Parque Nacional da Chapada Diamantina
Área
152.000,00ha.
Document area
Decreto - 91.655 - 17/09/1985
Jurisdição Legal
Domínio Mata Atlântica
Ano de criação
1985
Grupo
Proteção Integral
Instância responsável
Federal
Área
152.000,00ha.
Document area
Decreto - 91.655 - 17/09/1985
Jurisdição Legal
Domínio Mata Atlântica
Ano de criação
1985
Grupo
Proteção Integral
Instância responsável
Federal
Mapa
Municípios
Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características
Municípios - PARNA da Chapada Diamantina
| # | UF | Município | População (IBGE 2018) | População não urbana (IBGE 2010) | População urbana (IBGE 2010) | Área do Município (ha) (IBGE 2017) | Área da UC no município (ha) | Área da UC no município (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | BA | Andaraí | 13.080 | 4.985 | 8.095 | 158.978,60 | 29.869,28 |
|
19,50 % |
| 2 | BA | Ibicoara | 20.785 | 7.128 | 13.657 | 81.735,50 | 2.770,09 |
|
1,81 % |
| 3 | BA | Itaeté | 13.472 | 4.920 | 8.552 | 133.182,20 | 7.037,17 |
|
4,60 % |
| 4 | BA | Lençóis | 10.774 | 2.186 | 8.588 | 128.298,00 | 27.075,05 |
|
17,68 % |
| 5 | BA | Mucugê | 12.137 | 6.970 | 5.167 | 246.268,90 | 72.251,71 |
|
47,18 % |
| 6 | BA | Palmeiras | 10.339 | 3.547 | 6.792 | 73.779,70 | 14.143,08 |
|
9,24 % |
Ambiente
Gestão
- Órgão Gestor: (ICMBIO) Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
- Tipo de Conselho: Consultivo
- Ano de criação : 2001
Documentos Jurídicos
Documentos Jurídicos - PARNA da Chapada Diamantina
Documentos de gestão - PARNA da Chapada Diamantina
| Tipo de plano | Ano de aprovação | Fase | Observação |
|---|---|---|---|
| Plano de manejo | 2009 | Aprovado | PORTARIA ICMBio Nº09 de 6 de março de 2009 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Lapão https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.786-de-11-de-setembro-de-2024-584289274 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
| Plano de manejo específico | 2024 | Aprovado | Aprova o Plano de Manejo Espeleológico da Gruta do Castelo (processo nº 02667.000017/2021-91). https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-2.785-de-11-de-setembro-de-2024-584263603 |
Características
Histórico
O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, com o objetivo de proteger amostra dos ecossistemas da Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina, assegurando a preservação de seus recursos naturais e proporcionando oportunidades controladas para uso pelo público, educação, pesquisa científica e também contribuindo para a preservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes na área.
Localização
O Parque tem uma área aproximada de 152 mil hectares, estendendo-se pelos municípios baianos Andaraí, Ibicoara, Itaeté, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.
Clima
Clima caracterizado por alternância de estações chuvosas curtas e irregulares com estações secas prolongadas. A pluviosidade local é fortemente condicionada pelo relevo, com índices pluviométricos maiores na região da serra do Sincorá, chegando a atingir 1600mm nas proximidades de Lençóis, e níveis menores nas regiões mais baixas, chegando a 600 mm anuais.
Durante a primavera são registrados os menores índices pluviométricos, época de proliferação de incêndios florestais devastadores, que anualmente atingem alguns setores do parque.
Biomas e tipo de vegetação
A vegetação pode ser caracterizada como um mosaico de diferentes formações, que foi denominado como "Complexo da Chapada Diamantina". Sob esta denominação estão incluídas: i) formações xerofíticas encontradas em altitudes que variam de aproximadamente 500m a 900m, típicas do bioma Caatinga; ii) formações campestres encontradas de solos rasos até os solos profundos, desde formações florestais até desprovidas de árvores com intensa cobertura de gramíneas, normalmente associadas ao bioma Cerrado; iii) formações com características deciduais, semideciduais ou mesmo perenifólias, associadas a solos profundos ou a cursos e corpos d'água, associadas ao bioma Mata Atlântica e iv) formações rupestres, que ocorrem sobre rocha exposta ou sobre litossolos, em geral acima de 1.000m, mas com ocorrências em altitudes menores (por exemplo, próximo a Andaraí), conhecidos como campos rupestres, cuja classificação depende de cada autor.
