Floresta Nacional do Aripuanã

Área 751.295,00ha.
Document area Decreto - s/n - 11/05/2016
Jurisdição Legal Amazônia Legal
Ano de criação 2016
Grupo Uso Sustentável
Instância responsável Federal

Mapa

Municípios

Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Municípios - FLONA do Aripuanã

# UF Município População (IBGE 2018) População não urbana (IBGE 2010) População urbana (IBGE 2010) Área do Município (ha) (IBGE 2017) Área da UC no município (ha) Área da UC no município (%)
1 AM Apuí 21.583 7.412 10.595 5.424.515,30 128.257,49
17,00 %
2 AM Manicoré 54.907 26.668 20.349 4.831.502,20 70.382,14
9,33 %
3 AM Novo Aripuanã 25.237 7.377 14.074 4.117.965,60 555.703,96
73,67 %

Ambiente

Fitofisionomia

Fitofisionomia (cursos d'água excluídos) % na UC
Floresta Ombrófila Densa 100,00

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Madeira 100,00

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100,00

Gestão

  • Órgão Gestor:
  • Tipo de Conselho:
  • Ano de criação :

Documentos Jurídicos

Documentos Jurídicos - FLONA do Aripuanã

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de Publicação Observação Download
Decreto s/n Criação 11/05/2016 12/05/2016 Fica criada a Floresta Nacional do Aripuanã, localizada nos Municípios de Apuí, Manicoré e Novo Aripuanã, Estado do Amazonas, com aproximadamente 751.295 hectares. São seus objetivos: promover o manejo de uso múltiplo sustentável dos recursos florestais, a manutenção e a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade e apoiar ao desenvolvimento de métodos de exploração sustentável dos recursos naturais. O subsolo da área descrita no § 1 o integra os limites da Floresta Nacional do Aripuanã. A zona de amortecimento da Floresta Nacional do Aripuanã será definida por meio de ato específico do Presidente do Instituto Chico Mendes.  
Portaria 694 Nucleo gestão integrada 24/10/2017 26/10/2017 Instituir o Núcleo de Gestão Integrada Humaitá, um arranjo organizacional estruturador do processo gerencial entre unidades de conservação federais, integrando a gestão das unidades localizadas no estado do Amazonas citadas a seguir: Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, Floresta Nacional do Aripuanã; Floresta Nacional de Balata-Tufari; Floresta Nacional de Humaitá; Floresta Nacional do Jatuarana; Floresta Nacional de Urupadi; Parque Nacional do Acari; Parque Nacional Nascentes do Lago Jari e Reserva Biológica do Manicoré. O ICMBio Humaitá se constitui numa estratégia de gestão visando ao cumprimento dos objetivos específicos de cada uma das unidades de conservação, em conformidade com o SNUC, seus decretos de criação, seus planos de manejo, seus planejamentos estratégicos e orientações de seus conselhos gestores.  

Documentos de gestão - FLONA do Aripuanã

Tipo de plano Ano de aprovação Fase Observação

Características

Criada na última semana antes do afastamento de Dilma Rousseff, em maio de 2016, junto a mais quatro Unidades de Conservação na mesma região, duas de uso sustentável e duas de proteção integral: Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, Floresta Nacional de Urupadi, Reserva Biológica do Manicoré e Parque Nacional do Acari. Localizada na porção sul do estado do Amazonas, a Floresta Nacional do Aripuanã possui 751.295 ha. A maior parte de sua área está situada no município de Novo Aripuanã, mas também incide sobre os municípios de Manicoré e Apuí. Com as novas Unidades, a porção da área de Novo Aripuanã ocupada por UCs passou de 37,3% para 60,9%. O subsolo da área integra os limites da Flona.

Localizada grande parte às margens do rio Aripuanã, a fisionomia vegetal predominante é a Floresta Ombrófila Densa. Segundo a proposta técnica de criação das cinco novas Unidades de Conservação, a região abriga grande diversidade de palmeiras, como o babaçu e o açaí, e espécies ameaçadas de extinção, como a castanheira-do- pará (Bertholletia excelsa), cerejeira (Amburana cearensis var. Acreana), mogno (Swietenia macrophylla) e pau-rosa (Aniba rosaeodora). Com sua heterogeneidade de ambientes, a região apresenta uma diversidade de fauna especialmente alta e ainda pouco estudada. Estima-se que a bacia do rio Madeira abrigue cerca de 800 espécies de aves, representando quase metade da avifauna do país, o que a torna uma das regiões mais ricas em aves do mundo. Além disso, é uma das áreas com maior ocorrência de primatas da Amazônia, com alto grau de endemismo.

Por esses aspectos e pela presença de populações tradicionais, existe uma pressão para a criação de Unidades de Conservação na região entre os rios Madeira e Tapajós desde 2005. Apresenta desmatamento relativamente baixo em comparação a outras áreas da Amazônia Legal, porém a pressão de diversos segmentos, como madeireiros, pecuaristas e produtores de soja é crescente. A região, segundo o Macrozoneamento da Amazônia Legal, está contida na unidade de contenção de frentes de expansão, onde são recomendadas a existência de áreas protegidas e usos alternativos da floresta, servindo como escudo para a proteção do coração florestal. Os solos são ácidos e pouco férteis, sendo de baixa aptidão para atividades agrícolas e pastagens.

É uma Unidade de uso sustentável, cujos objetivos são: promover o manejo de uso múltiplo sustentável dos recursos florestais; a manutenção e a proteção dos recursos hídricos e da biodiversidade; e apoiar ao desenvolvimento de métodos de exploração sustentável dos recursos naturais, procurando criar meios alternativos de geração de renda para a população local.


(Fonte: Instituto Socioambiental, junho/2016 - Programa Monitoramento de Áreas Protegidas)

(Fonte: Proposta de criação de Unidades de Conservação em terras públicas da União no sul do Estado do Amazonas, abril/2015 - http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/proposta_de_criacao_de_unidades_de_conservacao_em_terras_publicas_no_sul_do_amazonas_final.pdf)

Notícias

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