Parque Estadual Chandless

Área 695.303,00ha.
Jurisdição Legal Amazônia Legal
Ano de criação 2004
Grupo Proteção Integral
Instância responsável Estadual

Mapa

Municípios

Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Municípios - PES Chandless

# UF Município População (IBGE 2018) População não urbana (IBGE 2010) População urbana (IBGE 2010) Área do Município (ha) (IBGE 2017) Área da UC no município (ha) Área da UC no município (%)
1 AC Manoel Urbano 9.336 2.703 5.278 1.063.313,60 454.336,50
68,21 %
2 AC Santa Rosa do Purus 6.362 2.799 1.892 614.561,20 155.181,82
23,30 %
3 AC Sena Madureira 45.177 12.918 25.111 2.375.306,70 56.609,41
8,50 %

Ambiente

Fitofisionomia

Fitofisionomia (cursos d'água excluídos) % na UC
Floresta Ombrófila Aberta 100,00

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Purus 100,00

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100,00

Gestão

  • Órgão Gestor: (SEMA-AC) Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre
  • Tipo de Conselho: Consultivo
  • Ano de criação : 2009

Documentos Jurídicos

Documentos Jurídicos - PES Chandless

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de Publicação Observação Download
Portaria 63 Conselho 08/09/2009 10/09/2009 Cria o Conselho Consultivo do Parque Estadual Chandless com a finalidade de contribuir com a implantação e implementação de ações destinadas à consecução dos objetivos de criação da referida Unidade de Conservação.  
Contrato s/n Concessão de uso entre órgãos governamentais (CDRU) 31/08/2010 15/12/2010 Contrato de Cessão de Direito Real de Uso Não Onerosa entre e INCRA-ICMBio. OBJETO: Uso da Gleba de Terras denominada "Gleba 07 Chandless", com uma área total aproximada de 231.555,52ha, situada nos Municípios de Feijó e Santa Rosa do Purus (AC).  
Portaria 46 Instrumento de gestão - plano de manejo 10/05/2011 16/05/2011 Aprova o plano de manejo do PES Chandless  
Decreto 10670 Criação 02/09/2004 03/09/2004 Cria o Pes do Chandless  
Portaria 186 Instrumento de gestão - plano de utilização 21/11/2018 26/11/2018 Valida as atividades do Plano de Ação do Projeto "Integração das Áreas Protegidas do Bioma Amazônico" (IAPA), com inserção no Parque Estadual Chandless, assim como reconhece a atuação em toda a Paisagem Sul, parte integrante desta Portaria.  
Portaria s/nº Conselho 31/12/2009 31/12/2009 Aprova o regimento interno do conselho consultivo do Parque Estadual Chandless. Aguardando informações da SEMA/AC sobre o número da portaria e data. -
Portaria 196 Outros 09/11/2004 Compõe a Comissão de Implantação do P. E. Chandless, com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais - SEMA (Coordenação), Secretaria Estadual de Floresta - SEF, Procuradoria Geral do Estado - PGE, SOS Amazônia e Fundo Mundial para a Natureza - WWF, cujo objetivo é a elaboração do Plano de Trabalho para o Parque. (tirado do site do governo do Acre: www.ac.gov.br) -

Documentos de gestão - PES Chandless

Tipo de plano Ano de aprovação Fase Observação
Plano de manejo 2011 Aprovado Aprovado pela Portaria Nº 046 de 10 de maio de 2011. Ver situação jurídica.

Sobreposições

Não existem sobreposições desta Unidade de Conservação com outras Áreas Protegidas.

Principais Ameaças

Desmatamento na Amazônia Legal

Este tema apresenta a análise dos dados de desmatamento produzidos pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que mapeia somente áreas florestadas da Amazônia Legal. Os dados do Prodes não incluem as áreas de cerrado que ocorrem em muitas Unidades de Conservação no bioma Amazônia.

Focos de calor

Área de abrangência do ponto: um foco indica a possibilidade de fogo em um elemento de resolução da imagem (pixel), que varia de 1 km x 1 km até 5 km x 4 km. Neste pixel pode haver uma ou várias queimadas distintas, mas a indicação será de um único foco. Se uma queimada for muito extensa, será detectada em alguns pixeis vizinhos, ou seja, vários focos estarão associados a uma única grande queimada.

Total identificado de desmatamento acumulado até 2000: 236 hectares
Total identificado de desmatamento acumulado até 2008: 289 hectares