Complementam o quadro da vegetação, diversas formações transicionais entre os tipos referidos anteriormente, algumas formações similares às restingas litorâneas, normalmente encontradas sobre solos arenosos, e áreas alagadas onde predominam macrófitas aquáticas. Por outro lado, extensas áreas da chapada Diamantina já se encontram antropizadas, tendo perdido suas características originais.
Fauna
A fauna ainda é pouco conhecida, sendo que a maior parte dos conhecimentos sobre o tema são proveniente da AER, que abordou parte da região. Para alguns grupos específicos, como aves, já há uma série de levantamentos que permitem melhor visão sobre a situação do grupo, embora ainda faltem estudos complementares. Na maioria dos casos, no entanto, os levantamentos e as informações existentes ainda são preliminares.
Dentre os animais conhecidos estão a anta (Tapirus terrestris), capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), coat (Nasua nasua), cotia (Dasyprocta aguti), jiboias, onça-pintada(Panthera onca) e suçuarana (Puma concolor).
Ameaças
A área é constantemente alvo de massiva exploração ilegal de recursos, ocorrendo pela mineração, extrativistas não-madeireiros, pecuária, poluição, madeireiros e queimadas.
Além dos recursos, há muitas espécies animais ameaçadas dentro da UC, como é o caso do gavião-pomba (Leucopternis lacernulatus), guigó-da-caatinga (Callicebus barbarabrownae), gato-do-mato (Leopardus tigrinus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), onça-pintada (Panthera onca), borboletinha-baiano Phylloscartes beckeri), tatu-canastra (Priodontes maximus), onça-parda (Puma concolor greeni), tiriba-grande (Pyrrhura cruentata), joão-baiano (Synallaxis cinerea), e da águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus).
Descrição do relevo
A chapada Diamantina, enquanto unidade de relevo, compreende 33 municípios e está localizada na região central da Bahia, com uma superfície de 41.751km². É constituída, geologicamente, por rochas quartzíticas, areníticas, siltíticas e conglomerados, pertencentes às formações Paraguaçu, Tombador, Caboclo, Morro do Chapéu e Bebedouro, do grupo Chapada Diamantina, como detalhado no item anterior.
O topo da Chapada é aplainado, caracterizando-se como um chapadão, com exuberantes escarpas nos dois lados. As altitudes variam entre 500 a 1.000m, formando um divisor natural de águas. Nas regiões escarpadas, diversos picos atingem entre 1.600 e 1.800m, com alguns pontos acima de 2.000m. Por um lado, deságuam na bacia do São Francisco e por outro, na própria região, onde nascem os dois maiores rios baianos: o de Contas e o Paraguaçu. A região escarpada, situada à leste do platô referido acima, constitui a serra do Sincorá, onde se encontra, predominantemente, a área do PARNA da Chapada Diamantina.
A serra do Sincorá representa um planalto em estruturas dobradas e subhorizontais fortemente erodidas. Alonga-se no sentido norte-sul, com largura média de 25 km, sendo que três feições principais de relevo são encontradas no PARNA.
Descrição do solo
No Parque predominam solos pouco profundos e arenosos, muito frágeis e susceptíveis à erosão, principalmente nas áreas atingidas por incêndios, chuvas intensas, ciclos sazonais de umidade e seca e pisoteio pelo gado, principalmente bovino.
Descrição da geologia
A geologia do PARNA retrata uma dinâmica bastante antiga e peculiar. As rochas mais antigas que nele ocorrem pertencem ao grupo Paraguaçu. São siltitos e argilitos, com arenitos e conglomerados subordinados.
Há cerca de 1,6 bilhões de anos, no que hoje é a porção oeste do Parque, iniciou-se a implantação de uma planície aluvial com rios entrelaçados, associada lateralmente a um deserto, onde predominavam dunas e interdunas com inúmeros lagos temporários. Nesse estágio foram depositados areias e cascalhos de origem fluvial, intercalados com areias transportadas pelo vento, de dunas e outros ambientes. Em seguida, esses sedimentos foram recobertos por sedimentos transicionais e marinhos, depositados na forma de lamas, com siltes e areias mais subordinados.
