PARNA do Acari

Informações gerais

Acari
Parque Nacional
Federal
Proteção Integral
896.407 (Decreto - s/n - 11/05/2016)
2016
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Município(s) no(s) qual(is) incide a Unidade de Conservação e algumas de suas características

Município População (IBGE 2007) População rural (IBGE 2001) População urbana (IBGE 2001) Estado Área do município (ha) Área da UC no município (ha) Porcentagem da UC no município (%)
Apuí 17451 7738 6126 AM 5.423.990 105.838 11.77 %
Borba 31098 17373 11246 AM 4.425.119 535.562 59.55 %
Novo Aripuanã 18196 6651 10468 AM 4.119.135 257.929 28.68 %

Pressões e ameaças

O desmatamento, as queimadas e a mineração industrial, são algumas das pressões que mais ameaçam as Unidades de Conservação. Veja abaixo dados atualizados sobre essas pressões nesta UC; para uma visualização comparativa entre as UCs mais desmatadas na Amazônia Legal, acesse o ranking dinâmico.

Para detalhes sobre a obtenção dos dados, acesse nossa nota técnica.


Características

Características

Criado na última semana antes do afastamento de Dilma Rousseff, em maio de 2016, junto a mais quatro Unidades de Conservação na mesma região, três de uso sustentável e uma de proteção integral: Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré, Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi e Reserva Biológica do Manicoré. Localizado na porção sul do estado do Amazonas, o Parque Nacional do Acari possui 896.407 ha de floresta amazônica, abrangindo os municípios de Borba, Novo Aripuanã e Apuí. Com as novas Unidades criadas, o município de Borba passou a ter 22,4% de seu território ocupado por UCs, mais que o dobro do que tinha anteriormente (10,4%). O subsolo da área integra os limites do Parque.

Situado entre os rios Tapajós e Aripuanã e cortado pelo rio Sucunduri, a fisionomia vegetal predominante é a Floresta Ombrófila Densa, complementada por Floresta Ombrófila Aberta e vegetação de contato entre Savana e Floresta Ombrófila. Segundo a proposta técnica de criação das cinco novas Unidades de Conservação, a região abriga grande diversidade de palmeiras, como o babaçu e o açaí, e espécies ameaçadas de extinção, como a castanheira-do- pará (Bertholletia excelsa), cerejeira (Amburana cearensis var. Acreana), mogno (Swietenia macrophylla) e pau-rosa (Aniba rosaeodora). Com sua heterogeneidade de ambientes, a região apresenta uma diversidade de fauna especialmente alta e ainda pouco estudada. Estima-se que a bacia do rio Madeira abrigue cerca de 800 espécies de aves, representando quase metade da avifauna do país, o que a torna uma das regiões mais ricas em aves do mundo. Além disso, é uma das áreas com maior ocorrência de primatas da Amazônia, com alto grau de endemismo.

Por esses aspectos e pela presença de populações tradicionais, existe uma pressão para a criação de Unidades de Conservação na região entre os rios Madeira e Tapajós desde 2005. Apresenta desmatamento relativamente baixo em comparação a outras áreas da Amazônia Legal, porém a pressão de diversos segmentos, como madeireiros, pecuaristas e produtores de soja é crescente. A região, segundo o Macrozoneamento da Amazônia Legal, está contida na unidade de contenção de frentes de expansão, onde são recomendadas a existência de áreas protegidas e usos alternativos da floresta, servindo como escudo para a proteção do coração florestal. Os solos são ácidos e pouco férteis, sendo de baixa aptidão para atividades agrícolas e pastagens.

O Parna se destaca por sua beleza cênica e potencial ecoturístico e científico, comportando a maior cachoeira da região e diversas corredeiras. É uma Unidade de proteção integral, cujos objetivos são proteger a diversidade biológica de parte dos rios Acari, Camaiú, Sucunduri, Abacaxis e de seus afluentes, suas paisagens naturais e valores abióticos associados, além de garantir a perenidade dos serviços ecossistêmicos; contribuir para a estabilidade ambiental da região onde se insere; e proporcionar o desenvolvimento de atividades de recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico, criando alternativas econômicas para os municípios do entorno.

(Fonte: Instituto Socioambiental, junho/2016 - Programa Monitoramento de Áreas Protegidas)

(Fonte: Proposta de criação de Unidades de Conservação em terras públicas da União no sul do Estado do Amazonas, abril/2015 - http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/proposta_de_criacao_de_un...)

Observações


Aspectos Físicos

Sobreposições com outras Unidades de Conservação ou Terras Indígenas

Não pertinente.

Biomas

Bioma % na UC
Amazônia 100.00

Fitofisionomias

Fitofisionomia (excluídos cursos d'água) % na UC
Contato Savana-Floresta Ombrófila 3.52
Floresta Ombrófila Aberta 4.90
Floresta Ombrófila Densa 91.56

Bacias Hidrográficas

Bacia Hidrográfica % na UC
Madeira 100.00

Contatos


Notícias

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Histórico Jurídico

Tipo de documento Número Ação do documento Data do documento Data de publicaçãoícone de ordenação Observação Documento na íntegra
Decreto s/n Criação 11/05/2016 12/05/2016 Fica criado o Parque Nacional do Acari, localizado nos Municípios de Apuí, Borba e Novo Aripuanã, Estado do Amazonas, com o objetivo proteger a diversidade biológica de parte dos rios Acari, Camaiú, Sucunduri, Abacaxis e de seus afluentes, suas paisagens naturais e valores abióticos associados, além de garantir a perenidade dos serviços ecossistêmicos, contribuir para a estabilidade ambiental da região onde se insere e proporcionar o desenvolvimento de atividades de recreação em contato com a natureza e o turismo ecológico.O subsolo da área descrita no § 1 o integra os limites do Parque Nacional do Acari. A zona de amortecimento do Parque será definida por meio de ato específico do Presidente do Instituto Chico Mendes. Download PDF


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