Estação Ecológica do Jari

Área 227.126,00ha.
Document area Decreto - 89.440 - 13/03/1984
Jurisdição Legal Amazônia Legal
Ano de criação 1982
Grupo Proteção Integral
Instância responsável Federal

Mapa

Municípios

Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Municípios - ESEC do Jari

# UF Município População (IBGE 2018) População não urbana (IBGE 2010) População urbana (IBGE 2010) Área do Município (ha) (IBGE 2017) Área da UC no município (ha) Área da UC no município (%)
1 PA Almeirim 34.142 13.651 19.963 7.295.479,80 165.896,30
71,34 %
2 AP Laranjal do Jari 49.446 2.037 37.905 3.078.299,80 66.633,96
28,66 %

Ambiente

Fitofisionomia

Fitofisionomia (cursos d'água excluídos) % na UC
Floresta Ombrófila Densa 100,00

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Jari 71,27
Paru 28,73

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100,00

Gestão

  • Órgão Gestor: (ICMBIO) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
  • Tipo de Conselho: Consultivo
  • Ano de criação : 2014

Documentos Jurídicos

Documentos Jurídicos - ESEC do Jari

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de Publicação Observação Download
Portaria 20 Conselho 27/02/2014 28/02/2014 Cria o Conselho Consultivo da Estação Ecológica do Jarí, nos estados do Amapá e Pará.  
Outros 1 Cooperaçao técnica 13/09/2017 14/09/2017 Extrato Acordo de Cooperação no 01/2017, referente ao processo no 02122.000921/2017-78, celebrado entre o IFAP através do CAMPUS LARANJAL DO JARI, e o ICMBIO, por meio da ESTAÇÃO ECOLOGIA DO JARI - ESEC JARI. OBJETO: Concessão de estágio obrigatório a estudantes de cursos de educação superior, educação profissional e educação especial, na Unidade de Conservação Federal Estação Ecológica do Jari em Almeirim/PA e Laranjal do Jari/AP, vinculada a Coordenação Regional do ICMBio em Belém/PA, segundo a lei de estágio no. 11.788, de 25 de setembro de 2008, segundo a Lei no. 11.788, de 25 de setembro de 2008 e Orientação Normativa MPOG no 4, de 04/07/2014, vigência de 2 anos  
Decreto 87.092 Criação 12/04/1982 14/04/1982 Fica criada, a Estação Ecológica do Jari, ao norte do Estado do Pará, ocupando uma área de 207.370 hectares.  
Decreto 89.440 Alteração de limites 13/03/1984 14/03/1984 Altera os limites da Estação Ecológica do Jari (14/03/84). -

Documentos de gestão - ESEC do Jari

Tipo de plano Ano de aprovação Fase Observação

Sobreposições

Não existem sobreposições desta Unidade de Conservação com outras Áreas Protegidas.

Principais Ameaças

Não há informações cadastradas sobre o tema "Pressões e Ameaças".