Acima dos sedimentos do grupo Paraguaçu, encontra-se a formação Tombador, composta de arenitos e conglomerados diamantíferos, originados da movimentação tectônica que gerou o levantamento da cordilheira formada pela serra de Jacobina e pelo complexo geológico de Contendas-Mirante.
Há 970 milhões de anos, a acumulação de sedimentos foi interrompida por uma glaciação, responsável pelos conglomerados e pelitos da formação Bebedouro e também pela inundação marinha que atingiu a área que constitui, atualmente, a porção leste do Parque, criando condições necessárias para a implantação da plataforma carbonática da formação Salitre, representada pelos calcários e dolomitos existentes nos vales do Paraguaçu, Una e Utinga.
Referências:
1. CARVALHAES, A. M. P. 2001. Dinâmica da Comunidade de Aves do Parque Nacional da Chapada Plano de Manejo do Parque Nacional da Chapada Diamantina Bibliografia 651 Diamantina. Universidade Estadual Paulista. Botucatu. Tese de Doutorado.
2. CARVALHAES, A. M. P. & MACHADO, C. G. No prelo. As Aves da Chapada Diamantina. In: Funch, Lígia (Org.). História Natural do Parque Nacional da Chapada Diamantina. São Paulo.
3. FUNCH, L. S.; FUNCH, R. R.; HARLEY, R.; GIULIETTI, A. M.; QUEIROZ, L. P. DE; FRANÇA, F.; MELO, E. DE; GONÇALVES, C. & SANTOS, T. DOS. Florestas Estacionais Semideciduais. In: JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, p:181-193, 2005.
4. JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, 435p.
5. MACHADO, C. G. 2005. Aves. In: JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, p: 357-375.
6. PARRINI, R.; RAPOSO, M. A.; PACHECO, J. F.; CARVALHAES, A. M. P.; MELO-JÚNIOR, T. A.; FONSECA, S. M. & MINNS, J. C. 1999. Birds of the Chapada Diamantina, Bahia, Brazil. Cotinga, vol. 2, pp. 86-95.
7. Portaria no 185 de 19 de dezembro de 2001. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/4394_20200508_213048.pdf. Acesso em: maio/2019.
8. Portaria no 9, de 6 de março de 2009. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1600_20140818_184314.pdf. Acesso em: maio/2019.
9. Parna da Chapada da Diamantina. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - CAATINGA. Disponível em:
http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/caatinga/unidades-de-conservacao-caatinga/2129-parna-da-chapada-da-diamantina. Acesso em: maio/2019.
10. Plano de Manejo - Parque Nacional da Chapada Diamantina (Versão Preliminar - Documento de Trabalho). Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1600_20140818_184314.pdf. Acesso em: maio/2019.
11. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação/MMA. Disponível em: http://isa.to/HCSN46. Acesso em out/2019.
Rua Barão do Rio Branco, 25 - Palmeiras/BA - CEP:46930-000
Telefone: (75) 33322418/ Voip (61) 31039882
Icmbio (2014)
O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985, com o objetivo de proteger amostra dos ecossistemas da Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina, assegurando a preservação de seus recursos naturais e proporcionando oportunidades controladas para uso pelo público, educação, pesquisa científica e também contribuindo para a preservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural existentes na área.
Localização
O Parque tem uma área aproximada de 152 mil hectares, estendendo-se pelos municípios baianos Andaraí, Ibicoara, Itaeté, Lençóis, Mucugê e Palmeiras.
Clima
Clima caracterizado por alternância de estações chuvosas curtas e irregulares com estações secas prolongadas. A pluviosidade local é fortemente condicionada pelo relevo, com índices pluviométricos maiores na região da serra do Sincorá, chegando a atingir 1600mm nas proximidades de Lençóis, e níveis menores nas regiões mais baixas, chegando a 600 mm anuais.
Durante a primavera são registrados os menores índices pluviométricos, época de proliferação de incêndios florestais devastadores, que anualmente atingem alguns setores do parque.
