável série de camadas se sílex oolítico, pisolítico e concrecionado, contendo aglomerados de fragmentos angulosos de formações contemporâneas e grandes troncos de madeira estratificada.
Hidrologia: As sub-bacias que abrangem o MONAT são caracterizadas pelos seguintes córregos: Lajinha, Mamoeiro, Maraja, Mutum, Olho de Prata, Salobro, Serra Torre de Lua e Sussupara, os ribeirões Balsinha, Cana-brava,Arraias e Grotão, e os rios Amaro, Corrente, João Alves, Pirarucu e Tocantins.
(Fonte: Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. www.mma.gov.br. Última atualização: 13/07/2007. Acesso em: 28/04/2010).

Contato

Gestor da UC: JULIANA ALMEIDA CALMON VASCONCELOS (DOE 26/08/2013)


Instituto Natureza do Tocantins - Naturantins
AANE 40 QI 02 Lote 03 Alameda 01
CEP: 77.054-040 - Palmas - TO
Tel: (63) 3218-2600 / 3218-2678
E-mail: naturato@terra.com.br; ucstocantins@naturatins.to.gov.br
Presidente: Isaac Brás da Cunha

Notícias

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