Características

Criada pelo Decreto n 87.092 de 12 de abril de 1982 e tendo sua área alterada pelo Decreto n 89.440 de 13 de março de 1984. Localizada a 80 Km ao norte da cidade de Monte Dourado, com acesso via estrada de terra. Ocupa uma área de 227.126 ha numa faixa que vai do rio Jarí a leste, até o rio Parú a oeste, dois afluentes da margem esquerda do rio Amazonas, situada nos municípios de Almeirim /PA e Mazagão /AP com cerca de 60% do Pará e 40% no Amapá.
O clima da região é quente e úmido, com temperatura média superior a 22C e umidade relativa em torno de 80%. O inverno local compreende os meses chuvosos de dezembro a maio.
A área da Estação Ecológica está assentada sobre terrenos paleozóicos com umas intrusões magmáticas posteriores de diabásio. O paredão de pedra de mais de 70 Km de extensão que corta horizontalmente a Estação, do rio Jarí ao rio Parú, e marca o limite norte da bacia sedimentar amazônica foi originado pelo peso dos sedimentos lacustres e fluviais que o fez se levantar.
A altitude da cachoeira de Santo Antonio, no rio Jarí, é próxima do nível do mar, e daí os terrenos se inclinam progressivamente até atingir 500 m na crista do paredão. Diferentemente dos terrenos da área que se estende do rio Amazonas até 100 Km ao norte, essencialmente terciários, os da Estação são basicamente do Siluriano e Devoniano. Na rocha primária são cavados simples buracos ou grutas, cuja mais conhecida é localizada perto da sede, com uma superfície ao chão de aproximadamente 150m².
Floresta primária de terra firme - Os emergentes chegam aos 60 metros, como o Angelim vermelho (Dinizia excelsa, Mimosácea), Beró, Bombacácea, ou dominam aos 40-50 metros (Castanha do Pará, Bertolethia excelsa, Lecitidácea; Fava-coré, Mimosácea etc.). Palmeiras crescem na área, essencialmente a Bacabeira e a Paxiúba, grandes Arecáceas pouco freqüentes, como são também as do sub-bosque e do estrato descontínuo abaixo do dossel, essencialmente marajás, Bactris sp.
Floresta secundária de terra firme - A regeneração natural oferece uma mata densa de numerosos troncos finos.
Capoeira - Nem sempre fácil de separar da floresta secundária de terra firme, ela tem duas origens diferentes que podem se combinar. Origem natural; os afloramentos rochosos, possivelmente por ação química dos solos muito rasos acolhem na orla da mata uma vegetação baixa ou meio alta (15-20 metros) e a erosão ativa de certas zonas do paredão de pedra, expressa por queda de blocos ou até parte de falésio. Origem antrópica: zonas naturalmente mais abertas, os campos rupestres atraem mais o homem que desenvolve as suas atividades contra a maturação da sucessão vegetal (desmatamento, fogo, acampamento, capinagem, circulação de veículos e até aterrissagem forçadas). A sede da Estação é circundada de capoeira de vários estágios de desenvolvimentos. Campo rupestre - É raramente nu com liquens e algas, e geralmente coberto por vegetação que suporte a alternância de períodos secos e de alagamento de vários meses (Ciperáceas, Gramíneas, vários arbustos). Algumas manchas de capoeira altas (20 metros) são distribuídas dentro.
Floresta de igapó - Em continuidade com a floresta de terra firme, existe uma floresta sazonalmente inundada e percorrida por braços de igarapé. É um hábitat muito linear, de pouca largura representada perto da sede pelo igapó do igarapé alto, dito da Santa. Uma pequena área é aberta (sem árvore), mas a maior parte é floresta com árvores de até 35 metros, tal como a Ucuúba-da-várzea. Como pelo resto da floresta é surpreendente a raridade das palmeiras.
Mata de galeria - Da declividade geral das partes da Estação resulta a raridade da floresta de igapó e a quase continuidade linear de matas de galeria que acompanham os igarapés cortados de cachoeirinhas nomeados igarapé Água Preta e dito da Santa. Espécies com status de conservação - Dez por cento das espécies identificadas na Estação pertencem a uma ou duas das categorias que definem o status de conservação. Doze, destas 16 espécies são raras, uma sendo presumivelmente ameaçada.
Nenhuma espécie ameaçada ainda foi encontrada na ESEC/JARI.
Espécies endêmicas - Tucano-bico-preto, Tucano-pacova, Araçari-negra, Araçari-preto, Papa-formiga, Uirapuru-estrela, Saira-diamante, Saú- beija-flor.
Espécies raras - Gavião-de-penacho, Jacu, Choquinha, Mãe-de-taoca-de-garganta-vermelha, Pássaro-boi, Maú, Araponga-branca, Galo-da-serra, gralha.
Presumivelmente ameaçadas - Gavião-de-penhacho
A lista das espécies de mamíferos que poderiam ocorrer na Estação, estabelecido a partir do EMMONS (1990), inclui 75 espécies não voadoras com uma subestimação para roedores e meia dúzia de casos duvidosos sobre limites geográficos de distribuição. Um levantamento não exaustivo de alguns índices de presença de mamíferos na ESEC/JARI (FUNATURA/FNMA) levou a contactar 28 espécies de 8 ordens, dos quais os Quirópteros (morcegos) apresentam 12 espécies. De 16 mamíferos não voadores, 7 apresentam status de conservação com três espécies ameaçadas de extinção; Tatú Coatá e Onça-pintada, e 4 espécies presumivelmente ameaçadas, que como as precedentes sofrem tanto da caça ligada ao garimpo e as concentrações humanas de Monte Dourado e do Laranjal do Jari (Beiradão), como o desmatamento arrasador e das técnicas de produção de pasta de papel aplicadas a sul da Estação. São Tatú-de-quinze-quilos, Anta, Caititu ou Queixada e Veado-mateiro ou Birá.
(Fonte: http://www.amaparte.com.br/ecol_meiamb/jari.html - Ambiente Brasil em agosto 2007)

Observações do Ibama (em 1998):VEGETAÇÃO : A vegetação é classificada como Floresta Equatorial Úmida, sempre verde, densa, com o estrato superior atingindo mais de 30 m. O angelim, a maçaranduba e a mandioqueira estão entre as árvores emergentes. A Floresta de Várzea também é encontrada na unidade. Beirando os cursos d'água encontra-se uma vegetação constituída predominantemente por buritis e outras palmeiras.

Contato

Endereço para Correspondência (Ibama):
Caixa Postal nº 77, Setor Administrativo - Bloco D
CEP: 68.240-000 - Monte Dourado - PA
Tel: (96) 214-1100 / 214-1114
Fax: (96) 214-1114 - (91) 535-1137

Coordenadoria Regional (ICMBio): Fernando Barbosa Peçanha Junior.
Endereço CR: Av. Julio Cesar, 7060 - Valdecans
CEP: 66617-420 - Belém - PA

Chefe da UC: PABLO DAVI KIRCHHEIM (26/04/2011, DOU)

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