Biomas e tipo de vegetação
A vegetação pode ser caracterizada como um mosaico de diferentes formações, que foi denominado como "Complexo da Chapada Diamantina". Sob esta denominação estão incluídas: i) formações xerofíticas encontradas em altitudes que variam de aproximadamente 500m a 900m, típicas do bioma Caatinga; ii) formações campestres encontradas de solos rasos até os solos profundos, desde formações florestais até desprovidas de árvores com intensa cobertura de gramíneas, normalmente associadas ao bioma Cerrado; iii) formações com características deciduais, semideciduais ou mesmo perenifólias, associadas a solos profundos ou a cursos e corpos d'água, associadas ao bioma Mata Atlântica e iv) formações rupestres, que ocorrem sobre rocha exposta ou sobre litossolos, em geral acima de 1.000m, mas com ocorrências em altitudes menores (por exemplo, próximo a Andaraí), conhecidos como campos rupestres, cuja classificação depende de cada autor.
Complementam o quadro da vegetação, diversas formações transicionais entre os tipos referidos anteriormente, algumas formações similares às restingas litorâneas, normalmente encontradas sobre solos arenosos, e áreas alagadas onde predominam macrófitas aquáticas. Por outro lado, extensas áreas da chapada Diamantina já se encontram antropizadas, tendo perdido suas características originais.
Fauna
A fauna ainda é pouco conhecida, sendo que a maior parte dos conhecimentos sobre o tema são proveniente da AER, que abordou parte da região. Para alguns grupos específicos, como aves, já há uma série de levantamentos que permitem melhor visão sobre a situação do grupo, embora ainda faltem estudos complementares. Na maioria dos casos, no entanto, os levantamentos e as informações existentes ainda são preliminares.
Dentre os animais conhecidos estão a anta (Tapirus terrestris), capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), coat (Nasua nasua), cotia (Dasyprocta aguti), jiboias, onça-pintada(Panthera onca) e suçuarana (Puma concolor).
Ameaças
A área é constantemente alvo de massiva exploração ilegal de recursos, ocorrendo pela mineração, extrativistas não-madeireiros, pecuária, poluição, madeireiros e queimadas.
Além dos recursos, há muitas espécies animais ameaçadas dentro da UC, como é o caso do gavião-pomba (Leucopternis lacernulatus), guigó-da-caatinga (Callicebus barbarabrownae), gato-do-mato (Leopardus tigrinus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), onça-pintada (Panthera onca), borboletinha-baiano Phylloscartes beckeri), tatu-canastra (Priodontes maximus), onça-parda (Puma concolor greeni), tiriba-grande (Pyrrhura cruentata), joão-baiano (Synallaxis cinerea), e da águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus).
Descrição do relevo
A chapada Diamantina, enquanto unidade de relevo, compreende 33 municípios e está localizada na região central da Bahia, com uma superfície de 41.751km². É constituída, geologicamente, por rochas quartzíticas, areníticas, siltíticas e conglomerados, pertencentes às formações Paraguaçu, Tombador, Caboclo, Morro do Chapéu e Bebedouro, do grupo Chapada Diamantina, como detalhado no item anterior.
O topo da Chapada é aplainado, caracterizando-se como um chapadão, com exuberantes escarpas nos dois lados. As altitudes variam entre 500 a 1.000m, formando um divisor natural de águas. Nas regiões escarpadas, diversos picos atingem entre 1.600 e 1.800m, com alguns pontos acima de 2.000m. Por um lado, deságuam na bacia do São Francisco e por outro, na própria região, onde nascem os dois maiores rios baianos: o de Contas e o Paraguaçu. A região escarpada, situada à leste do platô referido acima, constitui a serra do Sincorá, onde se encontra, predominantemente, a área do PARNA da Chapada Diamantina.
A serra do Sincorá representa um planalto em estruturas dobradas e subhorizontais fortemente erodidas. Alonga-se no sentido norte-sul, com largura média de 25 km, sendo que três feições principais de relevo são encontradas no PARNA.
Descrição do solo
No Parque predominam solos pouco profundos e arenosos, muito frágeis e susceptíveis à erosão, principalmente nas áreas atingidas por incêndios, chuvas intensas, ciclos sazonais de umidade e seca e pisoteio pelo gado, principalmente bovino.