Características

O Parque representa o centro de distribuição do bambu no sudoeste da Amazônia. O bambu é uma tipologia florestal com um dinâmica interessante, com ciclos de mortalidade e rebrotamentos e com uma fauna associada específica. Uma associação bastante evidente e interessante é a relação entre aves e bambu, que já vem sendo pesquisada na Unidade.
Espécies endêmicas da flora: Há cerca de três espécies de bambu do gênero Guadua que ocorrem na área.
Espécies endêmicas da fauna: Há pelo menos treze espécies de aves exclusivas da Unidade, estritamente relacionadas ao bambu.
O relevo da Unidade está contido na categoria Planície Amazônica (Formas de Acumulação) e caracteriza-se por comportar extensas áreas alagadas e de inundação onde ocorrem paranás, furos, igarapés, depósitos lineares fluviais antigos e áreas de colmatagem recente, além de uma grande quantidade de lagos com gênese e forma diferenciada. Uma rede de drenagem curta e recente corta estes terraços, bem como as planícies, perpendicularmente à drenagem principal.
Os solos desta área desenvolveram-se sobre a Formação Solimões, datada no Plioceno Médio e Pleistoceno Superior, onde a cobertura vegetal se caracteriza pela Floresta com Palmeiras mais Floresta com Bambu, Floresta com Bambu em Área Aluvial e Floresta Densa.
A geologia ainda não é suficientemente conhecida, mas, trata-se de Planícies Fluviais resultantes da acumulação fluvial periódica ou permanentemente alagadas. São áreas aplainadas que geralmente comportam meandros abandonados. Há também Planícies e Terraços Fluviais, os quais são áreas aplainadas, resultantes da acumulação fluvial, geralmente sujeita a inundações periódicas e comportando meandros abandonados, alagando eventualmente, unida com ou sem ruptura de declive, o patamar mais elevado, que também comporta meandros abandonados.
A região do Chandless está inserida na Bacia do Rio Purus. O principal rio que corta a Unidade no sentido sudoeste-noroeste é o Rio Chandless que nasce no Peru. Os principais afluentes deste rio são os igarapés Cuchichá e o Chandless-chá.
(Fonte: Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. www.mma.gov.br. Última atualização: 13/08/2007. Acesso em: 15/04/2010).

VALOR BIOLÓGICO PARA CONSERVAÇÃO : é extremamente alto devido aos seguintes valores:
- Corredor ecológico: a área está totalmente situada dentro dos limites do corredor verde do Oeste da Amazônia, um dos cincos para a região Amazônica estabelecida pelo IBAMA. Está também adjacente a áreas protegidas e Terras Indígenas no lado peruano, onde recentemente espécies raras e endêmicas foram identificadas. É potencializado também por se configurar como corredor local, conectando duas terras indígenas (Rio Purus e Mamoadate) e a Esec do Rio Acre.
- Representatividade: ocorrência de Unidades de Paisagens Biofísicas ainda não formalmente protegidas em nenhuma UC no Estado do Acre e nem na Ecorregião Sudoeste da Amazônia.
- Ecoturismo: bom potencial, possibilidade de criação de empregos e aumento da renda, beleza natural apresentando na seca barrancos de 15 m de altura, com afloramentos rochosos, nítidos perfis de solos, pequenas corredeiras e bonitas praias de areia.
- Riqueza faunística: existem pelo menos cerca de 800 espécies de aves (incluindo espécies migratórias): pelo menos 200 espécies de mamíferos, 80 espécies de répteis e 120 espécies de anfíbios. Foram identificadas cerca de 100 espécies de lepdópteros. A ictiofauna em torno de 200 espécies.
CARACTERISTICAS BIÓTICAS E ABIÓTICAS: A Bacia do Alto Purus é uma das regiões menos conhecida da Amazônia.
O Alto Purus constitui o centro da distribuição dos chamados tabocais no sudoeste da Amazônia. Estas florestas, tão dominadas por bambus arborescentes do gênero Guadua podem ser diferenciadas em imagens de satélite e cobrem aproximadamente 180.000 km2 na região. Trata-se de um tipo de vegetação extremamente importante, mas muito pouco conhecido. Apesar do pouco conhecimento da flora regional, alguns fatos indicam que a área apresenta características típicas de área de transição entre a parte leste e oeste do Estado do Acre - o que a torna ainda mais importante para conservação.
ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS : são vários:
- Os municípios ainda dispõem de muita terra disponível para o assentamento de famílias. Os projetos de assentamento já implantados ainda dispõem de mais de 50% de sua capacidade de assentamento ociosa.
- Dificuldades de acesso durante o período da estiagem.
- Parte desta região se constitui em área de perambulação dos índios isolados Masko.
- Presença de apenas 12 famílias vivendo na área, a maioria com parentesco entre eles, com aproximadamente 60 pessoas.
- As atividades produtivas que desenvolvem são de baixo impacto ambiental.
- A análise dos dados demográficos indica existir um certo equilíbrio quanto às faixas etárias, e que não está havendo um crescimento rápido da população. O que permite afirmar que não acontecendo nenhum fluxo migratório para aquela área, não haverá num futuro próximo, uma pressão muito grande sobre o meio ambiente.
- A maioria dos moradores afirmaram desejar continuar residindo ali, mas se mostraram favoráveis à criação da UC e até manifestaram o desejo em ajudar a fiscalizar e proteger a área contra os "invasores" que entram para explorar os seus recursos.
(Fonte: Resumo Executivo produzido pelo Instituto do Meio Ambiente do Acre - IMAC e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, s/data).

Contato

Gestor da UC: Jesus Domingos Rodrigues de Souza. Portaria SEMA no 251/2006

SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE - SEMA Rua Benjamin Constant nº 856 - Centro CEP: 69.900-062 - Rio Branco - Acre - Brasil Fone: (68) 3224- 8786 / 3224-3990 / Fone/Fax: (068) 3223-2760 / E-mail: sema@ac.gov.br

Notícias

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