Descrição da geologia
A geologia do PARNA retrata uma dinâmica bastante antiga e peculiar. As rochas mais antigas que nele ocorrem pertencem ao grupo Paraguaçu. São siltitos e argilitos, com arenitos e conglomerados subordinados.
Há cerca de 1,6 bilhões de anos, no que hoje é a porção oeste do Parque, iniciou-se a implantação de uma planície aluvial com rios entrelaçados, associada lateralmente a um deserto, onde predominavam dunas e interdunas com inúmeros lagos temporários. Nesse estágio foram depositados areias e cascalhos de origem fluvial, intercalados com areias transportadas pelo vento, de dunas e outros ambientes. Em seguida, esses sedimentos foram recobertos por sedimentos transicionais e marinhos, depositados na forma de lamas, com siltes e areias mais subordinados.
Acima dos sedimentos do grupo Paraguaçu, encontra-se a formação Tombador, composta de arenitos e conglomerados diamantíferos, originados da movimentação tectônica que gerou o levantamento da cordilheira formada pela serra de Jacobina e pelo complexo geológico de Contendas-Mirante.
Há 970 milhões de anos, a acumulação de sedimentos foi interrompida por uma glaciação, responsável pelos conglomerados e pelitos da formação Bebedouro e também pela inundação marinha que atingiu a área que constitui, atualmente, a porção leste do Parque, criando condições necessárias para a implantação da plataforma carbonática da formação Salitre, representada pelos calcários e dolomitos existentes nos vales do Paraguaçu, Una e Utinga.
Referências:
1. CARVALHAES, A. M. P. 2001. Dinâmica da Comunidade de Aves do Parque Nacional da Chapada Plano de Manejo do Parque Nacional da Chapada Diamantina Bibliografia 651 Diamantina. Universidade Estadual Paulista. Botucatu. Tese de Doutorado.
2. CARVALHAES, A. M. P. & MACHADO, C. G. No prelo. As Aves da Chapada Diamantina. In: Funch, Lígia (Org.). História Natural do Parque Nacional da Chapada Diamantina. São Paulo.
3. FUNCH, L. S.; FUNCH, R. R.; HARLEY, R.; GIULIETTI, A. M.; QUEIROZ, L. P. DE; FRANÇA, F.; MELO, E. DE; GONÇALVES, C. & SANTOS, T. DOS. Florestas Estacionais Semideciduais. In: JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, p:181-193, 2005.
4. JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, 435p.
5. MACHADO, C. G. 2005. Aves. In: JUNCÁ, F. A.; FUNCH, L. & ROCHA, W. (Org.). 2005. Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina. Série Biodiversidade. Ministério do Meio Ambiente. Brasília, p: 357-375.
6. PARRINI, R.; RAPOSO, M. A.; PACHECO, J. F.; CARVALHAES, A. M. P.; MELO-JÚNIOR, T. A.; FONSECA, S. M. & MINNS, J. C. 1999. Birds of the Chapada Diamantina, Bahia, Brazil. Cotinga, vol. 2, pp. 86-95.
7. Portaria no 185 de 19 de dezembro de 2001. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/4394_20200508_213048.pdf. Acesso em: maio/2019.
8. Portaria no 9, de 6 de março de 2009. Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1600_20140818_184314.pdf. Acesso em: maio/2019.
9. Parna da Chapada da Diamantina. UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - CAATINGA. Disponível em:
http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/caatinga/unidades-de-conservacao-caatinga/2129-parna-da-chapada-da-diamantina. Acesso em: maio/2019.
10. Plano de Manejo - Parque Nacional da Chapada Diamantina (Versão Preliminar - Documento de Trabalho). Disponível em: https://documentacao.socioambiental.org/ato_normativo/UC/1600_20140818_184314.pdf. Acesso em: maio/2019.
11. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação/MMA. Disponível em: http://isa.to/HCSN46. Acesso em out/2019.
Contato
Gestor da UC: Portaria Nº 145 Designar LUIZ ANTONIO COSLOPE para exercer a Função Gratificada de Assistente I de Unidade de Conservação II, Código FG-1, do Parque Nacional da Chapada Diamantina (DOU 26/02/2020)Rua Barão do Rio Branco, 25 - Palmeiras/BA - CEP:46930-000
Telefone: (75) 33322418/ Voip (61) 31039882
Icmbio (2014)